Conversamos com Robson Mian – treinador do atletismo de Jundiaí

11/11/2016 - 02:11

Thiago Batista – Esporte Jundiaí / Fotos: Arquivo Pessoal Robson Mian

Robson Mian, tem apenas 43 anos de idade. Mas histórias boas tem para contar em vários livros. Jundiaiense de fato e coração, começou como atleta o prestar o serviço militar no 12º GAC. Foi atleta da equipe de corridas de rua, entre 1992 e 1995. Depois representou a cidade nas principais provas de corridas de rua e também em competições como Jogos Regionais e Abertos no lançamento de martelo e marcha atlética. A carreira como treinador começou em 1998 como professor da Escola Estadual Adoniro Ladeira, e depois da ETEc Benedito Stornai, sempre acompanhando os atletas que participam ou buscam qualificação nos Jogos Escolares do Estado de São Paulo (JEESP).

Em 2007, após ter passado em concurso público, comecei a trabalhar na Prefeitura de Jundiaí e, nos anos de 2007 a 2009, fui professor do Programa Atleta do Futuro (PAF) que era desenvolvido no SESI Jundiaí, em parceria com o órgão municipal. Em 2007 começou a treinar atletas de atletismo e de corrida de rua, criando a equipe Papa-léguas na oportunidade. Desde 2012 coordena o atletismo da cidade, que somente cresceu: quatro vezes campeão de forma seguida do Jogos Regionais no masculino e entre 2013 e 2015 foi tri no feminino dos Regionais.

Atletismo que também trouxe a sua esposa, Gislaine Cristina de Sá, com quem casou em 2002 e tem dois filhos (Giovanni de 14 anos e Giuliano de 6 anos). Mian também é palestrante em temas relacionados a recreação desde 2001, guia turístico e autor de cinco livros, co-autor de outro, além de escrever artigos cinetificos que foram publicados.  Confira um pouco sobre este profissional que está revelando grandes talentos para o atletismo de Jundiaí, numa super entrevista realizada por Thiago Batista.

Esporte Jundiaí: Como foi o seu início no atletismo?  Como se tornou treinador no atletismo?
Robson Mian: Assisti a vitória de Joaquim Cruz, nos 800 metros da Olimpíada de Los Angeles, e a chegada sofrida e histórica da suíça Gabrielle Andersen Scheiss, na maratona, e isso me inspirou na modalidade. Praticava nas aulas de educação Física, entre os anos de 1985 a 1988, quando o professor Norival José da Silva lecionava na Escola EstadualFrancisco Napoleão Maia e, nesse mesmo período, nos reuníamos em família para assistir à corrida da São Silvestre, que ocorria à noite. Inspirado, comecei a correr, na expectativa de que venceria essa prova um dia! (risos). Ao entrar na faculdade (ESEF), tive aulas de atletismo com o professor Jurandir Ienne que acentuou o gosto pela modalidade. Assim que entrei para trabalhar na prefeitura, o Norival (então diretor de Esportes) me direcionou para o atletismo, onde estou até hoje. Foi um começo bastante difícil, pois a distância de conhecimentos entre o Mian atleta e o Mian treinador foi muito grande, sendo uma outra realidade, e precisei estudar muuuito para ainda estar aprendendo a modalidade.

EJ: Você comandou por alguns anos a equipe de corridas de rua de Jundiaí? Como foi ser treinador de uma equipe exclusivamente de corridas de longa distância? Está experiência te ajudou para ser depois o treinador da equipe de atletismo da cidade?
RM: Sim, estive como coordenador por 9 excelentes anos, com atletas maravilhosos e de elevado caráter, e alguns ainda treinam comigo. Fiz a opção de ficar como coordenador somente do atletismo, que é muito mais complexo e desafiador, pois são 23 provas e totalmente distintas uma da outra, exigindo uma dedicação muito grande, e eu não atenderia bem se continuasse com as duas. Os treinos para corridas de rua são menos complicados de serem elaborados e aplicados, pois não são tão técnicos como os de pista e campo. Por exemplo, para algumas provas precisamos potencializar questões referentes à impulsão, equilíbrio, velocidade, potência alática e lática, coordenação motora e espaço-temporal, força, corrida progressiva, entre outras capacidades. Enquanto para a corrida de rua demoro um dia para elaborar um treino, no atletismo demoro em média de 3 a 4 dias para montar somente um, dependendo da prova. Mas tem treinos que levo até uma semana para a elaboração, pois são muito caprichados, o mais personalizado possível e minuciosamente pensado e detalhado. A vivência na corrida de rua me ajudou a pesquisar e aprender mais sobre os treinos, mas o que auxilia mesmo são os cursos que participo, os muitos estudos diários que faço, o curso do Comitê Olímpico Brasileiro e os contatos com outros treinadores

EJ: Como pintou o convite para ser treinador da equipe de atletismo de Jundiaí? Como foi o começo?
RM: Entrei na prefeitura em 10 de fevereiro de 2007. Em abril, o então secretário de esportes Alaércio Borelli me chamou para uma conversa e me disse que eu seria o coordenador de corridas de rua. Nem deu tempo de pensar, e no outro dia eu já respondia pela modalidade! (risos). Daí, com a aposentadoria do professor Amaro Barbarini, em 2010, passei a trabalhar com a modalidade, no Bolão, e em 2012, assumi a coordenação do atletismo jundiaiense. Foi um começo muito difícil, por falta de conhecimentos sobre a modalidade, e alguns atletas deixaram a equipe, por isso. Mas, desde então estudo sobre o atletismo todos os dias (mesmo!), fui aprendendo, os resultados acontecendo, e hoje temos ótimas bases de treinamento, uma equipe técnica envolvida, além de contarmos com os próprios atletas, que nos auxiliam em atividades com os recém-chegados à equipe.

EJ: Mais fácil ser treinador ou atleta?
RM: Atleta, pois não temos tantas obrigações burocráticas a não ser treinar e competir, apesar disso exigir bastante do condicionamento físico também.

EJ: O que é mais difícil para passar para um atleta, enquanto treinador?
RM: Depende de cada atleta. Alguns têm mais dificuldades no lado psicológico relacionado às competições, outros em assimilar as técnicas de provas. Mas, aqui na equipe, estimulamos primeiramente o lado afetivo-social, e isso facilita a convivência de todos, e todos se ajudam quando percebemos que algo está ocorrendo com um ou outro atleta. Não à toa, os próprios atletas se referem à “família Atletismo”.

EJ: Sonhava em algum dia ser treinador?
RM: Na realidade, entrei na faculdade pensando em ser técnico de futebol e campeão brasileiro pelo Corinthians (risos). O atletismo foi aparecendo profissionalmente em minha vida por ocasião dos Jogos Escolares, em 1998 e fui gostando, e hoje não me vejo longe dele. Tenho muitos amigos e conhecidos na modalidade, pelo país inteiro.

EJ: Como foi tirar o atletismo de Jundiaí de 3º lugar em Jogos Regionais para um tricampeonato consecutivo no feminino e um tetra no masculino? Quais as dificuldades neste trabalho?
RM: Foi louvável! Inesquecível. Até hoje tenho as imagens em minha mente da conquista do 1º título, em 2013. O masculino não vencia desde o ano de 2003 e o feminino nunca havia conquistado esse título. Essa geração de campeões merecia vencer, e se dedicaram para tal. Todos os que competiram nunca haviam sido campeões e, pós vitória, o alto astral, a auto estima de cada um deles foi bastante elevada. Vimos que se sentiram muito importantes pela conquista trazida à cidade. Ex-atletas e simpatizantes da modalidade nos parabenizavam diariamente, em qualquer canto da cidade. Hoje, e de forma inédita, somos tetracampeões seguidos no masculino, e tricampeões feminino, que sequer haviam sido campeãs. Pela equipe que montamos e que contava somente com atletas de nossa equipe, saímos daqui certos de que estávamos na disputa do 1º título. Também, fizemos um estudo sobre os Regionais desde 2009 e saímos de Jundiaí com a missão dada a cada atleta do que teriam que fazer, se quisessem ser campeões. Missão dada, missão cumprida! Daí, com o moral elevado, as demais conquistas foram acontecendo. Mas, em Jogos Regionais hoje esbarramos com equipes contratadas, o que tornará mais difícil, daqui prá frente, a vitória dos que trabalham com formação, como é nosso caso. Formar atletas é muito trabalhoso. Contratar, não!
Continuaremos nosso trabalho com a formação de atletas.


EJ: O que mais satisfaz: revelar talentos ou conquistar títulos como treinador?
RM: Revelar talentos. Temos o Vinícius Rocha Moraes (conhecido como Mini Bolt), que foi campeão brasileiro e mundial escolar, nos 100 metros rasos, formado em nossas escolinhas e brilhando no cenário nacional, representando São Caetano. Mas, por aqui ainda temos alguns atletas que conquistaram expressivos títulos nesse ano, como o Carlos Souza, 3º lugar no estadual escolar, no lançamento do dardo; o Bruno Pavão, campeão estadual sub-16 no lançamento do dardo e 3º lugar no salto em altura; Vagna Soares, vice campeã estadual no arremesso de peso; além de nossos atletas masters que se destacam em provas a nível estadual e nacional, como a Gislaine Cristina de Sá, recordista estadual máster nos 3000m marcha atlética e salto com vara; Maria Viana dos Santos (ex-corredora de rua) e agora recordista estadual nos 2000m com obstáculos e salto com vara e o José Roberto Dias, que conquista muitas medalhas nas provas de atletismo que participa, dentre outros destaques que participam dos circuitos regionais de Atletismo, provas de master e até mesmo de corridas de rua. Este ano mesmo tivemos o maior título, a nível nacional, obtido pelo Atletismo jundiaiense foi o 3o lugar na Copa Brasil de Cross Country, em janeiro desse ano, em São Paulo. E nossa equipe foi representada por Gislaine Cristina de Sá, Mayara Amorim, Maria do Carmo dos Santos e Thaissa Cunha. Temos outros atletas que estão evoluindo muito suas melhores marcas pessoais, e até mesmo na qualidade de vida, e isso também nos torna campeões junto deles.

EJ: A pista sintética no Bolão, inaugurada em 2012, que ganho trouxe para o atletismo da cidade?
RM: Muito. A partir dali, os nossos atletas passaram a treinar em piso oficial, igual aos que competem em provas da Federação e, naturalmente, o rendimento melhora. Em contrapartida, temos mais dificuldades em Jogos Regionais, pois os pisos são geralmente de terra e carvão, o que muda completamente as técnicas de corridas.

EJ: Como a sua família observa o seu trabalho como treinador? Chega a fazer alguns sacríficos?
RM: Eles admiram e apoiam. A Gislaine é minha mulher e também é atleta, além de auxiliar na parte técnica também, pois é formada em educação física. Meu filho de 6 anos, vai com a mãe para treinar, e adaptamos alguns materiais para ele brincar de treinar também. Será um ótimo atleta, independente da modalidade, pois é muito “moleque”! (risos). Obrigatoriamente, em dias de competições e cursos preciso deixar a família em casa, mas entendem perfeitamente. Não temos problemas com isso. Quanto aos sacrifícios, foram maiores da parte dela (risos) pois, como é atleta dedicada e de confiança, às vezes a colocávamos em provas que não tinham atletas em Jogos Regionais e, apesar do improviso inicial, acabou dando certo, pois se destaca na marcha e no salto com vara, tanto em Jogos Regionais como em provas do máster, com expressivos resultados obtidos. Claro que no começo eu ouvia um monte. Sobrevivi! Mas deu certo! (risos)

EJ: O Robson Mian do dia-a-dia é um sujeito brincalhão? E possível levar a vida num bom humor sempre?
RM: Muito, me divirto muito. Em casa, dou risadas o dia todo. No atletismo, também! Vivo a vida e a vejo de uma forma bem agradável. Bom humor sempre, se possível! E procuro levar isso aos que me rodeiam.

EJ: Falta um pouco de bom humor no esporte? Ele não está muito politicamente correto?
RM: Sim, as pessoas às vezes até usam de artifícios ilícitos para conquistas, e não concordo com isso. O bom do atletismo é que, perdendo ou ganhando, as amizades continuam e os adversários são somente na prova. Deveria ser assim em todos os esportes...

EJ: Procura acompanhar outros esportes? Se sim, quais, porque?
RM: Antes acompanhava mais o futebol, mas devido a tantas falcatruas, vejo somente os resultados e a classificação do campeonato. E o Timão não está bem das pernas também! (risos). Hoje sou um torcedor do esporte amador jundiaiense, e vibro com as conquistas obtidas por todos os meus colegas educadores esportivos.

EJ: Extrai algo dos outros esportes e utiliza no atletismo?
RM: Sim. A organização, as táticas, a parte psicológica e sou muito observador de características de atletas durante o jogo, para tentar identificar algo semelhante em relação aos nossos.

EJ: Você trabalha com homens e mulheres na equipe? Existe diferença no tipo de trabalho quando conversa com um homem ou uma mulher?
RM: Sim. Como aqui o bom humor impera, há uma forte relação de respeito e amizade. Assim, enquanto estão chegando para treinar e no aquecimento, nos divertimos muito. Depois, durante o treino, o ambiente é mais sério e de dedicação. Se percebermos algum problema, conversamos com o atleta e tentamos resolver. Mas, algumas vezes algumas mulheres estão mais irritadas em determinados dias (risos) e aí a conversa é deixada para outro momento! (risos)

EJ: Na lata: mais difícil trabalhar com homem ou mulher?
RM: Na esmagadora maioria das vezes, não temos problemas com nenhum. Resposta difícil, mas a mulher, é mais vaidosa, delicada e sensível e se estiver num dia “atravessada” (risos), sai de baixo!

EJ: Sonha em trabalhar com algum outro esporte ou é uma utopia?
RM: Não! Atletismo forever!

EJ: Tem tempo para curtir a vida, ou ela é toda corrida dedicada ao atletismo neste momento?
RM: Sim, faço do atletismo meu lazer também. Me sinto um privilegiado. Como faço o que gosto, não encaro como uma obrigação trabalhista, mas sim uma atividade prazerosa que me dá o sustento. Recebo para fazer o que gosto, quer coisa melhor que isso? Mas viajo bastante, brinco com meus filhos, assisto filmes e telejornais, escrevo capítulos de livro, quando convidam (risos), pratico minha atividade física, faço trilhas na serra do Japi, leio e falo muito! (risos) Enfim, uma vida normal. Ou melhor, faço o que gosto, que é tudo isso! Não tenho do que reclamar, pelo contrário, só agradecer!

EJ: Como pintou o convite para participar dos cursos do COB?
RM: Foi um concurso nacional em 3 fases: curriculum vitae, prova objetiva e de línguas (espanhol) e análise de curriculum esportivo. Daí, selecionaram 40 técnicos do Brasil para cursarem. E fui um dos escolhidos!
E devo agradecer a Secretaria de Esportes que acreditou em mim e me liberou para cursar.

EJ: Qual ganho você teve ao participar dos cursos do COB? Como pode ser observado na prática na modalidade na cidade?
RM: Muito. Contatos com professores e técnicos, o estágio internacional com os melhores técnicos do mundo, e muitos conhecimentos novos que já vem sendo aplicados aqui em Jundiaí, mas, em 2017, o treinamento será totalmente reformulado, com esse padrão COB, e acreditamos na conquista de novos ótimos resultados, principalmente pelos mais novos. Também, criamos uma sequência de evolução bem interessante aos alunos, a partir dos 7 anos, da iniciação até chegar ao alto rendimento, com atividades adequadas a cada estágio e avaliações da comissão técnica, para promoção a outros níveis. E isso já vem ocorrendo!

EJ: No profissional, quais sonhos ainda deseja realizar? Porque?
RM: Que alguns atletas nossos obtenham índices individuais para os Jogos Abertos e, indo mais além, para o Troféu Brasil. Ë bastante difícil, pois trabalham, estudam e treinam, não tendo uma dedicação exclusiva ao atletismo. Mas é possível e vamos tentar isso, já em 2017!

EJ: No âmbito pessoal, tem algum sonho ainda a ser realizado? Porque?
RM: Vai demorar alguns anos ainda. Meus filhos se formarem, terem uma boa profissão e formarem suas próprias famílias é o sonho de qualquer pai, e o meu não é diferente.

EJ: O que faz Robson Mian ter que sempre correr, seja no profissional ou no pessoal?
RM: A família, o gosto pela modalidade, os amigos, enfim tudo! Percebi que, com menos tempo sobrando, mais consigo fazer as coisas. Por isso, pretendo sempre ter uma vida ativa.

EJ: Quais livros e artigos você já escreveu?
RM: Sou autor de livros na área de recreação que são: Monitor de recreação – formação profissional (2003); Turismo – atividades para recreação e lazer (2004); Gincana cultural – 1001 perguntas e respostas (2006); Gincana em ambientes fechados (CD Rom – 2008); Ônibus de turismo – profissionalismo a bordo (2010) e co autor de Recreação total (2015).  Artigos científicos recentemente publicados foram A importância da dança no contexto escolar (2014) e Recreação em ônibus de turismo – a formação profissional do recreador (2016). Em 2005 escrevi a crônica “Brincadeiras de criança”, que ficou em 3º lugar num concurso literário internacional, realizado naquele mesmo ano, com mais de 2500 trabalhos inscritos. No ano seguinte, fui contatado pelo presidente da escola de samba paulistana Tradição Albertinense que me pediu autorização para elaborar o samba enredo baseado nessa crônica! E a escola foi a vice campeã do carnaval!

Rapidinho
Qual time torce no futebol: Corinthians
Torce por algum outro time/atleta ou outra modalidade: Usain Bolt, Jamaica. E pelos educadores esportivos de Jundiaí
Um ídolo no esporte: Vanderlei Cordeiro de Lima (que foi agarrado pelo padre, em Atenas 2008)
Um ídolo fora do esporte: meu pai
Comida favorita: churrasco
Bebida número 1: suco de frutas
O que detesta fazer, mas faz: pagar imposto de renda
Um sonho: ser convocado para a seleção
Um pesadelo: não ter atletas treinando
Exemplo de beleza: a natureza, com um todo
Estilo musical que gosta: anos 80
Estilo musical que detesta: funk
Uma música: João e Maria, Chico Buarque
Um show: U2
Estilo favorito de filme: suspense
Gosta de ler: de tudo! Jornal, revista, folhetos, cartazes, propagandas, ...
Que tipo de notícia não gosta de ouvir, ler ou assistir: corrupção e maldade contra crianças e animais
Família é: tudo, tudo, tudo!
Quando liga a tv, paro para ver: telejornais e filmes
Mania: perfeccionismo na elaboração de treinos e aulas
Vida é: família e amigos!

EJ: Uma história boa que ocorreu com você no esporte?
RM: Em 2010, ainda como coordenador de corrida de rua, fomos para uma prova no Guarujá, um dia antes e, como eu tinha um compromisso à noite, pela prefeitura, uma professora, que também era atleta, ficou como responsável pelo ônibus, que saiu no sábado pela manhã. Acabei indo após o evento, chegando lá perto das 23 horas. Mas o ônibus foi parado na estrada. Por lei, teria que ter um guia de turismo como responsável pela viagem. E o policial rodoviário que parou o ônibus pediu isso. A responsável não era guia mas, como estava com uma camiseta do concurso de miss servidora (pública) que havia disputado uma semana antes, o policial rodoviário encantado com a beleza da moça, após ter feito vários elogios à mesma, acabou liberando a viagem, sem problemas. Depois do susto, só risadas!

EJ: Para finalizar, qual a música para ouvir hoje?
We are the champions, Queen. Foi a música que nos embalou no 1o título dos Jogos Regionais.




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