Com goleada, nova geração belga provoca EUA por suspensão anulada

Lincoln Chaves - Repórter da EBC

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Nomes como Thibaut Courtois, Kevin de Bruyne e Romelu Lukaku ainda provocam calafrios em torcedores brasileiros. Ao lado do já aposentado Eden Hazard, eles representam aquela que foi conhecida como a geração de ouro do futebol belga, que teve como maior recital a vitória por 2 a 1 sobre o Brasil pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

O trio é o elo entre aquele grupo de jogadores com sucesso nas grandes equipes europeias - e nenhuma conquista pelo país - e uma nova geração que, oito anos depois, ajudou a recolocar a Bélgica nas quartas de um Mundial. 

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A goleada por 4 a 1 no anfitrião Estados Unidos, em Seattle, na segunda-feira (6), colocou os Diabos Vermelhos (apelido da seleção) no caminho da Espanha. O duelo será na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília), em Los Angeles.

A classificação, por si, seria motivo de celebração. A maneira como ela veio e contra esse rival em especial a tornou mais saborosa para os belgas. Afinal, foi conquistada mesmo depois de o Comitê Disciplinar da Federação Internacional de Futebol (Fifa) suspender o efeito suspensivo do cartão vermelho mostrado ao norte-americano Folarin Balogun na vitória sobre a Bósnia e Herzegovina, por 2 a 0, nos 16 avos de final.

Não à toa, pelas redes sociais, a Real Associação Belga de Futebol foi à forra em dose dupla. Primeiro com a mensagem "O nome é futebol", com o termo "soccer" - como a modalidade é chamada nos Estados Unidos - riscado. Em outra publicação, a frase foi: "Revertam isso", ironizando a liberação para Balogun ir a campo, mesmo depois da expulsão.

A polêmica maior ocorreu porque o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contatou o mandatário da Fifa, Gianni Infantino, pedindo exatamente a revisão da expulsão de Balogun. Trump afirmou, sem provas, que o brasileiro Raphael Claus, árbitro que mostrou o vermelho ao atacante, seria "muito suspeito". A Bélgica entrou com recurso, que não foi acatado.

Com a bola rolando, Balogun, mesmo titular, pouco foi notado. Inflamada pelo clima extracampo, a Bélgica dominou. Foi para o intervalo à frente, com dois gols do atacante Charles de Ketelaere, de 25 anos, um dos expoentes da safra de atletas para quem a geração dourada está passando o bastão. O meia Malik Tillman, em cobrança de falta, marcou para os Estados Unidos.

Na etapa final, um erro do goleiro Matt Freese, que saiu da área para afastar a bola e chutou o chão, resultou no terceiro gol belga, do meia Hans Vanaken. No fim, Lukaku - que entrou no segundo tempo - deu números finais ao jogo. Na comemoração, o atacante imitou a dancinha de Trump, junto dos companheiros de seleção.

"Acho que sempre há justiça em algum lugar na vida. Você pode argumentar o quanto quiser, mas não achamos que tenha sido justo. E hoje [segunda], acho que isso nos trouxe um pouco de sorte", disse o meia Nicolas Raskin, aos jornalistas presentes no estádio, segundo a Reuters.

Ainda de acordo com a agência de notícias, o técnico dos Diabos Vermelhos, Rudi Garcia, minimizou o episódio. Em entrevista coletiva, o treinador, que é francês, revelou que Balogun o procurou e reforçou que a culpa da confusão não era do jogador".

"Não, não foi necessário nem essencial [usar a polêmica para motivar o elenco]. O que realmente importava era nosso plano de jogo", resumiu.

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Bélgica goleia EUA e elimina última anfitriã após polêmica sobre expulsão

João Vitor Revedilho

Os Estados Unidos foram eliminados da Copa do Mundo nesta segunda-feira ao perderem de 4 a 1 para a Bélgica, nas oitavas de final. Charles De Ketelaere marcou duas vezes, ofuscando a controversa decisão da Fifa de suspender a punição do atacante norte-americano Folarin Balogun. O resultado pôs fim abrupto aos sonhos de avanço da seleção estadunidense no torneio.

O que aconteceu

  • A seleção dos Estados Unidos é eliminada da Copa do Mundo após uma derrota por 4 a 1 para a Bélgica, nas oitavas de final.
  • Charles De Ketelaere foi o grande destaque do jogo, marcando dois gols decisivos para a vitória belga.
  • A partida foi precedida por polêmica sobre a controversa anulação da suspensão de Folarin Balogun pela Fifa, após intervenção do presidente Donald Trump.

Charles De Ketelaere abriu o placar para a Bélgica aos nove minutos, aproveitando ao máximo o início nervoso da equipe norte-americana para completar na pequena área. O gol rapidamente desanimou a torcida local presente no estádio.

Empate e nova vantagem belga

Malik Tillman empatou para os Estados Unidos aos 31 minutos com uma cobrança de falta que, desviada, pegou Thibaut Courtois no contrapé. Contudo, a vantagem belga foi restabelecida pouco mais de um minuto depois, quando De Ketelaere marcou seu segundo gol com uma cabeçada na segunda trave.

Os Estados Unidos jogaram com mais autoridade após o intervalo, mas suas esperanças foram destruídas por um erro calamitoso. O goleiro Matt Freese permitiu que o reserva Hans Vanaken marcasse aos doze minutos da etapa final, mudando irreversivelmente o rumo da partida em um atordoado Estádio de Seattle.

Falha do goleiro sela o destino dos EUA

Romelu Lukaku marcou o quarto gol nos acréscimos, levando os torcedores norte-americanos a abandonarem o estádio em massa. O tento garantiu à Bélgica a classificação para as quartas de final pela terceira vez nas últimas quatro Copas do Mundo. A equipe enfrentará a Espanha, atual campeã europeia, em Los Angeles na próxima sexta-feira.

A preparação para a partida foi marcada pela intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes da suspensão automática de um jogo de Folarin Balogun ser anulada por um cartão vermelho contra a Bósnia. No entanto, o atacante de 25 anos mal conseguiu ter impacto no jogo.

Como a Bélgica dominou o jogo?

Desde o início, os Estados Unidos tiveram dificuldades com a intensidade da Bélgica. Mesmo com a torcida ainda entoando seu primeiro coro de “U-S-A!”, Timothy Castagne já obrigou Matt Freese a fazer uma defesa com a ponta dos dedos.

A Bélgica quase abriu o placar após uma brilhante arrancada de Dodi Lukébakio – que impressionou no lugar de Jérémy Doku – criar uma grande chance para Youri Tielemans, que chutou para fora. Os co-anfitriões, porém, não aprenderam a lição, e um minuto depois, Charles De Ketelaere completou o cruzamento de Nicolas Raskin, após os Estados Unidos não conseguirem afastar a bola da área.

Os Estados Unidos pareciam atordoados e ficaram gratos pelo intervalo para hidratação. Eles empataram logo após o reinício, quando Folarin Balogun sofreu uma falta em uma posição perigosa. O chute de Malik Tillman sofreu um desvio traiçoeiro na testa de Hans Vanaken, que havia entrado mais cedo no lugar do lesionado Amadou Onana, o que não deu chance de defesa a Thibaut Courtois.

Mas os Estados Unidos rapidamente sofreram outro gol fácil. Leandro Trossard cruzou para Charles De Ketelaere, que ganhou de Tim Ream no corpo e cabeceou para o gol. Os Estados Unidos pareciam mais compostos após o intervalo, mas qualquer esperança de reação foi destruída quando Matt Freese demorou demais com a bola fora da área e deu a Hans Vanaken a chance de chutar para o gol vazio.

O jogo já havia perdido o fôlego há muito tempo quando Romelu Lukaku marcou seu sétimo gol em Copas do Mundo e o 93º pela Bélgica com uma finalização fria.

*Com Reuters

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Fifa apoia Raphael Claus após Trump questionar sua integridade

João Vitor Revedilho

A Fifa manifesta total apoio ao árbitro brasileiro Raphael Claus, que teve sua integridade questionada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta segunda-feira, após uma decisão polêmica na Copa do Mundo.

A controvérsia surgiu depois que Claus exibiu um cartão vermelho ao atacante norte-americano Folarin Balogun, em uma partida contra a Bósnia, decisão que, posteriormente, foi revista pela entidade máxima do futebol.

O que aconteceu

  • A Fifa reafirma apoio incondicional a Raphael Claus, um dos principais árbitros do mundo, após críticas.
  • Donald Trump questionou a integridade de Claus ao pedir revisão de cartão vermelho para Folarin Balogun.
  • A decisão de expulsar Balogun por entrada dura foi revertida pela Fifa, que suspendeu a punição automática.

Balogun foi expulso por Raphael Claus após uma revisão do VAR na vitória contra a Bósnia nos 16 avos de final, por ter dado uma entrada no tornozelo de Tarik Muharemovic. No entanto, a Fifa posteriormente suspendeu a punição automática de Balogun por causa do cartão vermelho.

Trump afirmou ter solicitado que a decisão fosse revista, descrevendo Claus como “um pouco suspeito, se você verificar seu histórico”, sem dar mais detalhes sobre suas acusações.

Defesa da integridade do árbitro

“A Fifa reconhece Raphael Claus como um dos principais árbitros profissionais do mundo e um membro valioso do Team One (grupo de elite de árbitros da Fifa) na Copa do Mundo da Fifa”, afirmou a entidade em comunicado oficial.

“Ao longo de sua carreira, ele tem demonstrado consistentemente os mais altos padrões de profissionalismo e integridade.”

A Fifa disse que Claus não estava disponível para comentar, em linha com sua política de que os árbitros não falem com a imprensa durante o torneio. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que os árbitros têm que ser respeitados.

“Mais uma vez, reitero que precisamos respeitar os árbitros e respeitar as regras que regem nosso esporte”, disse Infantino. “É muito simples e nunca é demais enfatizar: sem árbitros, não há futebol.”

Qual a experiência de Raphael Claus?

Raphael Claus já apitou mais de 600 partidas em sua carreira, o que demonstra sua vasta experiência no futebol. Pierluigi Collina, diretor de arbitragem da Fifa e presidente do Comitê de Árbitros, enfatizou a confiança da organização no brasileiro de 46 anos.

“Raphael Claus está apitando sua segunda Copa do Mundo da Fifa, depois de ter estado conosco no Catar em 2022”, disse Collina. “Ele é um árbitro experiente e muito respeitado, e mantemos total confiança nele.”

Balogun acabou sendo autorizado a jogar a partida das oitavas de final contra a Bélgica nesta segunda-feira e foi escalado para a equipe titular pelo técnico Mauricio Pochettino.

*Com Reuters

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Confira os jogos das oitavas da Copa do Mundo nesta terça-feira (07)

Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil

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O Brasil deu adeus à Copa do Mundo no último domingo (5), mas ainda tem muita tem muita bola para rolar nos gramados da América do Norte. Nesta terça-feira (7), quatro seleções entram em campo pelas oitavas-de-final.

Argentina x Egito

Às 13h, pelo horário de Brasília, a Argentina enfrenta o Egito em Atlanta. Os argentinos vêm de uma classificação dramática contra Cabo Verde, por 3 a 2, na prorrogação.

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Messi não brilhou como se esperava, mas os atuais campeões seguem vivos em busca do tetracampeonato.

Os sul-americanos enfrentam o Egito de Mohamed Salah. A seleção do nordeste da África superou a Austrália na fase anterior. Assim como os argentinos, os egípcios não resolveram o jogo nos 90 minutos. A classificação contra os australianos só veio na disputa de pênaltis.

Suíça x Colômbia

Na outra partida do dia, às 17h, a Suíça enfrenta a Colômbia em Vancouver. A cidade canadense recebe uma Colômbia embalada por boas atuações contra Portugal, ainda na fase de grupos, e contra Gana, na primeira fase eliminatória.

John Arias, do Palmeiras, e Luíz Díaz, do Bayern de Munique, estão entre os destaques dos “Cafeteros”, como são chamados os colombianos.

Já a Suíça começou a Copa devagar, com um empate melancólico contra o Catar. Mas, jogo a jogo, foi melhorando seu futebol.

Os olhos dos suíços estão voltados para o jovem Johan Manzambi, de 20 anos. O meio-campista, que também pode atuar como atacante, tem três gols e duas assistências na Copa até agora.

As partidas de hoje vão definir um dos confrontos das quartas-de-final. Pode ser que haja um confronto sul-americano, com o encontro de Argentina e Colômbia, ou a volta da Suíça a essa fase do torneio após 72 anos.

Caso o Egito supere a Argentina, o que seria por si só o maior feito da história do futebol do país, os Faraós chegariam pela primeira vez às quartas. Mas essa já é a melhor Copa da história do país, que nunca havia alcançado as oitavas-de-final antes.

Despedida de países-sede

A partida entre Suíça e Colômbia, no Canadá, será a última realizada fora dos Estados Unidos.

O México já se despediu da Copa ontem, quando o Estádio Azteca recebeu o confronto entre México e Inglaterra. E foi uma despedida dupla, já que a seleção dos donos da casa foi eliminada pelos ingleses.

A Copa fará uma pausa na quarta-feira (8) e, a partir da quinta-feira (9), todos os jogos ocorrerão em gramados estadunidenses.

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Parreira permanece internado na UTI com quadro de infecção pulmonar

Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

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O ex-técnico da seleção brasileira Carlos Alberto Parreira, 83 anos, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Samaritano Barra. O campeão mundial  na Copa de 1994, nos Estados Unidos, tem diagnóstico de inflamação pulmonar.  Na semana passada, foi submetido a um procedimento para cauterização de um sangramento nasal.

O professor de educação física apresentou quadro infeccioso pulmonar, com repercussão na função renal. Por causa dessa complicação, Parreira voltou a ser sedado e a respirar com o auxílio de aparelhos, além de necessitar de hemodiálise.

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O paciente está internado desde o dia 16 de junho e vem sendo acompanhado pelo pneumologista intensivista Arthur Vianna e pela equipe assistencial e multidisciplinar do hospital.

Em 2023, Parreira foi diagnosticado com um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático, responsável pela defesa imunológica do organismo.

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Espanha bate Portugal em possível adeus de Cristiano Ronaldo às Copas

Lincoln Chaves - Repórter da EBC

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Dezesseis anos depois e novamente nas oitavas de final, a Espanha voltou a frustrar Portugal em uma Copa do Mundo. Nesta segunda-feira (6), a Fúria (apelido do time espanhol) derrotou a seleção lusitana por 1 a 0 em Dallas (Estados Unidos).

As duas nações, aliás, são sedes da Copa de 2030, assim como Marrocos. Em homenagem ao centenário do evento, outros três países receberão um jogo cada da primeira rodada: Uruguai (abertura), Argentina e Paraguai.

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Os campeões mundiais de 2010 voltam a campo na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília), em Los Angeles. Eles encaram o ganhador do confronto entre Estados Unidos e Bélgica, que medem forças ainda nesta segunda, às 21h (horário de Brasília), em Seattle, também nos Estados Unidos.

No duelo entre a juventude de Lamine Yamal e a experiência de Cristiano Ronaldo, o espanhol levou a melhor. O atacante que completa 19 anos daqui uma semana e disputa o primeiro Mundial da carreira, sequer tinha três anos quando, em 2010, na África do Sul, a Espanha tirou Portugal nas oitavas. O camisa 7 português, à época com 25 anos e já dono de uma Bola de Ouro, passou em branco na derrota por 1 a 0, na Cidade do Cabo.

Ronaldo, aliás, pode ter feito seu último jogo em uma Copa. O atacante de 41 anos disse, no domingo (5), que se aposentará apenas "quando quiser". Apesar de o próximo Mundial ser em casa, CR7 - sigla com a qual o craque é conhecido - terá 45 anos em 2030. Primeiro a balançar as redes em seis edições diferentes, o veterano teve atuação apagada em Dallas.

Brilho dos goleiros

Se a Espanha manteve a escalação da vitória tranquila sobre a Áustria, por 3 a 0, Portugal fez uma alteração no time que superou a Croácia por 2 a 1, de virada. O técnico Roberto Martínez - que é espanhol - trocou Rafael Leão pelo também atacante João Félix.

A expectativa de um jogo aberto em Dallas se concretizou no início do primeiro tempo. Aos sete minutos, o meia Dani Olmo, de primeira, acionou Mikel Oyarzabal às costas da marcação e o deixou na cara do gol. O atacante, na saída do goleiro Diogo Costa, chutou à esquerda da meta.

A resposta portuguesa veio aos 11, com Bruno Fernandes lançando Cristiano Ronaldo pela direita, com liberdade. O camisa 7 entrou na área, escapou do zagueiro Aymeric Laporte e chutou forte, em cima do goleiro Unaí Simon.

Quatro minutos depois, foi a vez de Diogo Costa trabalhar - em dose dupla. Primeiro ao salvar um chute de Yamal, de dentro da área, que buscava o lado direito do gol. O atacante Álex Baena pegou a sobra e bateu, obrigando o goleiro a outra grande defesa, com a ponta dos dedos, no canto esquerdo.

A Espanha foi tomando o controle das ações do meio para frente. Aos 29 minutos, o meia Pedri recebeu pela intermediária esquerda e lançou na área. A bola foi direto para o gol e Diogo Costa salvou com o pé. No rebote, com o goleiro batido, Dani Olmo completou de cabeça, à direita do gol.

Portugal conseguiu reequilibrar o jogo a partir dos 37. O atacante Pedro Neto cruzou da direita e João Félix, na pequena área, cabeceou cruzado buscando o gol, parando em Simon. A sobra ficou com Ronaldo. que finalizou de costas para a meta vazia. O goleiro, no entanto, recuperou-se e ficou com a bola.

O maior susto português veio aos 40 minutos, em cobrança de escanteio curta, com chute de Nuno Mendes da entrada da área que parou no travessão. A bola ia em direção ao gol, mas teve um desvio providencial do também lateral Pedro Porro, de cabeça.

Banco decide para a Fúria

As equipes voltaram do intervalo com intensidade menor e um maior nível de tensão. A primeira chance mais clara foi um chute de Pedri, da entrada da área, aos 15 minutos, que desviou no zagueiro Renato Veiga e subiu, passando perto do travessão.

Como na etapa inicial, a Espanha assumiu, aos poucos, o protagonismo ofensivo, mas com mais dificuldades para acertar o passe decisivo, aquele que deixa o companheiro em condição de chutar. Tanto que foram necessários mais 12 minutos chegar de novo - e foi de bola parada. Em cobrança de falta de Yamal, pela esquerda, Diogo Costa espalmou para fora.

Aos 33 minutos, enfim, uma jogada trabalhada espanhola quase deu certo. O atacante Ferran Torres, que tinha acabado de entrar em campo, entrou pela esquerda na área, recebeu de Yamal e cruzou rasteiro, com muito perigo. A bola passou por Diogo Costa, mas o lateral Nélson Semedo se antecipou e conseguiu afastar para escanteio.

A pressão da Espanha em meio ao jogo truncado deu resultado aos 45 minutos, com dois jogadores que saíram do banco e foram acionados pelo técnico Luis de la Fuente. Na entrada da área, Ferran Torres recebeu de Rodri e deu belo passe ao volante Mikel Merino, que, na saída de Diogo Costa, mandou para as redes.

Nos instantes finais, Portugal se lançou com todos os jogadores para o campo de ataque, mas de forma desorganizada. Nos acréscimos, o atacante Francisco Conceição cruzou pela direita, na cabeça do meia Bernardo Silva, que escorou para fora. Em seguida, foi a vez de Bernardo Silva levantar na área e Francisco Conceição desperdiçar. Suspiro final rubro-verde no Mundial.

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Leverkusen lança parceria com Instituto Bola pra Frente, de Jorginho

Igor Santos - Repórter da EBC

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Em um evento celebrado com a inauguração de um mural no Parque Madureira, Zona Norte do Rio, nesta segunda (6), o Instituto Bola pra Frente, do ex-lateral Jorginho e o clube alemão Bayer Leverkusen (pelo qual ele atuou entre 1989 e 1992), anunciaram oficialmente uma parceria para facilitar o acesso de jovens da comunidade do Complexo do Muquiço, em Guadalupe, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, ao mercado de trabalho. A organização, que completou 26 anos no fim de junho, vai levar dez jovens para um período de intercâmbio na Alemanha, que faz parte do esforço para capacitá-los para a vida profissional, com parcerias com cursos e na elaboração de currículos, por exemplo.

"O [povo] alemão é muito responsável socialmente. Investe muito nisso. Aprendi muito com pessoas maravilhosas. O Bayer Leverkusen veio nos visitar ano passado [durante a pré-temporada no Rio de Janeiro] e agora celebramos essa parceria. As oportunidades que estes jovens terão com um inglês bem falado e a motivação de se qualificarem com certeza fará com que eles cheguem ao mercado de trabalho muito mais preparados", disse Jorginho.

Instituto Bola pra Frente, Parceria, Bayern Leverkusen, Complexo de Muquiço
Prestes a completou 26 anos, Instituto Bola pra Frente firmou parceria com o clube alemão Bayer Leverkusem com o objetivo de facilitar o acesso de jovens da comunidade do Complexo do Muquiço, na zona norte do Rio, ao mercado de trabalho - Jörg Schüler/Direitos Reservados

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O mural, que une as cores do clube (preto, vermelho e branco) às da bandeira do Brasil, mostra também Jorginho em seus tempos de Leverkusen, além do desenho de um menino ainda criança e posteriormente formado com o típico capelo, o chapéu dos formandos no Ensino Superior. Igor Izy, de 30 anos, autor da arte, é ele próprio um dos impactados pelo projeto de Jorginho.

"É muito importante eu estar aqui porque a história do Jorginho impacta diretamente a minha. Eu sou ex-educando do Instituto e lá dentro fiz um curso onde falava do meu sonho de viver da arte. Hoje, estou há 15 anos fazendo exatamente isso", revela Izy.

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Com críticas, adeus do Brasil à Copa estampa jornais mundo afora

Lincoln Chaves - Repórter da EBC

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 A eliminação do Brasil na Copa do Mundo repercutiu em peso no exterior. Nesta segunda-feira (6), dia seguinte à derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos), pelas oitavas de final, o revés estampou capas e páginas de jornais esportivos em todo o mundo. Não faltaram críticas e até ironias ao fracasso verde e amarelo.

No diário argentino Olé, o tropeço brasileiro foi o destaque principal, com a manchete "No compasso do tamborim". À seleção local, atual campeã e ainda na disputa pelo tetra mundial, foi destinado um espaço menor, o mesmo dedicado à classificação da Inglaterra às oitavas e aos confrontos desta segunda pela competição.

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"Você se lembra do Brasil que adorava manter a posse de bola? Aquele que reverenciava a habilidade técnica? Aquele definido por parcerias criativas? Aquele que tratava o 'Futebol Total' como uma religião? A modernidade varreu tudo isso, e esta seleção joga, vence e perde utilizando uma fórmula diferente", relatou a crônica publicada no site do Olé, que concluiu:

"A vitória [da Noruega] foi muito justa, histórica e explicativa: o preço por abandonar seu DNA custou o Mundial aos brasileiros".

O italiano Corriere dello Sport, que destacou a vitória do piloto monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, no Grand Prêmio da Grã-Bretanha de Fórmula 1, também deu espaço à queda da seleção canarinho, dirigida pelo compatriota Carlo Ancelotti. A chamada na capa diz que "[Erling] Haaland fez o Brasil chorar", enaltecendo o atacante que marcou os dois gols noruegueses.

A matéria sobre a partida, veiculada no site do diário, recordou que o Brasil, na próxima Copa, estará em meio a um jejum de 28 anos sem título mundial e que a seleção brasileira, hoje, é um time "menor, laborioso, episódico". E ironizou a realidade da própria Itália, que perdeu duas vezes para a Noruega nas eliminatórias e que, pela terceira edição seguida, está fora do Mundial.

"Apesar de todas as limitações da nossa pequena Itália, uma coisa, talvez, está clara agora: ficamos fora, mas a Noruega foi o pior sorteio possível. Teríamos gostado de ver a Alemanha em nosso grupo da eliminatória", finalizou o texto.

O espanhol Marca, como era de se esperar, teve como manchete o duelo a seleção do país contra Portugal, marcado para 16h (horário de Brasília) desta segunda, em Miami (Estados Unidos). A derrota do Brasil, porém, também estampou a capa do diário esportivo, destacando, além de Haaland, o goleiro Orjan Nyland, de grandes defesas na partida.

O relato do confronto chama atenção para as entradas do volante Danilo Santos e de Neymar, aos 22 minutos do segundo tempo, nos lugares de Gabriel Martinelli e Rayan. As mudanças tiraram o também atacante Endrick do comando ofensivo e o colocaram na ponta direita.

"Ali se acabou todo o equilíbrio do Brasil de Ancelotti", resumiu a reportagem, que ainda questionou o porquê de Vinícius Júnior não ter cobrado o pênalti do primeiro tempo, quando o placar estava 0 a 0 - o volante Bruno Guimarães foi para a bola, mas desperdiçou o chute, parando em Nyland.

"No Real Madrid [Espanha], rodeado de cobradores destacados, como [o atacante francês Kylian] Mbappé ou [o meia inglês Jude] Bellingham, o brasileiro conquistou (e lutou por isso), com Ancelotti, o direito de cobrar pênaltis. E porque, no Brasil, ele não é um ator secundário. É a estrela. É por quem gira o projeto, quem pede a bola, que é o protagonista dos grandes jogos. Precisamente por isso, custa entender que, no momento de maior responsabilidade, ela tenha decidido se afastar", concluiu a matéria.

O jornal A Bola, de Portugal, outro a dar amplo espaço à decisão desta segunda contra a Espanha, foi mais um a registrar, na capa, o revés brasileiro. A chamada falou de Haaland e do meia Andreas Schjelderup, atleta do Benfica, time mais popular do país.

A matéria do jogo, publicada no site do veículo, também destacou Vinícius Júnior, mas em tom menos crítico que o Marca. Para o diário, o "adeus" do brasileiro à Copa foi "cruel".

"O atacante exibiu-se a um bom nível, liderou o ataque brasileiro, criou jogadas de perigo (aquele passe para Endrick é extraordinário), mas não conseguiu guiar o escrete até as quartas", finalizou a reportagem, mencionando a assistência de Vinícius Júnior ao ex-jogador do Palmeiras, que, sozinho, na frente do goleiro, desperdiçou a melhor chance do Brasil na segunda etapa.

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Inglaterra vence México e enfrentará a Noruega nas quartas da Copa do Mundo

João Vitor Revedilho

A Inglaterra garantiu sua vaga nas quartas de final da Copa do Mundo neste domingo, ao vencer o México por 3 a 2 no Estádio Azteca. A vitória, conquistada mesmo com a equipe jogando boa parte do segundo tempo com 10 jogadores, encerrou a melhor campanha dos co-anfitriões no torneio em 40 anos.

O que aconteceu

  • A Inglaterra avança às quartas da Copa do Mundo após vitória apertada sobre o México por 3 a 2.
  • Jude Bellingham marcou dois gols rápidos para a Inglaterra, que jogou o segundo tempo com um a menos.
  • A partida, que teve dois pênaltis, foi adiada por uma hora devido a condições climáticas adversas.

O meio-campista Jude Bellingham colocou a Inglaterra na frente com dois gols em um intervalo de apenas um minuto. Primeiro, ele completou um cruzamento preciso de Bukayo Saka e, em seguida, empurrou um passe de Harry Kane para as redes, deixando a torcida da casa atônita com a rápida vantagem.

Antes do intervalo, Julián Quiñones, do México, conseguiu descontar. Reagindo mais rápido a uma bola solta dentro da área, ele acertou a parte superior da rede, reacendendo as esperanças dos co-anfitriões em uma virada.

Duelo de gols e expulsão no Azteca

A situação para a Inglaterra ficou mais complicada no segundo tempo, quando Jarrell Quansah foi expulso após uma revisão do VAR. Contudo, mesmo com um jogador a menos, Harry Kane restaurou a vantagem de dois gols da Inglaterra. Ele converteu um pênalti, marcado após uma falta do goleiro Raúl Rangel sobre Anthony Gordon.

O México não desistiu e diminuiu a diferença novamente, desta vez com outro pênalti. Raúl Jiménez foi o responsável por converter a cobrança, concedida após uma análise do VAR que confirmou uma falta de Kane em Brian Gutiérrez.

A partida, que já prometia emoção, sofreu um atraso de uma hora antes do início. As condições climáticas adversas nas proximidades do Estádio Azteca forçaram o adiamento, mas não tiraram o brilho do confronto.

Qual será o próximo desafio da Inglaterra?

Com a vitória, a Inglaterra avança e enfrentará a Noruega nas quartas de final. O duelo está marcado para o próximo sábado, na cidade de Miami.

*Com Reuters

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Trump intervém, liga para Infantino e Fifa anula suspensão de Balogun

João Vitor Revedilho

A Fifa revogou a suspensão automática do atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, permitindo sua participação no confronto das oitavas de final da Copa do Mundo contra a Bélgica. A decisão, que gerou questionamentos, ocorreu após um telefonema do presidente dos EUA, Donald Trump, ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, solicitando a revisão da punição por cartão vermelho.

O que aconteceu

  • Folarin Balogun, atacante dos EUA, teve sua suspensão por cartão vermelho na Copa do Mundo revertida após intervenção da Fifa.
  • A decisão foi tomada após um telefonema do então presidente dos EUA, Donald Trump, ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, solicitando a revisão.
  • A Federação Belga de Futebol expressou surpresa e contesta a reversão, citando regulamentos da competição que impedem a medida.

Balogun havia marcado seu terceiro gol na Copa do Mundo na vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia, mas recebeu um cartão vermelho no segundo tempo. A expulsão ocorreu por dar uma entrada com a chuteira no tornozelo do bósnio Tarik Muharemovic, deixando a equipe dos EUA com um jogador a menos pelo restante da partida.

O jogador de 25 anos foi expulso após revisão do VAR, e o técnico dos EUA, Mauricio Pochettino, afirmou que não deveria ter sido cartão vermelho.

Uma fonte com conhecimento da conversa confirmou que Trump ligou para Infantino para pedir que a entidade que rege o futebol mundial revisasse a expulsão de Balogun.

A decisão da Fifa e sua justificativa

A Fifa, por sua vez, permitiu que Balogun jogasse sem anular o cartão vermelho em si, mas suspendendo a aplicação da sanção.

“De acordo com o artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, a aplicação da suspensão de jogo fica suspensa por um período probatório de um ano”, informou a Fifa em comunicado.

A entidade acrescentou que, “se Folarin Balogun cometer outra infração de natureza e gravidade semelhantes durante o período probatório, a suspensão será revogada e a sanção aplicada, sem prejuízo de qualquer sanção adicional imposta pela nova infração.”

O órgão judicial possui o poder discricionário de suspender total ou parcialmente a aplicação de uma sanção disciplinar, conforme o código. A Reuters entrou em contato com a Fifa para obter comentários sobre a ligação de Trump com Infantino.

Reações e a polêmica

“Agradeço à Fifa por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça”, escreveu o presidente dos EUA, Donald Trump, na plataforma Truth Social.

A Federação de Futebol dos EUA aceitou a decisão, manifestando-se em comunicado: “Estamos satisfeitos que Folarin Balogun esteja apto a competir amanhã”.

Os companheiros de equipe de Balogun disseram que só ficaram sabendo da notícia pelas redes sociais, enquanto estavam a caminho do treino.

“Ficamos sabendo disso logo ao chegar aqui”, disse o atacante norte-americano Christian Pulisic a repórteres. “No começo, você pensa: “Ah, sério? Isso é verdade?” E depois: “Ah, que ótima notícia”.”

A seleção da Bélgica não se pronunciou imediatamente sobre a disponibilidade de Balogun para a partida em Seattle na segunda-feira.

A Federação Belga contesta a medida?

A Federação Real Belga de Futebol (RBFA) disse estar “surpresa” com a decisão da Fifa de declarar Balogun apto para jogar a partida, citando o regulamento e explorando todas as opções possíveis.

“A Fifa baseia sua decisão no Artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa. Essa disposição estabelece que o Comitê Disciplinar da Fifa pode decidir suspender a aplicação de uma sanção disciplinar imposta anteriormente”, afirmou a Federação.

No entanto, a RBFA apontou que “o Artigo 66.4 do mesmo Código Disciplinar da Fifa estabelece claramente que um cartão vermelho (expulsão) resulta automaticamente em suspensão para a próxima partida da equipe, como tem sido o caso para todos os cartões vermelhos anteriores emitidos durante esta Copa do Mundo da Fifa.”

A entidade afirmou que a decisão está em contradição direta com as disposições do regulamento do torneio.

“Conforme estabelecido no Artigo 10.5: “Se um jogador ou dirigente for expulso em consequência de um cartão vermelho direto ou indireto (segunda advertência), ele será automaticamente suspenso da partida seguinte de sua equipe””, acrescentou a Federação Belga.

O capitão de Portugal, Cristiano Ronaldo, pôde disputar as partidas de estreia de sua seleção na Copa do Mundo após a Fifa suspender os últimos dois jogos de uma punição de três partidas no ano passado. Na ocasião, ele foi expulso na penúltima rodada das eliminatórias contra a Irlanda.

O meia do Catar, Assim Madibo, recebeu uma suspensão de cinco jogos após receber um cartão vermelho por uma entrada que feriu gravemente o meia canadense Ismaël Koné durante a fase de grupos desta Copa do Mundo.

Em 1962, o brasileiro Garrincha foi expulso na semifinal, mas foi autorizado a jogar a decisão após um recurso bem-sucedido que foi apoiado pelos torcedores chilenos e pelo então presidente Jorge Alessandri. O fato ajudou sua seleção a vencer a Tchecoslováquia por 3 a 1.

*Com Reuters

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Cabo Verde: seleção é recebida como heróis após campanha histórica

João Vitor Revedilho

Milhares de torcedores recebem a seleção de futebol de Cabo Verde como heróis neste domingo, após a surpreendente campanha na Copa do Mundo. A equipe, que fez história ao chegar às oitavas de final, retornou ao país para uma calorosa celebração, mesmo após a derrota por 3 a 2 para a Argentina.

O que aconteceu

  • A seleção de futebol de Cabo Verde é ovacionada por milhares de fãs ao retornar ao país após sua histórica participação na Copa do Mundo.
  • Cabo Verde, a nação menos populosa a alcançar as oitavas de final, surpreendeu o mundo do futebol com empates contra Espanha e Uruguai.
  • A equipe, conhecida como Tubarões Azuis, perdeu por 3 a 2 para a Argentina na prorrogação, em um jogo emocionante pelas oitavas de final.

No aeroporto da capital, Praia, centenas de torcedores agitaram bandeiras para receber os jogadores. A comitiva seguiu em um caminhão aberto pelas ruas, com mais pessoas aglomeradas, até a praia de Quebra Canela, onde uma grande festa de boas-vindas foi preparada.

A celebração coincidiu com o Dia da Independência de Cabo Verde, em 5 de julho, o que intensificou o clima festivo. Os Tubarões Azuis e o carismático técnico Bubista dançaram ao som de músicas animadas em um palco que exibia a mensagem “Obrigado! Cabo Verde”.

Celebração memorável na capital cabo-verdiana

O goleiro Vozinha, conhecido pela sua atuação e presença nas redes sociais, saudou a multidão com um “E aí, Praia!”, sendo ovacionado pelo público.

Cabo Verde é um arquipélago de 10 ilhas vulcânicas na costa da África Ocidental, com uma população de aproximadamente 500 mil habitantes. A seleção não havia disputado nenhuma eliminatória de Copa do Mundo até o começo deste século e ocupava a 67ª posição no ranking mundial antes do atual torneio.

A campanha no torneio surpreendeu o cenário global do futebol. A equipe conseguiu empates contra duas ex-campeãs mundiais, Espanha e Uruguai, durante a fase de grupos. Com isso, Cabo Verde se consolidou como a nação menos populosa a alcançar as oitavas de final de uma Copa do Mundo.

Qual o impacto da campanha de Cabo Verde no cenário internacional?

Ainda que tenha sido eliminada, a seleção conquistou o coração dos torcedores globais com uma exibição destemida contra a atual campeã, Argentina. Em um jogo emocionante disputado em Miami na última sexta-feira, a equipe perdeu por 3 a 2 na prorrogação, mas demonstrou grande capacidade de luta.

*Com Reuters

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Neymar indica aposentadoria da seleção brasileira: ‘Agora acabou’

João Vitor Revedilho

Neymar indica que pode ter disputado sua última partida pela seleção brasileira após a eliminação da equipe na Copa do Mundo, neste domingo, com uma derrota para a Noruega. O atacante marcou um gol de pênalti, mas o resultado de 2 a 1 sacramentou a saída dos pentacampeões do torneio. A declaração do camisa 10 ao canal ge tv sugere o encerramento de sua trajetória com a Amarelinha.

O que aconteceu

  • Neymar aposentadoria seleção brasileira: o jogador indicou o fim de sua jornada com a camisa da Seleção após a eliminação na Copa do Mundo.
  • Eliminação do Brasil: a derrota por 2 a 1 para a Noruega, pelas oitavas de final, encerrou a participação brasileira no torneio.
  • Maior jejum: o resultado prolonga a espera pelo sexto título mundial, caminhando para 28 anos sem a taça até 2030.

Neymar da Silva Santos Júnior deu a entender que sua trajetória com a seleção brasileira havia chegado ao fim. “Eu tentei, eu tentei… Agora acabou! Comecei aqui, terminei aqui”, disse ele em entrevista ao comentarista do canal ge tv Bruno Formiga, referindo-se ao estádio em Nova Jersey, onde fez sua estreia pela seleção em um amistoso contra os Estados Unidos em 2010.

O jogador de 34 anos chorou após o apito final, refletindo a frustração da equipe. Este resultado marca o pior desempenho da seleção brasileira em uma Copa do Mundo desde a edição de 1990, evidenciando um período de dificuldades para o futebol nacional.

Qual o futuro da seleção brasileira?

Com a eliminação, o Brasil caminha para o seu maior jejum sem conquistar o título da Copa do Mundo desde a primeira vitória. Até o ano de 2030, a nação terá passado 28 anos sem levantar o cobiçado troféu, uma lacuna preocupante para uma das maiores potências do esporte.

Se Neymar confirmar sua aposentadoria do futebol internacional, ele encerrará sua carreira pela seleção brasileira com 80 gols e 58 assistências em 130 partidas. Apesar de seus muitos títulos por clubes, seu único troféu com a seleção principal do Brasil foi a Copa das Confederações de 2013, um dado que ressalta a dificuldade da Seleção em campanhas de maior prestígio.

*Com Reuters

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