Neymar desfalca amistoso contra o Egito e segue tratamento nos Estados Unidos

João Vitor Revedilho

Neymar não acompanha a delegação da Seleção Brasileira para Cleveland, onde o Brasil enfrenta o Egito no próximo sábado, no último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo. O atacante permanecerá em Nova Jersey para tratar uma lesão na panturrilha esquerda, conforme comunicado oficial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O que aconteceu

  • Neymar, com lesão na panturrilha esquerda, não viaja com a delegação para o amistoso contra o Egito.
  • O jogador realizará sessões intensivas de fisioterapia e recuperação física em Nova Jersey.
  • A previsão médica inicial indica um retorno aos gramados entre 11 e 18 de junho, antes da estreia no Mundial.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, a CBF informou que o camisa 10 seguirá realizando sessões de fisioterapia e um trabalho intensivo de recuperação física enquanto os demais jogadores viajam para o compromisso preparatório.

Qual o cronograma de recuperação?

A decisão segue o cronograma estabelecido pelo departamento médico da Seleção desde a confirmação da lesão. A previsão inicial indicava um período de recuperação entre duas e três semanas, o que permitiria o retorno do jogador apenas entre os dias 11 e 18 de junho, a tempo da estreia na Copa.

Neymar já havia ficado fora do treinamento realizado na última terça-feira, o segundo da equipe em solo norte-americano. Na atividade, o técnico Carlo Ancelotti começou a desenhar a formação que pretende utilizar diante dos egípcios e promoveu diversas alterações na equipe.

Como Ancelotti se prepara sem o atacante?

O amistoso entre Brasil e Egito está marcado para sábado, às 19h (horário de Brasília), no Huntington Bank Field Stadium, em Cleveland. A partida será o último teste da Seleção antes da estreia na Copa do Mundo, onde a comissão técnica busca ajustar a equipe na ausência de sua principal estrela.

O primeiro compromisso brasileiro no torneio acontece no dia 13 de junho, contra o Marrocos, no Estádio Nova York–Nova Jersey. A expectativa da comissão técnica é contar com Neymar recuperado ao longo da competição, aguardando seu retorno para as fases decisivas.

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No Grupo D da Copa, EUA tentam usar fator casa para avançar

Tendo como destaque um dos anfitriões da próxima Copa do Mundo, o Grupo D é um dos mais equilibrados da competição. Sendo uma das sedes do Mundial disputado entre os dias 11 de junho e 19 de julho, ao lado de México e Canadá, os Estados Unidos disputam a primeira fase do torneio com Turquia, Austrália e Paraguai.

Ao contrário de 1994, quando os norte-americanos mostraram pouco interesse no Mundial de futebol masculino, em 2026 a seleção dos Estados Unidos jogará em casa em um momento de grande desenvolvimento da modalidade, em especial pelo sucesso da Major League Soccer (liga profissional de futebol masculino). Assim, não será surpresa se a equipe comandada pelo técnico argentino Mauricio Pochettino jogar sempre com lotação esgotada.

Sem um craque de projeção internacional, o grande nome da equipe norte-americana é o ponta Christian Pulisic. Aos 27 anos de idade, o jogador, que teve passagens por Borussia Dortmund (Alemanha) e Chelsea (Inglaterra), defende atualmente o Milan (Itália). Outro nome que merece atenção é Gio Reyna. O meia-atacante do Borussia Mönchengladbach (Alemanha) pode ser considerado o cérebro dos Estados Unidos.

O primeiro adversário dos Estados Unidos na competição será o Paraguai. A equipe do técnico argentino Gustavo Alfaro tem vários nomes que se destacam no futebol brasileiro: Gustavo Gómez (Palmeiras), Ramón Sosa (Palmeiras), Matías Villasanti (Grêmio), Damián Bobadilla (São Paulo) e Isidro Pitta (Bragantino).

Este será o nono Mundial disputado pelos Guaranis. A classificação para a Copa de 2026 veio com uma boa campanha nas Eliminatórias Sul-Americanas, na qual, em 18 partidas, sofreu apenas quatro derrotas.

Quem também chegou ao Mundial por meio das Eliminatórias foi a Austrália. Nesta Copa, a equipe comandada pelo técnico Tony Popovic conta com alguns remanescentes da seleção que chegou até às oitavas de final no Catar, em 2022, incluindo o bom goleiro Mathew Ryan, do Levante (Espanha).

O quarto componente do Grupo é a Turquia, que teve que buscar a classificação para a Copa na Repescagem Europeia, na qual eliminou a Romênia e o Kosovo. Em sua terceira participação em um mundial, as Estrelas Crescentes contarão com o ex-jogador italiano Vincenzo Montella como treinador.

A equipe conta com dois jovens muito talentosos: o meia-atacante Arda Güler, que, aos 21 anos de idade, defende o poderoso Real Madrid (Espanha), e o ponta Kenan Yıldız, que, com a mesma idade, é o camisa 10 da tradicional Juventus (Itália). A eles se junta o experiente meia Hakan Çalhanoğlu, da Inter de Milão (Itália).

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Seleção dos EUA enaltece Marta e já mira a Copa Feminina no Brasil

Os quatro títulos de Copa do Mundo e as cinco medalhas olímpicas de ouro explicam o porquê de os Estados Unidos terem a seleção feminina de futebol mais vitoriosa [e temida] do planeta. E mesmo assim, é do Brasil que vem a referência delas. A idolatria por Marta Vieira da Silva, maior jogadora da história, transcende fronteiras.

"Marta é uma lenda! Honestamente, estar em campo com ela é surreal. É a jogadora em que muitas de nós se espelharam. Enfrentá-la é um desespero [risos]", disse a meia Rose Lavelle, em entrevista coletiva no centro de treinamento (CT) do São Paulo, onde a seleção norte-americana se prepara para dois amistosos contra o Brasil - o primeiro neste sábado (6), às 18h30 (horário de Brasília), na Neo Química Arena, na capital paulista.

"[Admiro] A maneira como ela [Marta] encara o jogo, técnica e taticamente, mas também o quanto ela gosta de jogar. Sempre adorei ver jogadoras que têm esse encanto. Ela tem uma mentalidade vencedora e traz muita alegria aos torcedores", destacou a também meio-campista Lindsay Heaps, capitã dos Estados Unidos.

O histórico dos confrontos entre as seleções no futebol feminino é amplamente favorável às norte-americanas. Em 43 jogos, são apenas quatro triunfos brasileiros. No último compromisso entre as equipes, porém, deu Brasil. O triunfo por 2 a 1 no PayPal Park, em San Jose, na Califórnia, foi o primeiro do time verde e amarelo na casa das rivais. As atacantes Kerolin e Amanda Gutierres balançaram as redes.

"O Brasil é um time de classe mundial, com um grande técnico [Arthur Elias]. Sou grande fã do trabalho dele. A equipe joga com muita responsabilidade e torna muito difícil você ter o controle do jogo. Não importa quem elas enfrentam, estão sempre em alto nível. E nunca desistem. Acho que o Brasil sempre teve um time muito bom, mas que essa geração tem mais jogadoras no alto nível", avaliou a técnica dos Estados Unidos, Emma Hayes.


Presentes em todas as Copas do Mundo femininas desde a edição inaugural, em 1991, as norte-americanas ainda precisam se classificar para a edição de 2027, no Brasil. Para isso, têm de ficar entre as quatro seleções mais bem colocadas do Campeonato da Confederação de Futebol das Américas do Norte, Central e Caribe (Concacaf), que elas mesmas sediarão, entre os dias 27 de novembro e 5 de dezembro.

"Que experiência pode ser melhor do que estarmos aqui para enfrentar o Brasil, na casa delas e onde será a Copa do Mundo? Acho que temos que aproveitar o máximo da experiência. As viagens, os trajetos de ônibus, os treinos e tudo que o país tem a oferecer. Acredito que a atmosfera será incrível", projetou Heaps.

"O futebol feminino, hoje, é uma indústria multibilionária. Está se tornando um grande negócio. É o esporte que mais cresce no mundo. O investimento no esporte feminino é um investimento inteligente. Espero que [a Copa] traga [ao Brasil] mais investimento nos clubes, maior profissionalização. E o mais importante: que as meninas sigam jogando o máximo de tempo possível. Sei que o Mundial trará um impacto massivel ao país. E estou ansiosa para isso", destacou Hayes.

Apesar do histórico negativo em decisões contra os Estados Unidos, com derrotas nas finais olímpicas de Atenas (Grécia), Pequim (China) e Paris (França), o Brasil levou a melhor em dois títulos que disputou em casa contra as rivais. Em 2007, as brasileiras conquistaram a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro goleando as norte-americanas por 5 a 0 no Maracanã.

Já em 2014, o empate sem gols no Mané Garrincha deu o título do Torneio Internacional de Brasília à seleção canarinho, beneficiada pela melhor campanha ao longo da competição amistosa. Aquele foi, inclusive, o último encontro entre as equipes em solo brasileiro.

Além da partida na Neo Química Arena, Brasil e Estados Unidos se enfrentam na próxima terça-feira (9), às 21h30, na Arena Castelão, em Fortaleza.

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Paulista tem 19 jogadores para estreia na Série B do sub-20 nesta sexta-feira. Confira!

O Paulista estreia na Série B do Paulistão sub-20 nesta sexta-feira, quando recebe o Valinhos Hyper, no Jayme Cintra, a partir das 15h. O Paulista volta a ter categoria sub-20 depois de quatro temporadas. Para estreia, o time terá 19 jogadores, todos já devidamente registrados na Federação Paulista de Futebol.

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São quatro atletas com contrato profissional e outros 15 com contrato com vínculo amador.

Os atletas com contrato profissional com o Paulista, que tem entre 16 e 20 anos e podem ser usados no Paulistão sub-20:

  • Caio Lorenti (G) – 18 anos – Esteve no elenco do Paulista na A3 – contrato até último dia de 2026
  • Marinho (LD) – 20 anos – ex-Betim e Floresta – contrato até maio de 2027
  • Ricardinho (M) – 19 anos – ex-Camboriú e Inter de Porto Alegre – contrato até último dia de 2027
  • Robert Lopes (M) – 19 anos – ex-Corinthians e Guarani – contrato até o último dia de 2027

Os atletas com contrato amador com o Paulista, que tem entre 16 e 20 anos e podem ser usados no Paulistão sub-20:

  • Arthur Oliveira (V/LD) – 18 anos – ex-Taubaté, Velo Clube, Rio Claro e Inter de Limeira
  • Daniel Silva (A) – 18 anos – ex-Essube de Uberlândia
  • Gabriel Luiz (A) – 17 anos – ex-Ferroviária e Araçatuba
  • Gabriel Máximo (Z) – 18 anos – ex-Noroeste
  • Hian (G) – 18 anos – ex-Vitória/BA
  • Juninho (M) – 17 anos – ex-PSTC/PR (profissional)
  • Lucas Andrade (V) – 17 anos – Fez parte do sub-15 do Paulista em 2023
  • Maycon Miguel (Z) – 18 anos – ex-Náutico, Fluminense e Goiás
  • Maurílio Junior (A) – 17 anos – ex-Queimadense/PB, Ipojuca/PE, Jaguar/PE e Sport Recife
  • Miguel Salviano (A) – 16 anos – ex-ABC de Natal
  • Pedro Cabral (M) – 18 anos – ex-CRB e Bangu
  • Pedro Rufino (A) – 20 anos – ex-Marília
  • Rafael Henrique (M) – 18 anos – ex-Brasilis e Azuriz
  • Samuel Heitor (LD) – 17 anos – ex-Independente de Limeira
  • Vitor Gabriel (A) – 19 anos – ex-Marília

O sub-20 do Paulista será comandado por Gustavo Almeida. Gustavo acumula passagens por clubes como Corinthians, Vasco, Palmeiras, Amazonas FC e Cuiabá, atuando tanto nas categorias de base quanto no futebol profissional. 

Ao longo de sua trajetória, participou diretamente do desenvolvimento de jogadores que hoje se destacam no cenário nacional e internacional.

Entre os principais atletas revelados e projetados em sua trajetória, destacam-se nomes como Rayan (Vasco), negociado com o futebol europeu; Estevão (Palmeiras), destaque recente e transferido ao Chelsea; Breno Bidon (Corinthians), referência na Seleção Brasileira Sub-20; além de atletas como Murillo, Robert Renan e Pedro, com passagens pela Seleção Brasileira e atuação no futebol internacional. Também fazem parte desse histórico jogadores como Thallys e Luis Pacheco, jovens promessas com grande projeção no cenário global.

Competição – 45 equipes disputam o torneio e foram divididas em 9 grupos de 5 equipes cada. O Paulista está no grupo 5, que tem também o Juventude de Louveira, Paulínia Universitário, Valinhos Esporte e Valinhos Hyper.

Os jogos são dentro da chave em turno e returno. Os três primeiros de cada grupo, mais os cinco melhores quarto colocados passam para a fase mata-mata.

A fase eliminatória tem 16ªs de final, 8ªs de final, 4ªs de final, semifinal e final, em partidas de ida e volta. Empate no placar agregado do confronto, a definição do vencedor do duelo será nos pênaltis.

Os finalistas conquistam o acesso para a Série A do Paulistão sub-20 de 2027.

A ordem dos jogos do Paulista ficou a seguinte:

  • 5/jun (sex) – 15h – Casa – Valinhos Hyper
  • 12/jun (sex) – 10h – Fora – Valinhos Esporte
  • 26/jun (sex) – 15h – Casa – Juventude de Louveira
  • 5/jul (dom) – 15h – Fora – Paulínia Universitário
  • 10/jul (sex) – 15h – Fora – Valinhos Hyper
  • 17/jul (sex) – 15h – Casa – Valinhos Esporte
  • 1º/ago (sáb) – 15h – Fora – Juventude de Louveira
  • 7/ago (sex) – 15h – Casa – Paulínia Universitário

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Ginásio do Ibirapuera pode ter campeão do NBB pela primeira vez

O Ginásio do Ibirapuera está bem próximo de escrever um capítulo inédito na sua história. Nesta quinta-feira (4), o equipamento administrado pela Secretaria de Esportes do Estado de SP pode ser palco pela primeira vez de um título do NBB (Novo Basquete Brasil).

Isso só acontece se o Sesi Franca vencer o jogo 3 da série decisiva contra o E.C. Pinheiros. Nas duas primeiras partidas da final, duas vitórias francanas: 82 a 73 no Ginásio Pedrocão, em Franca, e 78 a 75, no Ginásio do Ibirapuera. Em caso de mais um resultado positivo, o Sesi Franca emplaca o seu quinto título consecutivo da liga. Em busca do seu primeiro troféu de NBB, o E. C. Pinheiros precisa vencer para forçar o jogo 4, em Franca.

“Estamos muito felizes em ter o Ginásio do Ibirapuera na rota dos grandes eventos esportivos. Há duas semanas, tivemos as finais da Superliga masculina e feminina e agora, os dois melhores times do basquete brasileiro disputam a taça neste espaço tão icônico”, afirma a secretária estadual de Esportes, Claudia Carletto.

Antes da criação do NBB, em 2008, o Ginásio do Ibirapuera havia sediado a final do Campeonato Brasileiro de 1993, entre Franca e Banespa – vitória francana por 86 a 62.

Sesi Franca x Pinheiros - Sesi Franca e E.C. Pinheiros fizeram a melhor e a segunda melhor campanha da primeira fase do NBB 2025/2026, respectivamente. Nas semifinais, os francanos bateram o Brasília por 3 a 2. Já a equipe da capital paulista eliminou o Corinthians por 3 a 1.

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Brasil encontra velhos conhecidos no Grupo C da Copa do Mundo


A seleção brasileira inicia a sua jornada em busca do tão sonhado hexacampeonato da Copa do Mundo no Grupo C da competição, no qual medirá forças com Marrocos, Escócia e Haiti. O torneio, que terá como sede Estados Unidos, México e Canadá, será disputado entre 11 de junho e 19 de julho.

O Brasil chega à competição após um ciclo no qual teve quatro técnicos (Ramon Menezes, Fernando Diniz, Dorival Júnior e o italiano Carlo Ancelotti). Da Copa de 2022 até agora viu a queda de sua principal referência técnica, o atacante Neymar, que, apesar de ter sido convocado, está mais velho e vem sofrendo demais com problemas físicos que o impedem de desenvolver seu melhor futebol.

Com isso, as esperanças da torcida brasileira se concentram em uma nova geração de jogadores que tem o atacante Vinicius Júnior, do Real Madrid (Espanha), como expoente. Outros jogadores que podem assumir o protagonismo no time verde e amarelo são os atacantes Raphinha, do Barcelona (Espanha), e Endrick, do Lyon (França).

Sem laterais de confiança, o italiano Carlo Ancelotti deve optar por uma espécie de 4-2-4, com uma linha de quatro defensores que avançam pouco, guardando muito suas posições e um quarteto ofensivo que tem como característica a intensa movimentação e a busca constante de associações que levem à criação de oportunidades de gol.

Destaque em 2022 - O primeiro adversário da seleção brasileira no Mundial disputado nos Estados Unidos, no México e no Canadá será um dos destaques da Copa de 2022, o Marrocos. A equipe africana medirá forças com a seleção comandada pelo técnico italiano Carlo Ancelotti no dia 13 de junho, em Nova Jersey.

Os marroquinos já encontraram os brasileiros em um Mundial, no ano de 1998, pela fase de grupos. Naquela oportunidade, a seleção canarinho triunfou por 3 a 0, gols de Ronaldo, Rivaldo e Bebeto.

O futebol do Marrocos vive um claro momento de evolução, com a equipe africana tendo protagonizado uma grande campanha na Copa de 2022, quando garantiu o quarto lugar. A atual 11ª colocada do ranking de seleções da Fifa derrotou o Brasil no último encontro entre as equipes, por 2 a 1 em Tânger (Marrocos) em março de 2023, em partida amistosa que marcou o início do ciclo de preparação para o Mundial de 2026. Naquela oportunidade a seleção brasileira era dirigida, de forma interina, pelo técnico Ramon Menezes.

Os grandes destaques da equipe comandada pelo técnico Mohamed Ouahbi são o lateral Achraf Hakimi, do PSG (França), e o goleiro Yassine Bounou, que defende o Al-Hilal (Arábia Saudita).

Encontro inédito - Seis dias após a estreia na Copa (em 19 de junho), na Filadélfia, o Brasil terá pela frente o único adversário da primeira fase contra o qual nunca mediu forças em Copas do Mundo, o Haiti. A seleção caribenha, que retorna a uma Copa do Mundo após um hiato de mais de 50 anos, já enfrentou o Brasil em três oportunidades, com 100% de aproveitamento da seleção brasileira.

A equipe comandada pelo técnico francês Sébastien Migné, atual 84ª colocada do ranking de seleções da Fifa, tem como um de seus destaques o zagueiro Ricardo Adé, que ajudou a LDU (Equador) a alcançar as semifinais da última edição da Copa Libertadores.

Velho conhecido - O terceiro compromisso do Brasil na Copa de 2026 será no dia 24 de junho contra a Escócia. Entre os três adversários da seleção na primeira fase, este é o mais conhecido. Em Copas do Mundo, a seleção verde e amarela mediu forças com os europeus em quatro oportunidades: empate por 0 a 0 em 1974, vitória de 4 a 1 em 1982, triunfo de 1 a 0 em 1990 e vitória de 2 a 1 em 1998.

A Escócia, que é a atual 36ª colocada do ranking de seleções da Fifa, não vive um bom momento, e participou de sua última Copa em 1998. Na equipe comandada pelo técnico Steve Clarke, um jogador que merece ser observado com atenção é o volante Scott McTominay, peça importante do Napoli (Itália).

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João Fonseca luta, mas dá adeus a Roland Garros após revés para Mensik


O brasileiro João Fonseca, número 30 do mundo, deu adeus à luta pelo título de Roland Garros, na França. Após uma campanha histórica no saibro parisiense, o carioca de 19 anos foi eliminado por outro expoente da nova geração, o tcheco Jakub Mensik, de 20 anos, atual 27º no ranking mundial. Com um saque potente, boas finalizações e devoluções perfeitas, Mensik ditou o ritmo da partida, vencendo por 3 sets a 0 com parciais de 6/4, 6/3 e 7/6 (3), após 2h44min de embate na quadra Philippe-Chatrier , a principal de Roland Garros.

Desde 2006, o público de Roland Garros não assistia um confronto de jovens talentos do tênis mundial. Na ocasião, o espanhol Rafael Nadal, de 20 anos, derrotou o sérvio Novak Djokovic. Nas semifinais, Mensik terá pela frente o alemão Alexander Zverev, número 3 do mundo, que eliminou hoje o jovem espanhol Rafael Jodar (29º).

Apesar do revés, Fonseca pôs o Brasil de volta às quartas de Roland Garros após um jejum de 22 anos – o último representante do país fora o tricampeão Gustavo Kuerten (1997, 2000 e 2001), em 2004. Antes, apenas Fernando Meligeni (1999) e Thomas Koch (1968) haviam concluído o torneio entre os oito melhores do mundo. Já na chave de simples feminina, Beatriz Haddad Maia chegou às semifinais na edição de 2023.

Na próxima atualização do ranking, na segunda-feira (8), João Fonseca deve subir para o 25º ou 26º lugares, devido às vitórias imponentes que enfileirou em Roland Garros. A melhor posição de Fonseca foi o 24º lugar em outubro do ano passado. No último domingo (31), o carioca desbancou o sérvio Novak Djokovic, número 4 do mundo, dono de 24 títulos de Grand Slam, três deles em Paris. Fonseca derrotou Djoko de virada por 3 sets a 2 ao término de quase cinco horas de jogo. Quem também ficou pelo caminho foi o norueguês Casper Ruud (16º), conhecido pelo apelido de “Príncipe do Saibro”. Com dois vice-campeonatos em Paris, Ruud foi eliminado por Fonseca nas oitavas, por 3 sets a 1, após quase 4 horas de duelo.

A dupla da brasileira Luisa Stefani (à direita na foto) com a canadense Gabriela Dabrowski vão buscar vaga na final na próxima sexa (5), contra a parceria da da norte-americana Taylor Townsend com a tcheca Katerina Siniakova - Nora Stankovic/Divulgação

Stefani alcança 1ª semi em Roland Garros

Pela manhã, a paulista Luisa Stefani avançou pela primeira vez na carreira às semifinais de duplas em Paris. Ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, a brasileira derrotou a parceria da alemã Laura Siegemund com a russa Vera Zvonareva (cabeças de chave 11), por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 7/5. A parceria Brasil-Canadá volta à quadra na próxima sexta (5) contra a dupla da norte-americana Taylor Townsend com a tcheca Katerina Siniakova.

“Ótimo jogo, grande vitória diante de um time super experiente. Fomos bem nos games de saque, importante para fechar em dois sets. As condições hoje estavam mais lentas, com o teto fechado, o que favorece mais o estilo delas e soubemos lidar bem com essas adversidades. Agora é encarar a revanche contra Townsend e Siniakova tanto de Miami quanto no ano passado quando perdi aqui para elas nas oitavas”, disse Stefani, campeã ao lado de Dabrowski do WTA 500 de Estrasburgo (França) nesta temporada.

Demoliner nas quartas de final de duplas 

A partir das 7h (horário de Brasília) a dupla do gaúcho Marcelo Demoliner com o indiano Sriram Balaji entra em quadra por uma vaga nas semifinais de Roland Garros. Eles terão pela frente a parceria do australiano Henry Patten com o filandês Harri Heliövaara. A dupla Brasil-Índia passou às quartas ao vencer os alemães Puetz e Krawietz (cabeças de chave 6) por 2 sets a 0 (7/5 e 6/4) na última segunda (1º).

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Lula sanciona lei da Copa do Mundo Feminina e reconhece pioneiras


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei com as regras para a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil. O texto trata das obrigações do país com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), incluindo vistos, direitos de transmissão, segurança e marketing.

A lei ainda prevê uma premiação histórica de R$ 500 mil para cada jogadora que representou o Brasil nas competições de 1988 e 1991. Elas foram pioneiras no futebol feminino no país.

Aprovada em maio no Congresso Nacional, a Lei nº 15.421/2026 foi publicada nesta terça-feira (2) no Diário Oficial da União.

O evento esportivo está marcado para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho do ano que vem e será disputado em oito cidades: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. A expectativa é receber mais de 3 milhões de torcedores.

O marco legal consolida as garantias apresentadas pelo Brasil no processo de candidatura e dá segurança jurídica ao evento. Entre os temas tratados estão venda e revenda de ingressos, procedimentos simplificados para concessão de vistos a estrangeiros, regras de trabalho e voluntariado, ações de segurança pública, proteção dos direitos comerciais e coordenação entre os diferentes níveis de governo.

Tainá Maranhão comemora gol em partida da Fifa Series - Lívia Villas Boas/CBF/Direitos Reservados

Pela lei, a Fifa tem exclusividade na divulgação e na venda de produtos e serviços nas áreas próximas aos eventos oficiais, mas isso não abrange o comércio regular desde que esse não realize vendas relacionadas à competição. O texto permite a venda de bebidas alcoólicas nos estádios e locais oficiais, conforme normas sanitárias vigentes.

O governo federal poderá decretar feriado nacional nos dias em que houver disputas da seleção brasileira. Estados, municípios e o Distrito Federal também poderão decretar feriado ou ponto facultativo nos dias em que sediarem eventos do torneio.

O calendário escolar, das redes de ensino públicas e privadas, precisará ser ajustado para que as férias do primeiro semestre abranjam todo o período entre a abertura e o encerramento da Copa.

Pioneiras - Além de disciplinar a realização do torneio, a legislação estabelece princípios voltados à promoção da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres no esporte, ao enfrentamento da violência contra as mulheres, ao combate à discriminação e ao fortalecimento da participação feminina em todas as áreas do futebol, da prática esportiva à gestão.

A lei ainda reconhece a contribuição histórica das atletas pioneiras, que abriram caminho para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil, com o pagamento de R$ 500 mil para cada jogadora da seleção brasileira de 1988 e 1991.

No caso das atletas já falecidas, o prêmio será entregue aos sucessores legais.

Conheça a lista de pioneiras

1988:

  • Goleiras: Lica Laurentino e Simone Carneiro (falecidas)
  • Laterais: Marisa Caju (capitã), Rosilene Fanta e Suzana Cavalheiro
  • Zagueiras: Elane Rego, Suzy Bittencourt e Sandra Duarte
  • Meias: Lúcia Feitosa, Marilza Pelezinha, Marcinha Honório, Fia Paulista, Russa e Sissi
  • Atacantes: Lucilene Cebola, Roseli de Belo, Michael Jackson e Flordelis Oliveira
1991:
  • Goleiras: Meg e Miriam Soares
  • Zagueiras: Rosa Maria, Doralice e Solange
  • Meias: Márcia Tafarel, Lunalva Almeida, Cenira Sampaio e Rosângela Rocha
  • Atacantes: Maria Lúcia, Adriana Alvim e Delma Gonçalves


Dados do torneio - Em 1988, foi realizado o Fifa Women's Invitation Tournament e o Brasil conquistou a medalha de bronze. Já a Copa do Mundo Feminina é realizada a cada quatro anos desde a primeira edição oficial, na China, em 1991.

O torneio já teve sete países como sede. Em maio de 2024, o Brasil foi escolhido para sediar a décima edição do evento, a primeira vez na América do Sul, derrotando a candidatura conjunta de Alemanha, Bélgica e Holanda.

Esta edição da copa terá 32 seleções, com seis vagas diretas para a Ásia, quatro para a África, quatro para a América do Norte e Central, três para a América do Sul (uma delas do Brasil, garantido como país-sede), uma para a Oceania e 11 para a Europa. As outras três virão da fase de repescagem.

Os Estados Unidos contabilizam o maior número de títulos, quatro, seguidos pela Alemanha, que foi campeã duas vezes, e por Noruega, Japão e Espanha, com um título cada.

Atual vice-campeã olímpica, a seleção brasileira feminina busca na Copa do Mundo um título inédito. O melhor resultado brasileiro foi o vice-campeonato em 2007, na China, em final perdida para a Alemanha.

Mesmo sem o título, o Brasil ostenta a maior goleadora da história das copas – entre homens e mulheres. Presente em seis edições, Marta anotou 17 gols, um a mais que o alemão Miroslav Klose. Já a atleta Formiga é recordista de participações; ela disputou sete Copas do Mundo.

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Anfitrião Canadá enfrenta Bósnia, Suíça e Catar no Grupo B da Copa


Contado com um dos anfitriões da Copa do Mundo de 2026, o Grupo B é um dos mais equilibrados da competição. O Canadá inicia o torneio, que será disputado entre os dias 11 de junho e 19 de julho, também no México e nos EUA, medindo forças com Bósnia, Suíça e Catar.

Os canadenses, que participam do terceiro Mundial de sua história, disputarão suas três partidas na primeira fase da competição em casa (um jogo em Toronto e dois em Vancouver). Desta forma, a equipe comandada pelo técnico norte-americano Jesse Marsch terá a oportunidade de alcançar sua primeira vitória em uma Copa.

Para isto, o Canadá aposta especialmente em dois jogadores com destaque na Europa, o lateral Alphonso Davies, do Bayern de Munique (Alemanha), e o centroavante Jonathan David, da Juventus (Itália).

Nesta chave, a equipe com mais experiência em Copas do Mundo é a Suíça. A equipe europeia disputa o torneio pela 13ª vez na história. Tendo como característica principal a força defensiva, a equipe, que chegou às oitavas de final no Catar, em 2022, continua sendo comandada pelo ex-zagueiro suíço Murat Yakin.

O maestro da equipe é o experiente Granit Xhaka, que atualmente defende o Sunderland (Inglaterra). No ataque a esperança de gol é o centroavante Breel Embolo, do Rennes (França). Já na defesa o grande nome é o zagueiro Manuel Akanji, do Manchester City (Inglaterra).

Além de um dos anfitriões da Copa de 2026, o Grupo B também conta com o Catar, que foi a sede do último Mundial. Em sua segunda participação na competição, os Maroons esperam fazer uma melhor campanha do que em 2022, quando ficaram na última posição da classificação.

Comandado pelo técnico espanhol Julen Lopetegui, o Catar tem entre seus destaques dois brasileiros naturalizados: o atacante Edmilson Júnior, que defende o Al-Duhail (Catar), e o lateral Lucas Mendes, do Al-Wakrah (Catar). 

Outra seleção que disputa em 2026 o seu segundo mundial é a Bósnia e Herzegovina. A equipe se garantiu após superar na repescagem europeia duas equipes tradicionais: o País de Gales e a Itália.

Mesmo aos 40 anos de idade, o centroavante Edin Džeko, do Schalke 04 (Alemanha) é o principal nome dos Lírios Dourados.

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Barcelona confirma Hansi Flick como técnico até 2028

O Barcelona anunciou nesta segunda-feira a permanência do técnico Hansi Flick à frente do time principal. Amparado pela conquista do título da La Liga, com uma campanha que rendeu ainda um recorde de vitórias dentro de casa, o treinador alemão continua no clube até junho de 2028.

“O FC Barcelona e Hansi Flick chegaram a um acordo para estender o contrato do treinador, que permanece até junho de 2028, com opção de renovação por mais uma temporada”, diz um trecho da postagem no canal oficial da agremiação.

A assinatura do novo vínculo aconteceu nesta segunda-feira no escritório da diretoria. Além de Rafa Yuste, mandatário do conjunto catalão, também marcou presença no encontro foi o ex-jogador e dirigente brasileiro Anderson Luís de Souza, o Deco.

“O Barça é mais do que um clube e é um prazer para mim continuar. Estou muito feliz. Tivemos muitos momentos fantásticos e estou animado para compartilhar mais. Queremos ganhar mais títulos. No próximo ano daremos tudo de nós para realizar nossos sonhos”, afirmou o comandante após renovar o vínculo.

Sob o seu comando, o Barcelona venceu todos os seus 19 compromissos como mandante no Campeonato Espanhol. Ele aproveitou o momento para destacar a sua filosofia de vitórias e prometeu continuar na luta por conquistas importantes. “Queremos melhorar, aprender todos os dias. Queremos treinar melhor, com mais intensidade. Todos temos que estar unidos, clube e torcida”, comentou.

Detentor de uma taça da Champions League com o Bayern de Munique, a relação de troféus que Hansi Flick amealhou no Barcelona é altamente positiva e conta com dois Campeonatos Espanhóis, um bicampeonato da Supercopa da Espanha e ainda um título da Copa do Rei.

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Jogando em casa, México é o grande destaque do Grupo A da Copa


O Grupo A da Copa do Mundo de 2026 pode ser considerado um dos mais equilibrados da competição. Formado por México, Coreia do Sul, África do Sul e República Tcheca, a chave terá o jogo de abertura do torneio: no dia 11 de junho, mexicanos e sul-africanos medirão forças no Estádio Azteca, na Cidade do México, a partir das 16h (horário de Brasília).

Outras partidas do Grupo em solo mexicano terão como palco o estádio Akron, em Guadalajara, e o estádio Gigante del Acero, em Monterrey. E uma única partida será realizada nos Estados Unidos, em Atlanta.

O anfitrião México participará de sua 18ª Copa do Mundo. Em suas melhores campanhas, nos anos de 1970 e de 1986, oportunidades nas quais sediou a competição, a Tricolor alcançou as quartas-de-final.

A equipe mexicana tem como comandante um velho conhecido, Javier Aguirre, que já comandou a equipe nas Copas de 2002 e de 2010. Com um elenco sem grandes estrelas, as esperanças de uma grande campanha se concentram nos experientes Raúl Jiménez (atacante do Fulham) e Guillermo Ochoa (goleiro com cinco Copas no currículo).
 A segunda equipe envolvida no jogo de abertura, a África do Sul, é a seleção menos experiente em Mundiais nesta chave. Comandados pelo técnico belga técnico Hugo Broos, os Bafana Bafana participarão de sua quarta Copa do Mundo.

Para superar a primeira fase da competição pela primeira vez na história, a equipe africana aposta em dois jogadores do Mamelodi Sundowns (time sul-africano que foi uma das surpresas da Copa do Mundo de Clubes de 2025), o goleiro Ronwen Williams e o meio-campista Teboho Mokoena. Outro destaque dos Bafana Bafana é o atacante Lyle Foster, do Burnley (Inglaterra).

Já a Coreia do Sul disputa sua 12ª Copa. Os Tigres da Ásia serão comandados na competição por um velho conhecido, o ex-jogador Hong Myung Bo, técnico da seleção sul-coreana no Mundial de 2014, disputado no Brasil.

A equipe conta com bons valores. O principal nome é Son Heung-min. Aos 33 anos de idade, o atacante atualmente está no Los Angeles FC (EUA), mas viveu o ápice de sua carreira no Tottenham (Inglaterra). Também chamam a atenção o zagueiro Kim Min-jae, do Bayern de Munique (Alemanha), e o meio-atacante Lee Kang-in, do PSG (França).

A quarta componente do grupo é a República Tcheca. Herdeira das participações da antiga Tchecoslováquia, a seleção europeia disputa a sua décima Copa do Mundo. A equipe comandada pelo técnico Miroslav Koubek conseguiu a classificação para o Mundial na repescagem europeia, eliminando a Irlanda e a Dinamarca, mas sempre na dramaticidade nos pênaltis.

O grande nome da equipe é o centroavante Patrik Schick, que defende o Bayer Leverkusen (Alemanha).

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Tite revela arrependimento por ter rejeitado o Corinthians: ‘Eu errei’

Tite reconheceu que se arrepende de ter recusado o Corinthians em 2023. O técnico afirmou que tomou a decisão errada ao rejeitar o retorno ao clube paulista naquele momento e pediu desculpas publicamente à torcida corintiana.

“Eu tenho que publicamente dizer desculpa ao Corinthians, eu errei nessa situação”, disse, em entrevista ao Ge.

O treinador explicou que, após deixar a seleção brasileira, pretendia tirar um período sem trabalhar no futebol nacional e alimentar o sonho de assumir uma equipe da Premier League. “Se a gente rebobinasse, eu teria ido para o Corinthians. Eu não queria trabalhar naquele ano, eu não queria.”

Segundo Tite, o principal projeto em andamento naquele período envolvia uma possível ida para o West Ham, algo que vinha sendo preparado há meses.

“Foram uma série de aspectos que aconteceram. A primeira foi o convite do Corinthians, que eu tenho um respeito, uma consideração muito grande. Eu tinha uma possibilidade e já estava conversando com uma possibilidade real de clube da Premier League, que era o meu grande objetivo.”

O técnico revelou ainda que vinha se dedicando ao inglês e estudando profundamente o futebol inglês pensando nessa oportunidade: “Cansei de fazer aula de inglês com o Thales, meu professor, e sempre direcionado. Nós sabíamos tudo individualmente dos atletas desse clube e a forma de ele jogar.”

Durante a entrevista, Tite reforçou que mudaria sua decisão caso tivesse uma nova chance. “Na segunda vez, se eu tivesse que voltar no tempo, eu aceitaria o convite do Corinthians.”

O treinador também relembrou a relação construída com o clube, destacando que o Corinthians aceitou sua saída para a seleção brasileira mesmo contrariado e ainda fez questão de desvincular sua recusa ao clube da posterior ida ao Flamengo.

“O Corinthians foi o clube que eu saí para ir para a seleção e mesmo contrariado, ele aceitou. Eu não tinha ideia antes de ir para o Flamengo. Na mesma data, dias diferentes, o Corinthians tinha contratado o Mano (Menezes) e o (Jorge) Sampaoli continuava no Flamengo. Então não tinha uma coisa ligada à outra.”

Em 2023, o Corinthians procurou Tite após a saída de Vanderlei Luxemburgo, mas ouviu do treinador que ele não pretendia assumir equipes brasileiras naquele momento.

Meses depois, porém, o cenário mudou. Sem concretizar o sonho europeu, Tite aceitou a proposta do Flamengo em outubro daquele ano, atraído por um projeto de longo prazo, maior estabilidade e pela perspectiva de reformulação do elenco rubro-negro para 2024.

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