Inglaterra vence México e enfrentará a Noruega nas quartas da Copa do Mundo

João Vitor Revedilho

A Inglaterra garantiu sua vaga nas quartas de final da Copa do Mundo neste domingo, ao vencer o México por 3 a 2 no Estádio Azteca. A vitória, conquistada mesmo com a equipe jogando boa parte do segundo tempo com 10 jogadores, encerrou a melhor campanha dos co-anfitriões no torneio em 40 anos.

O que aconteceu

  • A Inglaterra avança às quartas da Copa do Mundo após vitória apertada sobre o México por 3 a 2.
  • Jude Bellingham marcou dois gols rápidos para a Inglaterra, que jogou o segundo tempo com um a menos.
  • A partida, que teve dois pênaltis, foi adiada por uma hora devido a condições climáticas adversas.

O meio-campista Jude Bellingham colocou a Inglaterra na frente com dois gols em um intervalo de apenas um minuto. Primeiro, ele completou um cruzamento preciso de Bukayo Saka e, em seguida, empurrou um passe de Harry Kane para as redes, deixando a torcida da casa atônita com a rápida vantagem.

Antes do intervalo, Julián Quiñones, do México, conseguiu descontar. Reagindo mais rápido a uma bola solta dentro da área, ele acertou a parte superior da rede, reacendendo as esperanças dos co-anfitriões em uma virada.

Duelo de gols e expulsão no Azteca

A situação para a Inglaterra ficou mais complicada no segundo tempo, quando Jarrell Quansah foi expulso após uma revisão do VAR. Contudo, mesmo com um jogador a menos, Harry Kane restaurou a vantagem de dois gols da Inglaterra. Ele converteu um pênalti, marcado após uma falta do goleiro Raúl Rangel sobre Anthony Gordon.

O México não desistiu e diminuiu a diferença novamente, desta vez com outro pênalti. Raúl Jiménez foi o responsável por converter a cobrança, concedida após uma análise do VAR que confirmou uma falta de Kane em Brian Gutiérrez.

A partida, que já prometia emoção, sofreu um atraso de uma hora antes do início. As condições climáticas adversas nas proximidades do Estádio Azteca forçaram o adiamento, mas não tiraram o brilho do confronto.

Qual será o próximo desafio da Inglaterra?

Com a vitória, a Inglaterra avança e enfrentará a Noruega nas quartas de final. O duelo está marcado para o próximo sábado, na cidade de Miami.

*Com Reuters

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Trump intervém, liga para Infantino e Fifa anula suspensão de Balogun

João Vitor Revedilho

A Fifa revogou a suspensão automática do atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, permitindo sua participação no confronto das oitavas de final da Copa do Mundo contra a Bélgica. A decisão, que gerou questionamentos, ocorreu após um telefonema do presidente dos EUA, Donald Trump, ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, solicitando a revisão da punição por cartão vermelho.

O que aconteceu

  • Folarin Balogun, atacante dos EUA, teve sua suspensão por cartão vermelho na Copa do Mundo revertida após intervenção da Fifa.
  • A decisão foi tomada após um telefonema do então presidente dos EUA, Donald Trump, ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, solicitando a revisão.
  • A Federação Belga de Futebol expressou surpresa e contesta a reversão, citando regulamentos da competição que impedem a medida.

Balogun havia marcado seu terceiro gol na Copa do Mundo na vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia, mas recebeu um cartão vermelho no segundo tempo. A expulsão ocorreu por dar uma entrada com a chuteira no tornozelo do bósnio Tarik Muharemovic, deixando a equipe dos EUA com um jogador a menos pelo restante da partida.

O jogador de 25 anos foi expulso após revisão do VAR, e o técnico dos EUA, Mauricio Pochettino, afirmou que não deveria ter sido cartão vermelho.

Uma fonte com conhecimento da conversa confirmou que Trump ligou para Infantino para pedir que a entidade que rege o futebol mundial revisasse a expulsão de Balogun.

A decisão da Fifa e sua justificativa

A Fifa, por sua vez, permitiu que Balogun jogasse sem anular o cartão vermelho em si, mas suspendendo a aplicação da sanção.

“De acordo com o artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, a aplicação da suspensão de jogo fica suspensa por um período probatório de um ano”, informou a Fifa em comunicado.

A entidade acrescentou que, “se Folarin Balogun cometer outra infração de natureza e gravidade semelhantes durante o período probatório, a suspensão será revogada e a sanção aplicada, sem prejuízo de qualquer sanção adicional imposta pela nova infração.”

O órgão judicial possui o poder discricionário de suspender total ou parcialmente a aplicação de uma sanção disciplinar, conforme o código. A Reuters entrou em contato com a Fifa para obter comentários sobre a ligação de Trump com Infantino.

Reações e a polêmica

“Agradeço à Fifa por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça”, escreveu o presidente dos EUA, Donald Trump, na plataforma Truth Social.

A Federação de Futebol dos EUA aceitou a decisão, manifestando-se em comunicado: “Estamos satisfeitos que Folarin Balogun esteja apto a competir amanhã”.

Os companheiros de equipe de Balogun disseram que só ficaram sabendo da notícia pelas redes sociais, enquanto estavam a caminho do treino.

“Ficamos sabendo disso logo ao chegar aqui”, disse o atacante norte-americano Christian Pulisic a repórteres. “No começo, você pensa: “Ah, sério? Isso é verdade?” E depois: “Ah, que ótima notícia”.”

A seleção da Bélgica não se pronunciou imediatamente sobre a disponibilidade de Balogun para a partida em Seattle na segunda-feira.

A Federação Belga contesta a medida?

A Federação Real Belga de Futebol (RBFA) disse estar “surpresa” com a decisão da Fifa de declarar Balogun apto para jogar a partida, citando o regulamento e explorando todas as opções possíveis.

“A Fifa baseia sua decisão no Artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa. Essa disposição estabelece que o Comitê Disciplinar da Fifa pode decidir suspender a aplicação de uma sanção disciplinar imposta anteriormente”, afirmou a Federação.

No entanto, a RBFA apontou que “o Artigo 66.4 do mesmo Código Disciplinar da Fifa estabelece claramente que um cartão vermelho (expulsão) resulta automaticamente em suspensão para a próxima partida da equipe, como tem sido o caso para todos os cartões vermelhos anteriores emitidos durante esta Copa do Mundo da Fifa.”

A entidade afirmou que a decisão está em contradição direta com as disposições do regulamento do torneio.

“Conforme estabelecido no Artigo 10.5: “Se um jogador ou dirigente for expulso em consequência de um cartão vermelho direto ou indireto (segunda advertência), ele será automaticamente suspenso da partida seguinte de sua equipe””, acrescentou a Federação Belga.

O capitão de Portugal, Cristiano Ronaldo, pôde disputar as partidas de estreia de sua seleção na Copa do Mundo após a Fifa suspender os últimos dois jogos de uma punição de três partidas no ano passado. Na ocasião, ele foi expulso na penúltima rodada das eliminatórias contra a Irlanda.

O meia do Catar, Assim Madibo, recebeu uma suspensão de cinco jogos após receber um cartão vermelho por uma entrada que feriu gravemente o meia canadense Ismaël Koné durante a fase de grupos desta Copa do Mundo.

Em 1962, o brasileiro Garrincha foi expulso na semifinal, mas foi autorizado a jogar a decisão após um recurso bem-sucedido que foi apoiado pelos torcedores chilenos e pelo então presidente Jorge Alessandri. O fato ajudou sua seleção a vencer a Tchecoslováquia por 3 a 1.

*Com Reuters

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Cabo Verde: seleção é recebida como heróis após campanha histórica

João Vitor Revedilho

Milhares de torcedores recebem a seleção de futebol de Cabo Verde como heróis neste domingo, após a surpreendente campanha na Copa do Mundo. A equipe, que fez história ao chegar às oitavas de final, retornou ao país para uma calorosa celebração, mesmo após a derrota por 3 a 2 para a Argentina.

O que aconteceu

  • A seleção de futebol de Cabo Verde é ovacionada por milhares de fãs ao retornar ao país após sua histórica participação na Copa do Mundo.
  • Cabo Verde, a nação menos populosa a alcançar as oitavas de final, surpreendeu o mundo do futebol com empates contra Espanha e Uruguai.
  • A equipe, conhecida como Tubarões Azuis, perdeu por 3 a 2 para a Argentina na prorrogação, em um jogo emocionante pelas oitavas de final.

No aeroporto da capital, Praia, centenas de torcedores agitaram bandeiras para receber os jogadores. A comitiva seguiu em um caminhão aberto pelas ruas, com mais pessoas aglomeradas, até a praia de Quebra Canela, onde uma grande festa de boas-vindas foi preparada.

A celebração coincidiu com o Dia da Independência de Cabo Verde, em 5 de julho, o que intensificou o clima festivo. Os Tubarões Azuis e o carismático técnico Bubista dançaram ao som de músicas animadas em um palco que exibia a mensagem “Obrigado! Cabo Verde”.

Celebração memorável na capital cabo-verdiana

O goleiro Vozinha, conhecido pela sua atuação e presença nas redes sociais, saudou a multidão com um “E aí, Praia!”, sendo ovacionado pelo público.

Cabo Verde é um arquipélago de 10 ilhas vulcânicas na costa da África Ocidental, com uma população de aproximadamente 500 mil habitantes. A seleção não havia disputado nenhuma eliminatória de Copa do Mundo até o começo deste século e ocupava a 67ª posição no ranking mundial antes do atual torneio.

A campanha no torneio surpreendeu o cenário global do futebol. A equipe conseguiu empates contra duas ex-campeãs mundiais, Espanha e Uruguai, durante a fase de grupos. Com isso, Cabo Verde se consolidou como a nação menos populosa a alcançar as oitavas de final de uma Copa do Mundo.

Qual o impacto da campanha de Cabo Verde no cenário internacional?

Ainda que tenha sido eliminada, a seleção conquistou o coração dos torcedores globais com uma exibição destemida contra a atual campeã, Argentina. Em um jogo emocionante disputado em Miami na última sexta-feira, a equipe perdeu por 3 a 2 na prorrogação, mas demonstrou grande capacidade de luta.

*Com Reuters

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Neymar indica aposentadoria da seleção brasileira: ‘Agora acabou’

João Vitor Revedilho

Neymar indica que pode ter disputado sua última partida pela seleção brasileira após a eliminação da equipe na Copa do Mundo, neste domingo, com uma derrota para a Noruega. O atacante marcou um gol de pênalti, mas o resultado de 2 a 1 sacramentou a saída dos pentacampeões do torneio. A declaração do camisa 10 ao canal ge tv sugere o encerramento de sua trajetória com a Amarelinha.

O que aconteceu

  • Neymar aposentadoria seleção brasileira: o jogador indicou o fim de sua jornada com a camisa da Seleção após a eliminação na Copa do Mundo.
  • Eliminação do Brasil: a derrota por 2 a 1 para a Noruega, pelas oitavas de final, encerrou a participação brasileira no torneio.
  • Maior jejum: o resultado prolonga a espera pelo sexto título mundial, caminhando para 28 anos sem a taça até 2030.

Neymar da Silva Santos Júnior deu a entender que sua trajetória com a seleção brasileira havia chegado ao fim. “Eu tentei, eu tentei… Agora acabou! Comecei aqui, terminei aqui”, disse ele em entrevista ao comentarista do canal ge tv Bruno Formiga, referindo-se ao estádio em Nova Jersey, onde fez sua estreia pela seleção em um amistoso contra os Estados Unidos em 2010.

O jogador de 34 anos chorou após o apito final, refletindo a frustração da equipe. Este resultado marca o pior desempenho da seleção brasileira em uma Copa do Mundo desde a edição de 1990, evidenciando um período de dificuldades para o futebol nacional.

Qual o futuro da seleção brasileira?

Com a eliminação, o Brasil caminha para o seu maior jejum sem conquistar o título da Copa do Mundo desde a primeira vitória. Até o ano de 2030, a nação terá passado 28 anos sem levantar o cobiçado troféu, uma lacuna preocupante para uma das maiores potências do esporte.

Se Neymar confirmar sua aposentadoria do futebol internacional, ele encerrará sua carreira pela seleção brasileira com 80 gols e 58 assistências em 130 partidas. Apesar de seus muitos títulos por clubes, seu único troféu com a seleção principal do Brasil foi a Copa das Confederações de 2013, um dado que ressalta a dificuldade da Seleção em campanhas de maior prestígio.

*Com Reuters

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Fracasso da seleção brasileira expõe dilema de Ancelotti

João Vitor Revedilho

A Seleção Brasileira, sob o comando de Carlo Ancelotti, enfrenta um cenário crítico após a recente derrota por 2 a 1 para a Noruega em Nova Jersey. A expectativa de que o renomado técnico italiano fosse a solução para conquistar o sexto título da Copa do Mundo se desfez diante de uma equipe que demonstrou esperança e nostalgia, mas também pernas cansadas e escolhas questionáveis.

O que aconteceu

  • A seleção brasileira, com Carlo Ancelotti no comando, sofreu uma derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey, expondo fragilidades na equipe.
  • A estratégia de depender de jogadores veteranos como Casemiro, Danilo e Neymar não se mostrou eficaz, levando a um desempenho abaixo do esperado e à falta de renovação.
  • A busca prolongada por Ancelotti e a aposta em uma mescla de gerações resultou em uma equipe sem identidade clara, projetando um possível jejum de 28 anos sem títulos mundiais.

O declínio da Itália no futebol mundial há muito serve como um alerta contundente: a negligência na renovação e no cuidado com a base pode fazer um país ficar para trás rapidamente. O Brasil, agora, depara-se com seu próprio e incômodo estudo de caso, refletindo as consequências de escolhas recentes.

A prolongada busca por Carlo Ancelotti, enquanto ele ainda estava à frente do Real Madrid, manteve a Seleção Brasileira à deriva sob o comando de três técnicos distintos. Quando o italiano finalmente assumiu, o cenário já era de difícil reversão, com pouco tempo — apenas um ano — para consertar três anos de desleixo e falta de planejamento.

Carlo Ancelotti pode ser um dos treinadores mais condecorados e vitoriosos que o futebol mundial já conheceu. Contudo, a recente Copa do Mundo deixou claro que, mesmo os grandes, são apenas humanos e passíveis de erros estratégicos.

Diversas de suas principais decisões se voltaram contra a equipe brasileira. A mais dolorosa delas foi a aposta em jogadores envelhecidos que, em campo, aparentavam estar muito distantes de seus melhores dias e da performance esperada em um torneio de alto nível.

Qual o impacto das escolhas de Ancelotti na equipe?

Casemiro, Danilo e Neymar, nomes de peso com vasta experiência e rodagem em grandes clubes, foram escalados como pilares da equipe. No confronto crucial contra a Noruega, a fragilidade de suas atuações ficou dolorosamente evidente, comprometendo o desempenho coletivo e as ambições da Seleção Brasileira.

Os dois gols da Noruega, por exemplo, originaram-se pela lateral esquerda do Brasil. Foi nesse setor que o jovem Andreas Schjelderup, vindo do banco de reservas, atacou com uma energia e vigor que faltavam claramente à equipe brasileira durante toda a partida.

Danilo, de 34 anos, foi escalado como lateral-direito, uma posição que não ocupa regularmente há anos, tendo atuado mais recentemente como zagueiro reserva no Flamengo. Essa escolha tática resultou em um encaixe brutal em campo, com Schjelderup avançando contra ele com determinação e Danilo parecendo visivelmente perdido.

Veteranos sob pressão: Danilo, Casemiro e Neymar

Casemiro também disputou o torneio com o que se descreveu como “pernas pesadas”. O volante teve dificuldades em acompanhar a velocidade dos adversários, errou passes cruciais e, sob o calor sufocante de Nova Jersey, sua performance remetia à imagem de um caminhão enferrujado subindo uma estrada íngreme com grande esforço.

Neymar, por sua vez, entrou em campo no final da partida, quando o placar estava empatado em zero a zero e a Seleção Brasileira clamava por inspiração. Embora tenha marcado um gol de pênalti nos acréscimos, esse feito se configurou mais como um consolo isolado do que uma verdadeira salvação para o time.

O grande problema residiu no que aconteceu antes de seu gol. Neymar, que chegou ao torneio visivelmente lesionado, ofereceu pouco arranque, poucas surpresas táticas e, principalmente, quase nenhuma daquela explosão de velocidade devastadora que, outrora, o fez ser um dos atacantes mais temidos do futebol mundial.

Com movimentos lânguidos, sua atuação foi lenta e previsível. A imagem que Neymar transmitiu em campo foi de uma tristeza profunda, um contraste gritante com o jogador brilhante e irreverente que costumava ser em seus melhores momentos.

A geração que não veio e o futuro da seleção

Se a intenção primordial era, de fato, preparar uma nova geração de talentos para a Copa do Mundo de 2030, as escolhas recentes da Seleção Brasileira parecem ainda mais difíceis de serem explicadas e justificadas. A estratégia adotada gerou mais dúvidas do que certezas sobre o caminho a seguir.

Com um novo ciclo completo começando mais cedo do que o esperado e pouca pressão imediata para conquistar o mundo, Carlo Ancelotti poderia ter optado por deixar a velha guarda em casa. Essa decisão teria aberto espaço para que jogadores mais jovens ganhassem uma experiência dura, mas inestimável em um grande torneio.

Em vez disso, o Brasil tentou um caminho intermediário, buscando conciliar o passado glorioso com um futuro promissor. Contudo, o resultado foi uma equipe que ficou lamentavelmente presa entre os dois, sem definir sua identidade ou direção clara.

A consequência direta é a projeção de uma espera de, pelo menos, 28 anos pelo ansiado sexto título da Copa do Mundo. Um jejum de tal magnitude é simplesmente inimaginável para um país que construiu sua identidade futebolística sobre pilares como a criatividade, a ousadia e uma superioridade historicamente reconhecida.

Durante grande parte do torneio, a Seleção Brasileira esteve quase irreconhecível em campo. Apenas Vinicius Júnior conseguiu oferecer raros lampejos do brilho de outrora, um lembrete solitário de que o talento individual não desapareceu totalmente da nação pentacampeã.

Contudo, ao redor de Vinicius Júnior, o Brasil pareceu carecer de clareza tática e velocidade. E, o que é mais grave, a equipe demonstrou uma preocupante falta de si mesma, de sua essência futebolística que a tornou admirada globalmente.

*Com Reuters

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Espanha e Portugal, EUA e Bélgica jogam hoje pelas oitavas da Copa

Agência Brasil

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Mais uma rodada das oitavas de final da Copa do Mundo 2026 acontece nesta segunda-feira (6)

A primeira partida será entre Espanha e Portugal. As equipes se enfrentam em Dallas (EUA), às 16h (horário de Brasília). 

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Também jogam hoje os times dos Estados Unidos e da Bélgica, em Seattle, às 21h. 

Os vencedores avançam para as quartas de final e os derrotados deixam a competição. Em caso de empate no tempo regulamentar, haverá prorrogação de 30 minutos e, se necessário, disputa por pênaltis.

Os jogos das oitavas de final seguem até a próxima terça-feira (7). Na quinta-feira (9) começam as disputas pelas quartas de final. 

⚽ Fique por dentro das partidas e resultados. Veja a tabela de pontos por grupos

Jogos deste domingo, 5 de julho

  • 16h – Espanha x Portugal (Dallas)
  • 21h – Estados Unidos x Bélgica (Seattle)
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Clássico centenário mexe com rivalidade Portugal x Espanha no Brasil

Lincoln Chaves - Repórter da EBC

Quando Portugal e Espanha se enfrentaram pela primeira vez no futebol, em 19 de dezembro de 1921, a rivalidade entre os vizinhos da Península Ibérica já existia a quilômetros dali. Mais precisamente em Santos, no litoral sul de São Paulo. Há exatos 107 anos, ocorria o jogo pioneiro do chamado "Clássico das Colônias", entre Portuguesa Santista e Jabaquara.

Sim, o primeiro encontro entre os clubes que ostentam, nas respectivas histórias, as origens de seus fundadores, foi disputado em um 6 de julho. O mesmo dia em que, nesta segunda-feira de 2026, as duas seleções estarão frente a frente por um lugar nas quartas de final da Copa do Mundo, às 16h (horário de Brasília), em Dallas (Estados Unidos).

Naquele jogo de 6 de julho de 1919, o Jabaquara venceu por 1 a 0. Ou melhor, o Hespanha Foot Ball Club, nome de batismo da instituição, fundada em 15 de novembro de 1914 por jornaleiros espanhóis que viviam em Santos e se reuniram, justamente, no bairro do Jabaquara.

O "H" não é por acaso. A grafia "Hespanha", além de relacionada a Hispania (como os romanos chamavam a Península Ibérica), representa uma afirmação de identidade cultural da Galícia, comunidade autônoma que fica no noroeste da Espanha. Cerca de 80% dos integrantes da comunidade espanhola em Santos são nativos ou de família galega.

"Essa comunidade tem como missão manter viva a cultura espanhola, principalmente falando dos descendentes que migraram para cá e seus próprios simpatizantes. Podemos dizer que ela se constitui de três instituições. Uma é o Centro Espanhol de Santos, que tem diversas atividades, desde tênis de mesa, dança, curso de idioma, futebol de botão, entre outros. Há a Sociedade Beneficente Rosália de Castro, voltada à assistência social. E uma agremiação esportiva, que é o Jabaquara", descreveu José Dominguez Fernandez, o Pepe, presidente do Jabuca, à Agência Brasil.

Três anos após o surgimento do Hespanha, um grupo de portugueses que se reunia em um salão de barbearia de Santos, inspirado pela criação do atual Jabaquara, decidiram fundar uma agremiação para representar a comunidade lusitana. No dia 20 de novembro de 1917, nasceu a Associação Atlética Portuguesa.

"Muitas das pessoas que frequentam o clube fazem parte das instituições da comunidade portuguesa, como a Casa da Madeira, o Centro Cultural Português e o consulado também. Tudo faz parte de um grande grupo, de várias entidades que estão sempre unidas, porque compartilham da mesma história", contou o presidente da Briosa (apelido do clube santista), Frederico Barreiros, à Agência Brasil.

Brasília (DF), 05/07/2026 – Clássico centenário mexe com rivalidade Portugal x Espanha no Brasil.
Foto: Douglas Teixeira/Agência Briosa
Clássico centenário mexe com rivalidade Portugal x Espanha no Brasil. - Douglas Teixeira/Agência Briosa

Marcados na história

A trajetória dos clubes se cruza, em vários momentos, com a do esporte brasileiro e do país. Ambos, por exemplo, estão entre os fundadores, em 1941, da Federação Paulista de Futebol (FPF) - assim como o Santos, vizinho mais "famoso".

Por um lado, a Briosa já teve um jogador - o meia Argemiro - convocado para representar o Brasil em uma Copa do Mundo, em 1938. Por outro, o Jabuca se orgulha de ter revelado um dos maiores goleiros da história: Gylmar dos Santos Neves, bicampeão mundial em 1958 e 1962.

A mudança de Hespanha para Jabaquara, por sua vez, tem relação com a Segunda Guerra Mundial. O decreto 4.166, de 11 de março de 1942, no governo de Getúlio Vargas, determinou que bens de pessoas físicas e jurídicas de países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) poderiam ser confiscados para compensar prejuízos causados ao Brasil pelo conflito.

O movimento fez instituições relacionadas às nações alterarem os respectivos nomes. Casos do Palestra Itália de São Paulo (Palmeiras) e o de Minas Gerais (Cruzeiro), ou do Germânia (atual Esporte Clube Pinheiros, da capital paulista). O Hespanha adotou a alcunha do bairro onde nasceu. Curiosamente, a sede da agremiação não fica mais no Jabaquara, mas sim na Caneleira, na zona noroeste de Santos.

A Portuguesa Santista também tem, na história, um marco extracampo. Em 1959, o time fez uma excursão ao continente africano e esteve na África do Sul em meio ao regime de segregação racial que ficou conhecido como Apartheid. Antes de um amistoso contra um combinado da Cidade do Cabo, três atletas da equipe brasileira - Nenê, Bota e Guilherme - foram impedidos de ir a campo por serem negros.

A Briosa não aceitou e o jogo não ocorreu. A recusa recebeu apoio do então presidente Juscelino Kubitschek, na primeira manifestação oficial do Brasil contra o Apartheid. Na sequência da viagem pela África, foram 15 jogos e 15 vitórias, o que rendeu à Portuguesa Santista a chamada "fita azul", um reconhecimento concedido entre as décadas de 1950 e 1970 a clubes que retornavam invictos de excursões ao exterior.

Tradição centenária

O retrospecto entre as seleções de Espanha e Portugal é favorável aos espanhóis, com 17 vitórias, 18 empates e seis triunfos lusitanos. Na versão "brasileira" do clássico, quem leva vantagem é a Portuguesa Santista, que ganhou 76 em 174 partidas. O Jabaquara levou a melhor 53 vezes, com 45 igualdades.

Na maior parte dos jogos (48), os times estavam na elite do Campeonato Paulista. No último duelo, porém, ambos jogavam a quarta - à época, última - divisão do Estadual, em 2016.

Fora da elite do Paulistão desde 2006, três anos após um histórico terceiro lugar, a Briosa esteve próxima de voltar em 2024, mas perdeu o acesso nos pênaltis para o Noroeste em casa, no Estádio Ulrico Mursa, pela semifinal da Série A2. Na temporada seguinte, acabou rebaixada, mas deu a volta por cima este ano, com o título da Série A3, retornando à segunda divisão de São Paulo para 2027.

"No momento, o futebol está parado e volta no ano que vem. A gente optou por não disputar a Copa Paulista [torneio estadual do segundo semestre, que dá vaga à Copa do Brasil e à Série D do Campeonato Brasileiro] justamente porque não era financeiramente viável e também por entender que era uma oportunidade de tentar reestruturar algumas áreas do clube", explicou Barreiros.

Vice-campeão paulista em 1927 e 1934 após reconhecimento, pela FPF, de competições organizadas pelas extintas Liga de Amadores de Futebol e Federação Paulista de Football, o Jabuca está afastado da elite desde a queda em 1964. Hoje, o Leão da Caneleira - apelido do clube - está na Série A4, quarta divisão e, atualmente, o penúltimo nível do futebol do estado. Em 2026, a equipe ficou em 12º lugar (entre 16 times).

"Administrativamente falando, nosso grande orgulho é que nós não temos nenhuma dívida. Na sua parte essencial, que é o futebol, podemos dizer que participamos de todas as categorias masculinas da FPF, da base ao profissional. Claro que essa condição existe com parcerias. Hoje, estamos partindo para novos investimentos, dando início à construção de um centro de treinamento", disse Pepe.

Quem leva o clássico?

Agência Brasil perguntou aos presidentes de Portuguesa Santista e Jabaquara para quem iria a torcida deles no clássico desta segunda. E como era de esperar, os sangues lusitano e hispânico, respectivamente, falaram mais alto.

"A gente já teve ano passado, na Liga das Nações [torneio entre seleções europeias], Portugal saindo campeão [em cima da Espanha]. Será outro jogaço. Francamente, espero que Portugal vença de novo e saia classificado. Espero que meu amigo Pepe fique chateado com a eliminação da Espanha e não a gente aqui", brincou Barreiros, dirigente da Briosa.

"São duas seleções que se equiparam, de mesmo nível, duas potências, mas eu vou ficar com o histórico, evidentemente, trazendo para a Espanha. Estou considerando ótimo um placar de 2 a 1 a favor da Espanha. Espero que computemos mais uma vitória para a Espanha", finalizou Pepe, mandatário do Jabuca.

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Com um a menos, Inglaterra derruba México no Azteca e segue na Copa

Lincoln Chaves - repórter da EBC

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O sonho de levar a Copa do Mundo "de volta para casa" permanece vivo para a Inglaterra. Na noite deste domingo (5), os Três Leões (apelido da equipe inglesa) não se intimidaram com o mar verde de torcedores que lotaram o Estádio Azteca, na Cidade do México, e venceram a seleção anfitriã por 3 a 2, pelas oitavas de final.

Campeões pela primeira e única vez em 1966, quando sediaram o Mundial, os ingleses terão pela frente a Noruega, algoz do Brasil também neste domingo, ao vencer por 2 a 1 em Nova Jersey. O jogo pelas quartas de final será no próximo sábado (11), às 18h (horário de Brasília), em Miami, também nos Estados Unidos.

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O México, por sua vez, conviveu com nova decepção em Copas. Desde 1986, quando também foi sede, a seleção não vai às quartas. Ausente em 1990, na Itália, a equipe do país foi eliminada nas oitavas de final pela oitava vez nas últimas nove edições. Em 2022, no Catar, os mexicanos sequer foram à fase eliminatória.

15 minutos de loucura

Inicialmente prevista para iniciar às 21h (de Brasília), a partida teve o pontapé inicial postergado em uma hora, devido às condições climáticas. Horas antes de a bola rolar, um forte temporal, com raios, caiu sobre a Cidade do México.

O risco de novos raios levou a Federação Internacional de Futebol (Fifa) a adotar o protocolo usado em partidas nos Estados Unidos, com o atraso do início do jogo e o direcionamento dos torcedores a áreas protegidas. Quando os jogadores foram liberados para o aquecimento, ainda chovia no estádio, mas em menor intensidade.

O cartão amarelo aplicado ao volante inglês Declan Rice nos primeiros segundos de bola rolando resume o que foi boa parte da etapa inicial no Azteca: muita transpiração e pouca inspiração. Em dois terços dos 45 minutos iniciais, o melhor momento foi uma cabeçada do atacante Raúl Jiménez, aos 14, defendida, no canto esquerdo, pelo goleiro Jordan Pickford.

Os 15 minutos que antecederam o intervalo, por outro lado, foram de uma partida completamente diferente. Aos 36, em contra-ataque iniciado desde o campo defensivo com Pickford, o atacante Buyako Saka recebeu pela direita, superou a marcação do lateral Jesús Gallardo e cruzou na medida para o meia Jude Bellingham escorar para as redes.

Um minuto depois, o volante Elliot Anderson desarmou o meia Gilberto Mora na intermediária e a bola sobrou com Bellingham, que acionou Harry Kane na área pela esquerda. O atacante chutou cruzado e o próprio Bellingham, mais uma vez, apareceu para concluir e silenciar o Azteca lotado.

Mesmo atordoado, o México tentou sair das cordas o mais rápido possível. E conseguiu. Aos 42, após cobrança de falta na área pela esquerda, a bola resvalou no zagueiro Ezri Konsa e sobrou para o atacante Julian Quiñones chutar forte e recolocar os anfitriões no jogo.

E o empate quase saiu ainda no primeiro tempo. Foram duas boas chances com Jiménez, ambas nos acréscimos. Na mais perigosa, aos 47 minutos, Pickford fez grande defesa em cabeçada do atacante, que buscava o ângulo direito.

Expulsão, pênaltis e pressão

A segunda etapa iniciou com a mesma intensidade de antes do intervalo. Aos três minutos, o lateral Nico O'Reilly, acertou a trave esquerda em finalização de primeira, da entrada da área.

Quatro minutos depois, o lateral Jarell Quansah atingiu a perna de Gallardo com a sola do pé, em lance que sequer foi marcado falta - o que causou muita reclamação dos mexicanos e discussão entre os jogadores que estavam nos dois bancos de reservas. O árbitro Alireza Faghani foi chamado ao vídeo, entendeu que a ação era passível de expulsão e deu cartão vermelho ao inglês.

O México, porém, não teve tempo de começar a aproveitar a superioridade numérica. Aos 12 minutos, o goleiro Raul Rangel derrubou o atacante Anthony Gordon na área e arbitragem deu pênalti. Kane cobrou e anotou o sexto gol dele na Copa.

Mas o próprio camisa 9 cometeria, ele mesmo, uma penalidade aos 20. O artilheiro, dentro da própria área, acertou a perna do meia Brian Gutiérrez em uma disputa de bola à meia altura. Mais uma vez, o árbitro, que nada assinalou, foi chamado ao vídeo, constando e marcando a infração. Jímenez bateu e, desta vez, venceu Pickford.

O jogo se transformou em um ataque contra defesa, com os donos da casa pressionando de todas as formas e os ingleses se defendendo.

No fim, melhor para os Três Leões e mais uma Copa de frustração à apaixonada torcida mexicana.

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Vini Jr. mantém sonho do hexa e Marquinhos fala em tom de adeus

Lincoln Chaves - repórter da EBC

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Artilheiro do Brasil na Copa do Mundo com quatro gols, Vinícius Júnior pediu desculpas à torcida pela eliminação nas oitavas de final da competição. Em entrevista neste domingo (5), após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos), o atacante disse ainda que a meta de ajudar a seleção brasileira a conquistar o hexa segue inabalável.

"É um momento muito delicado. Tenho poucas palavras agora, por conta de como foi o jogo, da eliminação, não ter feito as coisas corretas no jogo que precisava tanto. Peço desculpas à torcida que acreditou em nós. Desta vez, não foi possível. Mas não vou desistir de tentar botar o Brasil no topo de volta", disse Vinícius Júnior, ao atender a imprensa na saída da delegação.

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O Brasil terminou a partida com apenas 32% de posse de bola e trocou praticamente metade dos passes na comparação com a Noruega. O próprio Vinícius Júnior foi o jogador com mais erros forçados (15) na partida, segundo estatística da Federação Internacional de Futebol (Fifa) que leva em conta ações em jogadas provocadas pela pressão do adversário.

"Sem dúvida, a gente jogou muito pouco hoje e acredito que isso nos dificultou muito. Mas é Copa do Mundo, não tem adversário bobo. A Noruega é uma grande seleção", reconheceu o camisa 7.

O atacante também foi questionado sobre o porquê de não ter sido ele a bater o pênalti que o Brasil teve a favor no começo do jogo. O chute de Bruno Guimarães foi defendido pelo goleiro Orjan Nyland.

"O mister [Carlo Ancelotti, técnico] escolheu o Bruno para fazer as cobranças. A gente treina todos os dias. Nunca fui vaidoso de querer artilharia. Eu jogo pela equipe e o momento correto era o Bruno bater. Futebol é isso, você pode errar e acertar. Temos que seguir de cabeça erguida. Muita força ao Bruno pela competição que ele fez, que infelizmente vai ser manchada pelo pênalti", finalizou o artilheiro do Brasil.

Fim de ciclo?

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 16 - Brazil v Norway - New York New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 5, 2026 Brazil's Marquinhos in action with Norway's Patrick Berg IMAGN IMAGES via Reuters/Vincent Carchietta
Marquinhos terá 36 anos no próximo mundial da Fifa, em 2030 - Vincent Carchietta/Reuters/proibida reprodução

O zagueiro Marquinhos, que também falou com os jornalistas após a partida em Nova Jersey, fez coro a Vinícius Júnior e reforçou que a escolha do cobrador da penalidade foi decisão da comissão técnica. Mas ao contrário do atacante, que completa 25 anos no dia 12 de julho, o capitão evitou projetar um novo ciclo na seleção brasileira.

"Foi minha terceira Copa e, infelizmente, não consegui sair com título em nenhuma. Isso mostra como é difícil. Que sirva de lição para a próxima geração que ficar, para o treinador também. Eu não sei qual será o futuro. Quatro anos é muita coisa", lamentou o defensor de 32 anos e que terá 36 no próximo Mundial, em 2030, sediado em Portugal, Espanha e Marrocos.

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Ancelotti lamenta eliminação e já projeta novo ciclo: "Não é o fim"

Lincoln Chaves - repórter da EBC

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O técnico Carlo Ancelotti avaliou que o Brasil merecia ter saído vencedor da partida deste domingo (5), contra a Noruega. A derrota por 2 a 1 em Nova Jersey (Estados Unidos), com dois gols do atacante Erling Haaland, eliminou a seleção brasileira da Copa do Mundo nas oitavas de final, a pior campanha desde 1990.

"Estamos muito tristes pelo resultado, mas [a Copa] foi uma experiência bonita, com um bom grupo. Quero agradecer aos jogadores, que trabalharam bem, criaram um bom ambiente. Mas no esporte, nem tudo sai perfeito. Acho que [pelo] esforço de hoje não merecia perder, mas temos de reconhecer, também, que a equipe rival tem, como já disse, jogadores muito bons e que fizeram a diferença", disse o treinador, em entrevista coletiva.

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Apesar de ter criado oportunidades, o Brasil não as transformou em gols, desperdiçando, inclusive, um pênalti no começo do primeiro tempo, com o volante Bruno Guimarães. Ao longo da partida, a seleção brasileira adotou uma postura de sair no contra-ataque, com a posse de bola dominada pela Noruega. A equipe nórdica trocou praticamente o dobro de passes (581 a 291) em relação à verde e amarela.

"O jogo de hoje me parecia controlado. Tivemos oportunidades. Era complicado fazer uma pressão alta [marcar desde a saída de bola] porque, na Noruega, o [meia Martin] Odegaard recuava muito, então era um risco para deixar o Haaland no um contra um", explicou Ancelotti.

"Eles tentaram manter a intensidade do jogo com a posse da bola. Nós, durante 70 minutos, tivemos o jogo sob controle. Mas o Haaland acabou decidindo", completou o técnico.

O treinador foi perguntado sobre a escolha de Bruno Guimarães para bater o pênalti no primeiro tempo, quando o placar estava 0 a 0. O questionamento se deu pela opção não ter sido o atacante Vinícius Júnior. Segundo ele, dentre os jogadores que estavam em campo, o volante era quem tinha melhor aproveitamento.

"Fizemos uma estatística de um ano, dos [jogadores] rivais e dos nossos. O melhor [em cobranças de pênalti] era Neymar. Daí [os também atacantes] Igor Thiago, Raphinha e depois o Bruno Guimarães. E depois o [atacante Gabriel] Martinelli. Pensamos no que era melhor em campo", justificou o italiano.

Com contrato até 2030, renovado antes da Copa, Ancelotti já vislumbra o próximo Mundial, com sedes em Portugal, Espanha e Marrocos.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não confirmou ainda, mas a federação da Austrália anunciou dois amistosos, no país, contra a seleção canarinho para os dias 25 e 29 de setembro, nas cidades de Townsville e Brisbane.

"Agora temos que manejar a tristeza e depois pensar no que pode ser o futuro desta seleção, que tem um grupo sólido de jovens, outros mais veteranos que podem continuar e jogadores que podem entrar. Quando passamos por um momento assim, temos de pensar que uma derrota é também um começo. Temos de seguir melhorando. Não é o fim. É o início de um novo ciclo", concluiu o técnico.

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Com Haaland "carrasco", Noruega vence e Brasil deixa a Copa do Mundo

Lincoln Chaves - repórter da EBC

O dia 5 de julho é daqueles que o torcedor brasileiro gostaria de riscar do calendário. A partir deste domingo (5), a data marcada pela traumática eliminação para a Itália de Paolo Rossi, na Copa do Mundo de 1982, na Espanha, é também a do adeus precoce ao sonho do hexa. A nova memória é a da derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos), pelas oitavas de final.

O revés mantém dois incômodos tabus. Há 24 anos, desde que superou a Alemanha por 2 a 0 em Yokohama (Japão), na final da Copa de 2002, o Brasil não supera um rival europeu em uma partida eliminatória de Mundial. Além disso, a Noruega segue como único país que a seleção brasileira nunca venceu na história. Agora, são três derrotas e dois empates.

Grande estrela do time escandinavo, Erling Haaland foi, mais uma vez, decisivo. Autor do gol da classificação norueguesa diante de Costa do Marfim, na etapa anterior, o centroavante balançou as redes duas vezes no segundo tempo. O craque nórdico chegou a sete gols na Copa, igualando-se aos também atacantes Kylian Mbappé, da França, e Lionel Messi, da Argentina, na artilharia do Mundial.

Eliminado pela sexta vez seguida em uma fase eliminatória, o Brasil faz sua pior campanha em Copas desde 1990, quando também caiu nas oitavas de final - à ocasião para a Argentina de Diego Maradona. Daqui até 2030, a seleção canarinho completará 28 anos sem título mundial, o maior jejum desde a primeira conquista, em 1958, na Suécia.

O adversário da Noruega nas quartas de final será conhecido ainda neste domingo. A partir de 21h (horário de Brasília), o México pega a Inglaterra no Estádio Azteca. Quem passar no confronto da capital mexicana encara a seleção nórdica no próximo sábado (11), às 18h, em Miami (Estados Unidos).

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PM reforça a segurança em pontos de concentração de torcedores no Rio

Cristina Índio do Brasil - Repórter da Agência Brasil

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A segurança dos torcedores do Rio de Janeiro durante o jogo da seleção brasileira contra a Noruega na Copa do Mundo, neste domingo (5), no estádio de Nova Jersey, conta com forte esquema policial e tecnológico.

De acordo com o governo do estado, os principais pontos de maior número de policiais são a Grande Tijuca, na zona norte; no Centro da cidade; e na Praia de Copacabana, na zona sul.

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Na Grande Tijuca estarão mais de 240 policiais militares do 6º  Batalhão da Polícia Militar, de unidades do Comando de Operações Especiais e do Comando de Policiamento Especializado. Esses agentes vão reforçar o policiamento nos eventos organizados nas ruas Jorge Rudge, Pereira Nunes e Zulmira, além do tradicional Alzirão, na rua Alzira Brandão, nos bairros de Vila Isabel e Tijuca. Esses locais costumam concentrar grande número de torcedores até mesmo após o fim das partidas, incluindo apresentações de grupos de pagode.

Já em Copacabana, a segurança das pessoas que vão assistir ao jogo transmitido na Fan Fest, na orla da praia, na altura da Avenida Princesa Isabel, será garantida por mais de 200 policiais militares. Lá, o policiamento reforçado conta ainda com mais de 20 viaturas incluindo patrulhamento com motocicletas.

Fora da capital, o planejamento da Secretaria de Estado de Polícia Militar inclui as unidades operacionais e especializadas em municípios da Baixada Fluminense, Região Metropolitana e Costa Verde.

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