A Kombi bege do Paulinho colidira de frente com um carro de
passeio. O motorista trazia jogadores de Caieiras semanalmente para os jogos do
Estrela no amador. Todos os atletas foram atendidos e encaminhados ao antigo
Hospital e Maternidade Jundiaí. Seis jogadores tinham delicados cuidados. Eles
se recuperaram. A vítima do carro, uma mulher grávida, não teve a mesma sorte.
Eu me lembro do episódio quando tinha 8 anos.
Já como jornalista, anos mais tarde como setorista do
Paulista, um atleta da base do Galo sofreu um acidente fatal em Analândia,
região de Brotas-SP, no jogo em que o Paulista perdeu para o São Paulo. Na sala
de imprensa, o clima foi extremamente pesado.
O episódio atual fortalece não apenas à banalidade da vida.
Reflete ao senso comum. Em 106 anos, o Corinthians foi verde. Para se ter uma
ideia da abdicação da rivalidade, vai o relato: o Corinthians enviou um protocolo à FIFA em
2012, ano em que foi campeão, de evitar o verde da entidade em sua camisa.
Quem sabe, e olha quem sabe, não precise que haja uma
tragédia como essas para entendermos que bandeira não seja comparada a
bandeirismo. Chape, reerga-se; Futebol, reaprendamos!
Por Guilherme Barros - jornalista
