Por Assessoria de
imprensa da Prefeitura de Jundiaí / Foto: Site da Prefeitura de Jundiaí
Elas começaram cedo, praticaram quase todas as modalidades,
mas foi no elenco do Jundiaí Handebol Clube (JHC) que encontraram a
identificação para impulsionar a dupla ‘prata da casa’ até a seleção brasileira
de handebol.
Quinta-feira, 1 de junho, o encontro entre a criadora e as
criaturas. A treinadora, hoje diretora do Departamento de Formação e Rendimento
da Unidade de Gestão de Esporte e Lazer, Rita Orsi se rende ao talento da
armadora Patrícia Batista da Silva (Pinda) e da ponta Larissa Inae da Silva
(Lari). “Desde muito cedo, era possível identificar em quadra que se tratava de
duas atletas diferenciadas. O mais importante é destacar o trabalho de base e
mostrar que o esporte é muito mais do que uma competição”, declara.
Lari frequentava a escolinha no complexo esportivo Francisco
Siqueira Neto, quando foi descoberta pela professora Marli. Hoje, defende a
camisa do CS Magura Cisnadie, da Romênia. Foi de lá que recebeu a notícia da
convocação. “É sempre bom ver o nosso trabalho reconhecido, mas sei que este
resultado só foi possível porque tive uma boa escola de base”, admite.
Já Patrícia passou pelas quadras de Pindamonhangaba e São
José dos Campos antes de chegar a Jundiaí. A escolha do destino teve uma única
explicação. “Tinha ouvido falar do trabalho que a Rita desenvolvia na cidade e
a minha técnica disse que só me liberaria se eu viesse para cá”, revela. Assim
como Lari, Pinda também alçou voo alto e, atualmente, atua na Turquia, no
Kastamonu Genclik.
Já vestindo a ‘amarelinha’ Lari e Pinda partem para Buenos
Aires, na Argentina, onde, de 18 a 25 de junho, disputam o Campeonato
Pan-Americano da categoria. Antes, em São Bernardo do Campo, a seleção
brasileira joga o III Torneio Quatro Nações. O amistoso terá ainda a
participação do Chile, República Dominicana e Portugal.
De Jundiaí, Rita mantém o olhar clínico na direção dos novos
talentos e a certeza de que a melhor conquista do esporte estará sempre na
categoria de base. “O trabalho que desenvolvemos com o handebol já é um projeto
consolidado, mas independente da modalidade, as nossas crianças e jovens
precisam ser provocadas. É a chamada pedagogia do exemplo. Somente assim
mudaremos a história do esporte de Jundiaí”, conclui.
