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| Felipe Santos, em 2015, na Série A-2, com a camisa do Paulista. Naquele ano, ele foi fundamental para o Galo ficar na 2ª divisão estadual |
O atacante Felipe Santos, revelado nas categorias de base do
Paulista, com passagens pelo sub-20 de Vasco e Palmeiras, já tem novo “lar” na temporada
2018: defenderá o Lugano, clube da 1ª divisão suíça, e que já faturou três
vezes o Campeonato Nacional. Na temporada 2016/17, o Lugano foi 3º colocado e
este ano está na 7ª posição com 22 pontos, mas está apenas 5 pontos do 3º
colocado, o Zurique.
Felipe Santos acertou contrato de 3 anos com o time suíço, o
que o atleta gostou, em entrevista exclusiva a reportagem do Esporte Jundiaí. “Dá
tranquilidade para a gente trabalhar e poder crescer no clube”, disse o atleta,
que somente vai estrear em fevereiro pelo novo time, quando encara o Basel, clube
que vai enfrentar o Manchester City nas oitavas de final. O confronto com Basel
está marcado para 4 de fevereiro. O atleta chega em janeiro ao Lugano, e está
se preparando para enfrentar o frio rigoroso da Suíça. “Sou muito friento então
vai pegar um pouco mais é um sonho então tem que enfrenta depois acostuma”,
contou.
Felipe Santos este ano praticamente não atuou. Ele esperava
uma oportunidade no Vasco, mas o clube após trazer alguns jogadores “medalhões”,
preferiu procurar seu espaço. Mas onde acreditou que teria alguma chance, ficou
apenas treinando. “Eu estava no Vasco da Gama do Rio de Janeiro, estava no
sub-20, aí subi para o profissional e iria disputar a Florida Cup, mais como
chegou muitos jogadores como Luís Fabiano e Kelvin, aí eu iria ser emprestado.
Preferimos rescindir, e com isso vim pra São Paulo, e fiquei treinando no Guarani,
com expectativa para jogar a Série B do Brasileiro mais não deu certo. Não teve
oportunidade mesmo, só treinamento e como eles estavam disputando para não
cair. Com isso continuei treinando e agora surgiu a oportunidade de eu ir para
fora do país”, contou.
O atacante espera que seu futebol tenha brilho na Europa. “O
planejamento é focar na Europa, aproveitar a oportunidade, fazer história no
clube que possa ser reconhecido na Europa e conseguir chegar a seleção que
particularmente é um sonho. E um dia volta para o Brasil e ser reconhecido no
meu país também. E um dia encerrar a carreira no Paulista aonde me formei”,
contou o atleta, que viu com tristeza a queda que o Galo sofreu este ano.
“Vi com tristeza a queda. Eu como fui revelado ali, e passei
minhas maiores experiências, às vezes não acreditamos que o clube está daquela
forma. Como eu disse para o Cobrinha (Luiz Antônio de Oliveira, repórter da
Rádio Difusora), que mesmo que passe os anos ali vai continua sendo meu lugar,
é um clima gostoso de jogar futebol ali que não encontra em nenhum lugar, o
respeito que ainda existo ali por funcionários. É triste mais esperamos que no
futuro bem próximo tudo possa mudar e volta a ser como era antes”, disse ele,
que espera terminar no Paulista, para retribuir tudo que o clube o fez. “Espero
devolver o que eles me fizeram, sou grato pelas portas que um dia abriu ainda
mesmo no sub 17, pelo técnico Zé Carlos, pelo técnico Ricardo Narusevicius e
devo muito para eu subir para o profissional para o Beto Cavalcante. E isso
seria a forma de retribuiu o Paulista e a cidade de Jundiaí”, disse.
