O departamento de base do Corinthians deve ser o mais afetado
pelos cortes. Jovens sem contrato profissional e que não tinham muito espaço,
serão dispensados. A categoria sub-20, por exemplo, deve ser a mais preservada
no momento, mas pode sofrer alguns ajustes. Comissões técnicas e setores
administrativos terão seus quadros de funcionários enxugados com a unificação
de categorias.
Há uma explicação para esse enfoque maior na base: é provável
que as competições destinadas ao futebol de base não aconteçam em 2020, tanto
as estaduais quanto as nacionais. Sendo assim, até mesmo as tradicionais
peneiras para buscar jovens jogadores, tendem a ser extintas e, por
consequência, os funcionários que trabalham nesse setor serão demitidos.
A equipe sub-23, que abriga jogadores que estourem o limite
de idade do sub-20 e outras peças que possam um dia ser aproveitadas no
profissional, deve sofrer um grande corte, também pela ausência de competições
neste ano. Alguns esportes amadores devem ser afetados da mesma forma.
O basquete já havia sido desativado e os atletas não tiveram
seus contratos renovados. Baseado na Medida Provisória 936, editada pelo
governo federal no último mês, o Corinthians optou por reduzir os salários de
seu quadro de funcionários entre 50% e 70%, como alternativa para preservar
empregos. No entanto, essa situação piorou, as receitas continuaram caindo, a
incerteza em relação à volta do futebol aumentou e os cortes de pessoal devem
acontecer mesmo assim.
No ano passado, o Corinthians fechou seu balanço com um
déficit de R$ 177 milhões e viu sua dívida acumulada (sem contar a Arena) subir
para R$ 665 milhões. Com esses números e a crise por conta da pandemia de
coronavírus, o clube vai adiantar 100% do dinheiro da venda de Pedrinho junto a
um banco europeu, a fim de quitar dívidas imediatas e ganhar fôlego para 2020.
Por Redação Esporte Jundiaí
