Ex-técnico do basquete masculino do Jundiaí Clube, Wlamir
Marques, o “Diabo Loiro”, um dos maiores jogadores da história do basquete
brasileiro, agora é Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil. Em abril,
ele foi anunciado pelo Time Brasil como
um dos homenageados do ano e terá seu nome eternizado na galeria de atletas olímpicos
brasileiros, ao lado de lendas como Jackie Silva, Sandra Pires, Torben Grael,
Vanderlei Cordeiro de Lima, Hortência, Bernardinho, José Roberto Guimarães e
Chiaki Ishii. A data da cerimônia com Wlamir, de 82 anos, será divulgada
futuramente.
“Estou muito feliz com
a indicação. É o reconhecimento por uma vida dedicada o basquete e também a uma
geração que fez história com a camisa da Seleção Brasileira, colocando o Brasil
no topo do basquete mundial por duas décadas. Agradeço ao COB e a CBB pela
iniciativa”, disse Wlamir Marques, emocionado.
Nascido em São Vicente, São Paulo, Wlamir é um dos maiores
vencedores da história do basquete brasileiro. Pela Seleção, foi bronze nas
Olimpíadas de Roma 1960 e Tóquio, 1964, quando, inclusive, foi Porta-Bandeira
do Brasil na cerimônia de abertura. Ainda venceu dois Mundiais, no Chile 1959 e
Brasil 1963, além de duas pratas, nos Mundiais de 1954 e 1970. Wlamir ainda tem
três medalhas em Jogos Pan-Americanos, a prata em São Paulo 1963 e dois
bronzes, em 1955 e 1959.
As conquistas de Wlamir não se limitam à Seleção. Com
passagens por Piracicaba, XV de Novembro, Campinas e Corinthians, brilhou no
Timão com inúmeras taças: cinco Campeonatos Paulistas (sete ao todo); sete
Campeonatos Paulistanos (nove ao todo); três Campeonatos Brasileiros e três Sul-Americanos
de Clubes. Em 1965, inclusive, o Corinthians de Wlamir fez história ao vencer o
Real Madrid no Parque São Jorge por 118 a 109. Wlamir anotou 51 pontos, 31 no
primeiro tempo e 20 no segundo.
Após a carreira de jogador, Wlamir tornou-se técnico, começando
no Limeira. Passou também por São Caetano, XV de Piracicaba, Jundiaí,
Corinthians, Tênis Clube de Campinas, Palmeiras, Hebraica, Cerquilho, e Telesp
Clube Pinheiros, no masculino e no feminino. Ganhou três vezes o Campeonato
Paulista feminino de basquete e uma vez o Campeonato Paulista masculino de basquete.
Em 1982, trabalhou como comentarista da Rede Globo no
Campeonato Paulista. E depois, pela Rede Manchete, foi comentarista em quatro
Jogos Olímpicos: 1984, 1988, 1992 e 1996. Hoje, é comentarista da ESPN Brasil.
Wlamir leva o nome do ginásio do Corinthians desde 2016, no
Parque São Jorge. Em 2018, o ídolo foi homenageado pela Confederação Brasileira
de Basketball no palco, que recebeu a partida entre Brasil e República
Dominicana. Wlamir recebeu uma placa em agradecimento pelos serviços prestados
e também uma camisa atual da seleção brasileira com seu nome e número.
Por Thiago Batista /// Foto: Divulgação
