Desde o dia 10 de maio até este 17 de maio, o Esporte Jundiaí
colocou no ar textos relembrando um pouco a história gloriosa do Paulista
Futebol Clube, que no próximo dia 17 comemora 111 anos de existência. O último
é da maior conquista da história do clube.
22 de junho de 2005. Uma data que será eterna na história do
Paulista. Foi neste dia, ao empatar em São Januário, no Rio de Janeiro, com o
Fluminense-RJ por 0 a 0, o Galo levantava o título da Copa do Brasil, 2º título
mais importante que existe no futebol brasileiro. Um título conquistado com um
time técnico, jovem, que sabia o que precisava fazer em campo para conquistar o
resultado.
O Tricolor nesta competição disputou 12 jogos, enfrentou 6
adversários, todos da Série A do Campeonato Brasileiro na época e com muitos
méritos levantou a taça. Todos sob o comando do técnico Vágner Mancini, com
importante trabalho da comissão técnica que tinha como auxiliar Wagner Lopes.
Na 1ª fase, o Tricolor enfrentou o Juventude e se classificou
com uma vitória em casa por 1 a 0 e um empate no Sul por 1 a 1.
Na 2ª fase, o Paulista enfrentou o Botafogo-RJ e foram 2
empates. Em Jundiaí, no dia 16 de março, empate por 1 a 1, com Márcio Mossoró
anotando para o Galo. No Maracanã, no Rio de Janeiro, em 6 de abril, empate por
2 a 2, com Léo e Cristian anotando para o time jundiaiense, que conquistou a
vaga pelo critério de gols marcados fora de casa (agregado terminou 3 a 3, mas
o Paulista marcou 2 gols como visitante contra 1 do Fogão).
Nas oitavas de final, o Tricolor enfrentou o Internacional de
Porto Alegre. No 1º jogo, no Beira-Rio, em Porto Alegre, em 21 de abril,
feriado de Tiradentes, vitória do Colorado por 1 a 0. No jogo da volta, em
Jayme Cintra, em 5 de maio, o Paulista venceu o clube gaúcho também por 1 a 0.
A vaga para a próxima fase foi definida nos pênaltis (1 a 1 no agregado), com o
Colorado desperdiçou duas cobranças (Élder Granja e Perdigão) e o Galo venceu
por 4 a 2.
Nas quartas de final, o Galo enfrentou o Figueirense. No 1º
jogo, em Florianópolis, em 11 de maio, vitória catarinense por 1 a 0. No 2º
jogo, em Jundiaí, vitória do Galo por 1 a 0 no tempo normal, forçando a decisão
da vaga para os pênaltis (agregado terminou empatado 1 a 1). Nos penais Sérgio
Manoel, Paulo Sérgio e Marquinhos Paraná desperdiçaram suas cobranças para o
Figueirense, o Galo venceu por 3 a 1 e se classificou (marcaram para o Tricolor
nos penais Ânderson Batatais, Márcio Mossoró e Jefferson, enquanto Julinho
desperdiçou a sua cobrança).
Na semifinal o adversário do Paulista foi o Cruzeiro. No 1º
jogo, em Jundiaí, no chuvoso 25 de maio, o Galo venceu por 3 a 1. No jogo da
volta, no Mineirão, em Belo Horizonte, em 1º de junho, a Raposa abriu 3 a 0,
com 2 gols de Fred, mas Cristian, em 2 bombas, em cobranças de falta, aos um e
quarto minutos da etapa final, garantiu o Paulista na semifinal, mesmo com a
derrota no jogo por 3 a 2, mas vitória no confronto por 5 a 4.
Na decisão, o rival foi o Fluminense. O 1º jogo foi no Jayme
Cintra, em Jundiaí, no dia 15 de junho. Com 14.573 pagantes, o Tricolor com
ótima apresentação no segundo tempo, venceu por 2 a 0, com gols de Márcio
Mossoró e Léo. O 2º jogo aconteceu no estádio São Januário, em 22 de junho, e o
Paulista tratou de segurar a vantagem que construiu em Jundiaí, e empatou o
confronto por 0 a 0, sagrando-se campeão da Copa do Brasil de 2005 e garantido
uma vaga na Taça Libertadores da América do ano seguinte.
Por Thiago Batista
