Na galeria de troféus do Paulista Futebol Clube não tem apenas uma
conquista nacional. Tem duas. Além da Copa do Brasil, faturada em 22 de junho
de 2005, quatro anos antes, mais precisamente em 16 de dezembro de 2001, o
Tricolor levantou diante do seu torcedor o troféu de campeão da Série C do
Brasileirão. O título foi conquistado quando o clube tinha o nome de Etti
Jundiaí, devido a uma parceria da agremiação com a multinacional italiana
Parmalat.
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Na disputa final do quadrangular, diante de 5mil pessoas no Jayme
Cintra, o Galo superou com bastante facilidade o Atlético Goiainense por 2 a 0,
com mais um show do artilheiro daquela Série C: Jean Carlos.
O camisa 9 do Galo na Série C marcou os dois gols do Tricolor no jogo do título, terminado aquela competição com 18 gols anotados.
A campanha do Tricolor foi espetacular: digna de um time dominante em
uma competição. Em 22 jogos, foram 16 vitórias, 4 empates e apenas 2 derrotas.
Dos 66 pontos disputados, conquistou 52, o que representaram 79% de aproveitamento.
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Foram 48 gols marcados e apenas 18 gols sofridos pela equipe do técnico
Giba, que fechou o ano com a dupla coroa possível, pois no 1º semestre faturou
a Série A2 do Paulistão.
Além de Jean Carlos, o time misturava jogadores experientes e de sucesso no futebol brasileiro com jovens atletas que depois estouram no futebol brasileiro e foram campeões. O vice-artilheiro da equipe foi o “volante” Vagner Mancini. Ele marcou seis gols, sendo que a maioria em cobranças de pênalti, onde ele era mestre nas cobranças. Mancini era um dos experientes, pois seis anos antes foi campeão da Libertadores no Grêmio.
Outro experiente e que fez sucesso na equipe, mesmo como reserva, foi o
atacante Sorato. Herói do título brasileiro de 1989 no Vasco da Gama, ao marcar
o gol do título, marcou quatro gols naquela campanha.
Os jovens que brilharam na campanha foram três. Primeiro Maurinho, que
naquele campeonato foi um dos meias do time (antes de virar lateral). Fez um
gol na campanha, mas mostrou boa qualidade nos passes e cruzamentos, antes de
ser campeão brasileiro já como lateral por Santos e Cruzeiro.
Marcinho era um jovem talento que já vestia a camisa 10 do time. Com
movimentação rápida, muita inteligência no toque curto, e finalização precisa
marcou três gols na competição.
O terceiro jovem que brilhou naquele time era um talismã. Alternando
entre titular e banco de reservas, Nenê com seus dribles como ponta-esquerda na
época, deixava loucos os zagueiros dos times rivais. Fez três gols em toda a
campanha.
Outro jovem talento que brilhou naquela campanha foi o zagueiro Thiago
Martinelli, que marcou um gol. Três anos depois ele fez parte do elenco campeão
do Paulistão pelo São Caetano.
O xerife do time era Anderson Batatais, que fez três gols. Quatro anos
depois era o capitão da conquista da Copa do Brasil, a outra conquista nacional
do time. Quem esteve nesta conquista e também a de 2005 foi o meio-campista
Fábio Gomes. Julinho e Fábio Vidal, laterais, foram jogadores que estiveram no título da Série C de 2001 e na Copa do Brasil de 2005. O meia-armador Ricardinho também fez parte das duas campanhas (não
terminando a Copa do Brasil de 2005).
No jogo do título da Série C do Brasileirão de 2001, o técnico Giba,
escalou o então Paulista (na época chamado de Etti Jundiaí) com Artur; Fábio
Vidal, Ânderson, Thiago Martinelli e Edson (Japinha); Fábio Gomes, Vágner
Mancini, Marcinho e Ricardinho (Wallace); Maurinho (Izaías) e Jean Carlos.
Fotos: Divulgação