Além do grande legado que Hélio Maffia tem na história do futebol
brasileiro, ele era um apaixonado pelo vôlei, onde com brilhantismo vestiu com
orgulho a camisa da seleção de Jundiaí, onde conquistou três vezes o título dos
Jogos Abertos do Interior, conhecida na época como Olímpiada Caipira. Seu
talento, o levou a jogar até na seleção paulista. O esporte de Jundiaí perdeu
Hélio Maffia na madrugada desta sexta-feira, aos 89 anos. Ele morreu de causas
naturais.
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Hélio Maffia fez parte da equipe jundiaiense que conquistou três vezes
os Jogos Abertos, em 1955, 1961 e 1962. “Era
um super time. Lembro quando ganhamos os Jogos Abertos em 1961, no Bolão. A
festa foi grande. Graças a este tempo cheguei na seleção paulista e fui
vice-campeão brasileiro perdendo a final no Rio de Janeiro”, lembrou.
Do vôlei, Hélio Maffia lembra que o saque Jornada nas Estrelas,
popularizado por Bernard nos anos 1980, já era feito na cidade. “O Durigan
(jogador de 1960) fazia este saque no Bolão. A bola subia e ninguém pegava”. Helio
Maffia jogou vôlei até os Jogos Abertos de 1965. “Fui fazer Direito, mas o
esporte é minha vida. Fiz até o segundo ano e fui contratado pelo São Paulo
para ser preparador físico.”
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Depois se tornou um dos maiores nomes da preparação física no Brasil.
Atuou no Paulista, São Paulo, no Palmeiras, Guarani, Corinthians, seleção
paulista e seleção brasileira.
Da época do vôlei, Hélio Maffia lembrou de suas histórias ao site da
Prefeitura de Jundiaí, em 2016, quando da comemoração dos 60 anos do Bolão. Uma
das histórias tem a ver com Amauri Passos, bicampeão do mundo de basquete, em
1959, em Santiago (foi eleito o jogador mais completo do torneio. “Antes do
basquete, ele jogou vôlei por Jundiaí. Nicolau Bicari Neto dirigia a equipe da
cidade e conhecia o Amauri do Paulistano. Ele o convidou para jogar aqui e ele
veio. O Amauri era um baita jogador de vôlei, mas fez sucesso mesmo no
basquete”.
Foto: Divulgação