Após levar 5 a 0, Carille é demitido do Furacão ainda na Bolívia, após 21 dias de trabalho

04/05/2022 - 13:53

Por Thiago Batista – Redação Esporte Paulista

Arte: Esporte Paulista

 

O Athletico-PR demitiu o treinador Fábio Carille após sofrer uma goleada por 5 a 0 para o The Strongest, na altitude da Bolívia, pela fase de grupos da Copa Libertadores, na última terça-feira. O técnico ficou apenas 21 dias no cargo e dirigiu o time paranaense em sete ocasiões.  Detalhe: o treinador, como toda delegação do time paranaense estava na Bolívia até a tarde desta quarta-feira.

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A decisão da demissão de Carille foi tomada pelo presidente do clube, Mario Celso Petraglia, ainda sem retornar ao Brasil, após goleada sofrida na Bolívia.

Um dos candidatos para assumir o Athletico é o treinador Felipão, campeão mundial com a seleção brasileira em 2002, campeão brasileiro de 2018 com o Palmeiras e de passagens recentes por Cruzeiro e Grêmio.

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Em sete jogos, foram quatro derrotas e três vitórias com o ex-treinador de Corinthians e Santos no comando do Furacão.

Carille deixa o time na lanterna do seu grupo na competição continental e na 16ª colocação do Campeonato Brasileiro, na beira da zona de rebaixamento. Ainda sem substituto, o Furacão recebe o Ceará, no próximo sábado, pelo Brasileirão.

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Nas redes sociais, Fabio Carille divulgou a demissão e admitiu surpresa. “Na última terça, após uma derrota dolorida para todos nós na Libertadores, que não poderia de forma alguma ter acontecido, fui surpreendido com a minha demissão do comando técnico do Athletico”, escreveu.

“Cheguei ao clube no dia 13 de abril e fiz questão de começar a trabalhar imediatamente, pois sabia que seria pouco tempo de treino para muitos jogos importantes. Infelizmente, 21 dias depois, o nosso projeto se encerrou. Vim ao clube empolgado para trabalhar, organizar essa equipe que pode render muito mais, porém não houve tempo para isso”, emendou.

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“Foram 21 dias e 7 jogos. Outros 7 dias foram para treinos de jogadores que não atuaram e recuperação aos que atuaram. Os outros 7, treino pré-jogo, que chamamos de “apronto”, no qual você faz tentativas de organizações, sem tempo para repetições e trabalhos específicos. Saio triste por não ter este tempo para colocar o nosso trabalho em prática, mas de cabeça erguida por trabalhar ao máximo e respirar o clube em toda e qualquer oportunidade que tivemos. Obrigado, Athletico, pela oportunidade de estar aqui e ao torcedor por estar ao nosso lado nos jogos em casa. Até mais!”, completou.

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