O
zagueiro David Luiz foi substituído no intervalo da vitória do Flamengo pelo
São Paulo por 3 a 1, no Morumbi, na última quarta-feira, pela partida de ida das semifinais da Copa do Brasil. E segundo o repórter do Ge.Globo, Cahê Mota, o jogador tem suspeita
de quadro de hepatite viral. Exames serão feitos para confirmar se jogador contraiu a doença, ou apesar do quadro, ele sofreu algum outro tipo de enfermidade.
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Segundo
setorista do Flamengo no site do Grupo Globo, David Luiz realizará exames mais
detalhados na chegada ao Rio de Janeiro para confirmar o diagnóstico, mas o
quadro apresentado a partir dos sintomas indica hepatite viral e assim é
tratado. O Flamengo prevê se posicionar oficialmente sobre o tema após todos os
exames.
Nos
últimos dias, David Luiz já apresentava quadro de virose, com dificuldades para
dormir e muitos sinais de cansaço. Depois
do jogo no Morumbi, o técnico Dorival Júnior comentou a situação de David Luiz
durante a entrevista coletiva.
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“Eu não
sei se preocupa para a próxima partida, mas é natural que seja uma situação
preocupante. Eu acredito que amanhã o departamento médico deva nos passar
alguma informação. Eu prefiro deixar sem que eu adiante qualquer coisa, porque
também seria leviano se falasse alguma coisa em relação a um atleta que foi
pré-avaliado pelo departamento médico. Amanhã (quinta-feira) com certeza nós
teremos alguma coisa mais palpável e mais segura para passar a todos”, disse
Dorival.
As
hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo.
Trata-se de uma infecção que atinge o fígado, causando alterações leves,
moderadas ou graves.
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Na
maioria das vezes são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas.
Entretanto, quando presentes, elas podem se manifestar como: cansaço, febre,
mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados,
urina escura e fezes claras.
No
Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C.
Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na
região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é menos comum no Brasil,
sendo encontrado com maior facilidade na África e na Ásia.
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As
infecções causadas pelos vírus das hepatites B ou C frequentemente se tornam
crônicas. Contudo, por nem sempre apresentarem sintomas, grande parte das
pessoas desconhecem ter a infecção. Isso faz com que a doença possa evoluir por
décadas sem o devido diagnóstico. O avanço da infecção compromete o fígado,
sendo causa de fibrose avançada ou de cirrose, que podem levar ao
desenvolvimento de câncer e à necessidade de transplante do órgão.
O
impacto dessas infecções acarreta aproximadamente 1,4 milhões de mortes
anualmente no mundo, seja por infecção aguda, câncer hepático ou cirrose
associada às hepatites. A taxa de mortalidade da hepatite C, por exemplo, pode
ser comparada às do HIV e tuberculose.
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Atualmente,
existem testes rápidos para a detecção da infecção pelos vírus B ou C, que
estão disponíveis no SUS para toda a população. Todas as pessoas precisam ser
testadas pelo menos uma vez na vida para esses tipos de hepatite. Populações
mais vulneráveis precisam ser testadas periodicamente.
Além
disso, ainda que a hepatite B não tenha cura, a vacina contra essa infecção é
ofertada de maneira universal e gratuita no SUS, nas Unidades Básicas de Saúde.
Já a hepatite C não dispõe de uma vacina que confira proteção. Contudo, há
medicamentos que permitem sua cura.
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