Uma investigação
do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em conjunto com Polícia Militar
de São Paulo, deflagrada na noite de sexta-feira, no Moises Lucarelli, descobriu
que até morto comprou ingresso para ver a despedida da Ponte Preta como mandante na Série B
do Brasileirão, na partida contra o Criciúma.
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Segundo a
investigação conjunta dos dois órgãos descobriu pelo menos sete pessoas com
ingressos falsos e outras 42 com documentação divergente: até morto comprou
ingresso.
De
acordo dados iniciais passados pelo Major Eduardo Fernandes, da PM, entre os
200 ingressos verificados, cerca de 25% tiveram divergências no cadastro
informado no ato da compra e precisaram dar explicações.
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O
sistema funciona de forma simples. Toda pessoa é abordada no ato da entrada ao
estádio. Se estiver com documento errado, falso ou adulterado, poderá responder
até por crime de falsidade ideológica.
“Tivemos
caso até de usarem CPF de gente que já morreu para comprar ingresso. Como não
havia controle, eles estavam usando como queriam. Agora, estamos fazendo o
cerco para chegarmos a um ambiente familiar e sem problemas nos estádios”, afirmou
o Major da PM.
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“Este é
um programa que vem sendo implantado para competições esportivos e em grandes
eventos. Estamos usando uma plataforma chamada córtex, em conjunto com clubes e
federações para fazer o controle total do acesso de torcedores. Começamos pelo
jogo Flamengo x Fluminense, no Rio de Janeiro. Passamos pela final da Copa do
Brasil e agora viemos para São Paulo. Começamos pela Ponte Preta e já vimos
irregularidades por conta de pessoas mal-intencionadas”, contou o Major ao site
Futebol Interior.
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Dentro de
campo, Ponte Preta e Criciúma ficaram no 1 a 1. Lucca, revelado no Criciúma, marcou
para a Ponte. Hygor fez o gol dos catarinenses.
Foi a última partida da Macaca como mandante na temporada. Agora o time volta a jogar no Moisés Lucarreli, apenas na 2ª quinzena de janeiro, quando disputa a Série A2 do Paulistão – o que ocorreu pela última vez ainda no século passado (1999).
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