Em carta enviada nesta segunda-feira ao STJD, em conjunto com seus advogados, John Textor, dono da SAF do Botafogo, respondeu ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva e disse que é ilegal exigirem que ele mostre provas de corrupção no futebol brasileiro. Palmeiras já respondeu ao dirigente que ele será processado pelo clube.
Desde o ano passado, Textor tem falado em problemas da arbitragem brasileira e entrou em conflito com o Palmeiras na reta final do Brasileiro de 2023, após a derrota de virada, por 4 a 3, no Nilton Santos. No início deste mês, porém, sem apresentar provas, Textor disse haver corrupção no Campeonato Brasileiro e afirmou ter gravações de juízes reclamando de não terem recebido propinas combinadas.
Dono da SAF do Botafogo, o empresário norte-americano não apresentou áudios e relatórios na carta enviada ao STJD.
Textor, por meio dos seus advogados, elencou argumentos para exemplificar que o STJD não tem competência para atuar neste caso.
Um dos argumentos elencados pelos advogados para não enviar provas foi de que o STJD não quis abrir inquérito anteriormente. Em dezembro, o norte-americano enviou um documento de 70 páginas, baseado em relatórios de jogos da Good Game!, empresa francesa que analisa jogos e arbitragem, sobre supostas irregularidades no Brasileirão de 2023. Este foi arquivado em menos de 24 horas pelo tribunal.
Textor quer que o caso vá para a Justiça Comum e pretende mostrar o áudio e os relatórios apenas ao Ministério Público, no Rio de Janeiro e em Brasília.
Caso Textor não tivesse se pronunciado até esta segunda-feira - data-limite estipulada pelo STJD -, ele poderia ser denunciado e julgado pelo artigo 223 do CBJD (deixar de cumprir ou retardar o cumprimento de decisão), podendo ser suspenso de 90 a 360 dias, além de levar uma multa de R$ 100 mil. O documento foi assinado por quatro advogados e tem 11 páginas.
Nesta segunda-feira, o Palmeiras se pronunciou na tarde desta segunda-feira sobre as declarações de John Textor, dono da SAF do Botafogo, que tem manifestado denúncias - sem provas apresentadas - sobre manipulação de arbitragem no futebol brasileiro. O Verdão disse que acionará a Justiça - nas esferas civil, criminal e esportiva - por envolver o nome do clube.
