Com 360min jogados, já é possível fazer uma avaliação do futebol desempenhado pelo Paulista até agora nesta Copa Paulista. E até agora, dentro de campo, não é uma boa competição do Tricolor. Especialmente do setor de meio-campo do Tricolor, ainda mais quando tem a bola nos pés.
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Dos 4 jogos do Paulista até agora na competição, o Paulista somente fez três tempos bons no torneio: a etapa final nos dois jogos em casa – contra São Bento (na vitória por 4 a 2) e Primavera (na derrota por 1 a 0) e em Campinas – contra o Guarani (na derrota por 2 a 1).
Em Americana, os dois tempos foram bem ruins. E quanto parecia que o Paulista iria melhorar do primeiro para o segundo tempo, ele mostrou o mesmo futebol ruim, especialmente do meio-campo, que com a bola nos pés tem muitas dificuldades.
A saída de bola do time em alguns momentos é lenta. E isso gera consequência que a bola mal chega no ataque. O centroavante do time quase não tocou na bola nos dois últimos jogos no 1º tempo. Sequer teve uma chance de bater para o gol.
E se fomos na montagem do elenco, vamos identificar um problema: ele não é heterogêneo. Existe um excesso de volantes. Na teoria, era até para o time ter controle de jogo, com os seus meio-campistas, que tem boas valências defensivas, mas tem virtudes boas ofensivas. Mas em campo até agora estas valências ofensivas não apareceram.
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Dos 27 jogadores do atual elenco para a Copa Paulista, o Paulista tem a seguinte composição:
3 goleiros – Lee, Lucas Gomes e Gustavo
5 zagueiros – Fernando Dias, Zé Mendes, Reis, Maycon e João Victor
4 laterais (2 para cada lado) – Biro-Biro, Marcos Vínicíus, Marola e Pedro Medeiros
7 volantes – Adelan, Lucas Silva, Miguel Elias, Chorão, Wendell, Enzo e Willian Monteiro
2 meias ofensivos – Choco e Givigi
6 atacantes – Aslen, Christopher, Gabriel Bozzolan, Givigi, Gustavo Índio, Kayque
Para a Copa Paulista já se sabia que o Galo não teria Filipinho e Thomas Lamin, que infelizmente estão fora da temporada. E na função meias-armador/atacante não foi feita a reposição. E aqui está a maior carência do Paulista – os meias-ofensivos.
Choco e Givigi se for olhar com critério, um complemente o outro. Choco é mais um organizador de jogadas, que podem jogar como ‘10’, mas também pode atuar como ‘8’. Givigi é um meia-atacante – funciona melhor nas situações mais perigosas de ataque, como a conclusão e arranque. Tem mais características de um ponta aberto ou segundo atacante no futebol de hoje, do que o ’10’ organizador de jogo.
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Os volantes do Paulista com a bola nos pés, não estão conseguindo ser o ‘box-to-box’, como gostam de falar na linguagem moderna alguns treinadores – de área a área.
Raramente se observa os volantes do Paulista pisando na área. Falta um pouco de leitura dentro de campo, dos jogadores, especialmente dos volantes, de terem a ousadia de entrarem na área.
Porém já é possível observar que nesta Copa Paulista o elenco tem volantes demais e é algo que pode ser corrigido para as próximas competições. Isso também é um reflexo de uma falta de categoria sub-20, que faz o Paulista contratar jogadores além do necessário, justamente pela falta da base.
Porém como nos foi adiantado, para 2026, o clube voltará a ter sub-20 – e vai evitar contratar jogadores que apenas irão fazer parte do elenco (pois entre um sub-20 e um profissional de 24-25 anos da mesma qualidade, o melhor é apostar na evolução do atleta sub-20).
Com uma inscrição ainda a ser utilizada nesta Copa Paulista, quem cuida do departamento de futebol do Paulista deveria pensar em gastar essa inscrição em um meia organizador de jogo.
Todos sabem que essa peça é cada vez mais rara no futebol, especialmente no Brasil. Porém com um bom olhar é possível achar esse ‘10’ que possa ajudar o meio-campo, para não ficar dependente de Choco e também dos atuais volantes do Paulista.