Paulista emite nota sobre os ocorridos no Jayme Cintra no último domingo

02/03/2026 - 11:26
Por Thiago Batista – Jundiaí (SP)

O Paulista soltou nota nesta segunda-feira, sobre os acontecimentos ocorridos no último domingo no Jayme Cintra, após a partida do Galo contra a Francana.

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A nota do Paulista diz o seguinte:

O Paulista Futebol Clube vem a público repudiar veementemente os atos de vandalismo e invasão ao patrimônio do clube ocorridos recentemente. 

O Paulista sempre foi e continuará sendo uma instituição aberta ao diálogo, ao respeito e à construção conjunta com sua torcida. Entendemos a paixão e o sentimento que movem o torcedor, mas atitudes que ultrapassam os limites da civilidade e atentam contra o patrimônio do clube não representam a grandeza da nossa história.

Reforçamos que atos como esse vão na contramão da civilidade e, nos dias atuais, são práticas inaceitáveis em qualquer estrutura.

Informamos ainda que as medidas legais cabíveis serão tomadas assim que todos os envolvidos forem devidamente identificados, preservando a integridade do clube, de seus colaboradores e de sua história.

O Paulista Futebol Clube segue focado em seus objetivos dentro de campo e na construção de um ambiente de união, respeito e responsabilidade.

Segundo o boletim de ocorrência, lavrado no Plantão Policial, ainda no domingo, seis pessoas foram presas em flagrante na tarde de domingo, após invasão a área restrita do estádio Jayme Cintra, sede do Paulista Futebol Clube. A ocorrência foi registrada por volta das 17h40 ao término da partida entre o Paulista e a Francana.


Segundo o boletim de ocorrência lavrado no Plantão do 1º Distrito Policial de Jundiaí, os torcedores aguardaram a saída do público em geral para forçar a entrada na área restrita quebrando o vidro da porta de acesso ao vestiário, localizada entre o estacionamento e a parte interna do clube.

Uma vez dentro das dependências, os envolvidos se dirigiram ao vestiário em busca de jogadores e da diretoria, não os encontrando inicialmente. Em seguida, avançaram para a sala de troféus — que estava fechada —, forçando a porta até arrombá-la. O grupo também invadiu o alojamento dos jogadores, quebrando vidros e promovendo depredações, além de adotar postura hostil e intimidatória contra atletas e membros da diretoria. No boletim de ocorrência não há nenhum tipo de registro de agressão física para alguma pessoa.

A administração do clube acionou a Polícia Militar, que retornou ao estádio com três viaturas da Força Tática, com sirenes acionadas.

Parte dos envolvidos, ao perceber a aproximação policial, evadiu-se antes da intervenção.

Permaneceram no local seis indivíduos, que foram identificados e conduzidos à delegacia.

Os policiais militares ressaltaram que não foi necessário o uso de força física ou instrumentos de menor potencial ofensivo para restabelecer a ordem.

O delegado de plantão, Dr. Francisco Felipe Preuss, ratificou a prisão em flagrante dos seis indiciados pela prática, em tese, de dano qualificado, com violência à pessoa ou grave ameaça (art. 163, inciso I, do Código Penal), em concurso material com o crime previsto no art. 201 da Lei nº 14.597/2023 (Lei Geral do Esporte), que tipifica a promoção de tumulto e a prática ou incitação à violência em eventos esportivos.

De acordo ainda com o boletim de ocorrência, o Paulista Futebol Clube, representado por seu advogado Larry Cesar Copelli, declarou interesse em representar criminalmente contra todos os envolvidos, especialmente pelos danos materiais causados ao patrimônio do clube.

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