Uol Esporte
Por Daniel Neves
O resultado ruim nas Olimpíadas de Londres-2012 não foi
capaz de abalar a confiança de Hortência no técnico Luiz Cláudio Tarallo. Após
demitir três treinadores em sua gestão, a diretora das seleções femininas da
CBB optou por dar continuidade no trabalho do atual comandante, que foi
promovido da base pouco antes dos Jogos.
“Está tudo certo para a permanência dele. O novo contrato
já está pronto e falta apenas assinar”, disse Hortência, em entrevista ao UOL
Esporte. “Não havia motivo para mudar o treinador neste momento. Temos
confiança de que o Tarallo fará um grande trabalho neste próximo ciclo
olímpico”.
Tarallo foi chamado por Hortência em 2012 para substituir
Ênio Vecchi, campeão do Pré-Olímpico das Américas, mas que havia fracassado nos
Jogos Pan-Americanos de Guadalajara em 2011. Antes dele, Paulo Bassul e Carlos
Colinas já haviam sido demitidos. Sem nenhuma experiência com o time principal,
o treinador teve sua escolha contestada por técnicos das principais equipes do
país e acabou eliminado com a seleção brasileira na primeira fase das
Olimpíadas de Londres.
Para tentar reverter o mau momento do basquete feminino
nacional, que sofreu com uma série de insucessos das equipes de base e da
seleção principal nos últimos anos, Hortência acena com um planejamento
integrado entre as categorias. A dirigente tem organizado encontros regulares
entre os treinadores, que estariam analisando os defeitos apresentados e
preparando um plano de correção.
“Estamos nos reunindo a cada dois meses para preparar uma
metodologia de trabalho, pois queremos fazer um plano de treinamento específico
para cada categoria. Estamos levantando as deficiências apresentadas por cada
uma das equipes para que possamos trabalhar em cima das correções”, comentou
Hortência.
Uma das medidas adotadas pela dirigente para o próximo
ciclo olímpico é a criação de uma seleção brasileira de novas, que será
comandada por Tarallo. A equipe, formada por jovens promessas, fará uma série
de confrontos internacionais para que as atletas ganhem maior experiência.
“Esse time não fará jogos contra times nacionais, como
ocorreu em gestões passadas. A experiência tem que ser internacional. Por isso
estamos planejando uma série de amistosos fora do Brasil, com a ajuda de um
convênio com o Ministério do Esporte. A primeira viagem deve ocorrer no
Carnaval. Queremos aproveitar essa pausa para levarmos as meninas para jogar na
Europa”, disse a dirigente.