Ao mesmo tempo em que precisa armar o melhor time possível
para reagir na tabela do Campeonato Brasileiro, Vagner Mancini, ex-Paulista, tem
a tarefa diária de não fazer o elenco perder o foco por conta da grave crise
financeira. Mas o medo já atinge o treinador, que torce para que não ocorra uma
debandada, devido aos salários atrasados (três meses).
“A diretoria não se
posicionou (sobre um possível desmanche), mas, sinceramente, tenho que temer.
Não tenho como ficar alheio ao que está acontecendo, pois a situação é
gravíssima. Espero que não aconteça porque, por trás disso, existe uma
instituição e uma marca forte. Mas tudo na vida tem um limite, e não sabemos
até quando ele vai. Nosso ambiente é maravilhoso, mas pode chegar um ponto em
que vai ficar mais difícil. Mesmo assim, é importante saberem que a equipe está
se empenhando ao máximo”, disse o treinador.
E Mancini está chegando no seu limite, mas a sua liderança,
o deixa na obrigação de ser o último a abandonar o barco. “Espero que a
situação seja resolvida rapidamente. Mas o limite do treinador é diferente,
porque sou eu quem tenho que levantar o astral deles e fazer tudo funcionar. Sempre
fui um cara otimista e estou fazendo com que meu limite seja o maior possível”,
contou.
Thiago Batista – Site Esporte
Jundiaí
