O basquete brasileiro perdeu um de seus maiores nomes nesta sexta-feira. O ex-jogador Oscar Schmidt morreu aos 68 anos, após enfrentar problemas de saúde nos últimos anos. Entre 1996 e 1997, ele jogou diversas no ginásio do Bolão, em Jundiaí, época que o Corinthians mandou seus jogos na cidade. A informação da morte de Oscar foi confirmada pela CNN em sua programação às 16h48.
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Em nota, a família de Oscar lamentou a morte e lembrou sua trajetória. O velório e enterro serão restritos à família e amigos.
"É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo. Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.
Ídolo nacional, o “Mão Santa” marcou época com números impressionantes e atuações históricas com a camisa da seleção brasileira.
Dono do recorde de maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, Oscar somou 1.093 pontos em cinco edições do torneio, entre Jogos Olímpicos de Moscou 1980 e Jogos Olímpicos de Atlanta 1996. Ao longo da carreira profissional, ultrapassou a marca de 49 mil pontos, sendo um dos maiores cestinhas da história do basquete mundial, atrás apenas de LeBron James.
Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória aconteceu no Jogos Pan-Americanos de 1987, quando liderou a histórica vitória do Brasil sobre os Estados Unidos, anotando 46 pontos na decisão. Apesar de ter sido escolhido no Draft da NBA, recusou atuar na liga norte-americana para seguir defendendo a seleção brasileira, em uma época em que os jogadores da NBA não eram liberados para competições internacionais.
Oscar também construiu carreira em clubes do Brasil e da Europa, com passagens por equipes como o Esporte Clube Sírio e o Palmeiras, além do Juvecaserta, na Itália.
Em Jundiaí, com o Corinthians, foi semifinalista do Campeonato Brasileiro de 1996/97. O lance da eliminação do Timão foi no Bolão, na prorrogação, do quarto jogo, quando Oscar levou um toco de um jogador do Corinthians de Santa Cruz do Sul (time que jogava de verde). A partida histórica terminou 115 a 112 para o time gaúcho.
Fora das quadras, atuou como palestrante e inspirou gerações com histórias de superação, especialmente após o diagnóstico de câncer no cérebro em 2011, doença que enfrentou com coragem.
Conhecido pela precisão nos arremessos, que lhe rendeu o apelido “Mão Santa”, Oscar Schmidt deixa um legado eterno no esporte brasileiro e mundial, sendo lembrado como um dos maiores atletas da história do país.