Com informações e fotos de João Carlos Coutinho
O polo aquático de Jundiaí sofreu um duro baque no final do
ano passado com a inesperada morte de Ernesto Steaheli Neto. Mas a obra deixada
por ele não irá morrer, e sim continuar a ser difundida para que novos talentos
surjam na modalidade em Jundiaí. Tanto o Clube Jundiaiense, com diversas
categorias de base estarão disputando as competições em 2018 e agora, há 5 anos,
está sendo respaldada pelo trabalho realizado pela Associação Aquática Jundiaí
(AAJ), uma espécie de escolinha da modalidade, cujo presidente é Alessandro
Checchinato, o popular ‘Xispita’, aluno de Ernesto e oriundo do polo aquático
da Terra da Uva, de uma geração vitoriosa adulta da década de 90.
Nesta terça-feira, na piscina do complexo aquático do Campus
da Faculdade Anchieta, aproximadamente 100 crianças, entre meninos e meninas de
diversas idades tiveram uma clínica de aprendizagem, com fundamentos técnicos
do polo aquático com outro ex-aluno e amigo de Staeheli, hoje uma realidade
olímpica e de seleção brasileira, o atacante Rudá Franco, jogador do Sesi São
Paulo, e que defendeu a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos do Rio 2016.
Segundo Alessandro, a ideia é continuar o projeto do Ernesto.
“Sem dúvida a passagem do Ernesto que era um cara que nos faz muita falta, mas
que deixou um legado que não pode morrer. A Associação é um núcleo independente
do Clube Jundiaiense, sem vínculo algum jurídico, ao não ser as pessoas que
fazem polo e hoje trabalham aqui. Estamos como uma escola de polo aquático para
a molecada, sem o aspecto competitivo. Aqueles que se destacarem aqui, poderão
ser convidados a jogar nas equipes do Jundiaiense, assim como ele pregava”,
analisa.
Para Chispita, a vinda de Rudá foi benéfica. “O Rudá faz
parte da Associação Aquática Jundiaí, é um dos diretores e como está de férias
se dispôs a vir e depois que o Ernesto morreu, ele nos prometeu que virá muito
mais vezes à Jundiaí para manter o polo aquático e não acontecer como outras modalidades
que estão com muitas dificuldades como basquete feminino, handebol masculino”,
disse o presidente da AAJ.
Rudá, juntamente com os técnicos do Clube Jundiaiense, Gustavo
Fonseca e Gabriel Tenório – que irão tocar as categorias competitivas do Azul e
Branco, puderam dar uma atenção especial a praticamente 110 crianças, desde os
7 anos de idade até 16 anos que já fazem aulas gratuitas, às terças e quintas.
A Associação Aquática tem projeto aprovado na Lei Federal de
Imposto de Renda (IR) e outro aprovado na Lei do ICMS (Lei Paulista de
incentivo ao Esporte) para captação de recursos. Para o presidente da Associação Aquática, a
modalidade está num momento de solidez, pois além da AAJ, o Clube Jundiaiense e
o Sesão também tem estrutura com campeonatos, em diversas categorias. “Nossa
realidade mudou muito rápido no polo aquático. Antigamente os garotos tinham
que sair para jogar fora. Hoje se quiserem ficar na cidade, há condições, estrutura
de locais e formar bons valores”.
Fotos: João Carlos Coutinho