Com o sentimento de dever cumprido, a seleção brasileira
masculina de goalball vai encarar o último compromisso de 2018 num ano para lá
de vitorioso. E para fechar com chave de ouro, os bicampeões mundiais terão
pela frente o Desafio Internacional de goalball no Centro de Treinamento, em
São Paulo, desde a última segunda-feira, até quarta-feira.
O selecionado brasileiro se apresentou na última terça-feira,
18, para a quinta fase de treinamento. Durante a etapa, a seleção recebe aas
seleções do Canadá, Chile e Estados Unidos para a disputa do torneio. Para o
técnico jundiaiense Alessandro Tosim, o evento será importante para testar
novos atletas já pensando nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019 e nas
Paralimpíadas de Tóquio 2020.
“O primeiro ponto importante é a fase de treinamento, onde
nos manteremos treinando no segundo semestre. O segundo é o confronto com
seleções tradicionais como os EUA e Canadá, já que ambas estão renovando seus
atletas, sendo fundamental estar em contato com essas seleções e competindo.
Esta competição é para testar os mais jovens e estarmos fortalecidos para os
dois próximos anos, quando teremos os Jogos Parapan-Americanos e as
Paralimpíadas”, disse Tosim.
Ao longo de 2018 o Brasil participou de dois campeonatos. O
primeiro deles foi a Malmö Cup, quando se sagrou campeão sobre a Alemanha, no
mês de abril. Dois meses depois os brasileiros alcançaram o principal objetivo,
ao conquistar o bicampeonato mundial em nova vitória sobre os alemães, também
na cidade sueca.
“O primeiro semestre foi de muito trabalho, mas atingimos
nosso objetivo, que era sermos campeões mundiais. A nossa seleção é muito forte
e os atletas assumiram uma postura de protagonismo no goalball mundial”,
destacou o treinador.
Desde o início do ciclo dos Jogos Paralímpicos de Tóquio
2020, o Brasil participou de três competições e conquistou todos os títulos. A seleção
levantou os troféus do Campeonato Mundial e da Malmö Cup, ambos na Suécia, este
ano, e no ano passado ficou com o ouro do Campeonato das Américas, disputado em
São Paulo. Os resultados colocam o goalball masculino brasileiro como um dos
candidatos ao primeiro lugar das próximas Paralimpíadas e o técnico não esconde
que esse é o principal desejo.
“Obviamente que o trabalho dos atletas e comissões técnicas é
fundamental para o sucesso, mas sem o trabalho dos dirigentes nada seria
possível. A nossa meta é conquistar o ouro em Tóquio e para isso teremos muito
trabalho, empenho e amor pelo goalball. Se não unirmos estas palavras nada se
concretiza”, frisou Alessandro.
