Maior competição em número de atletas das Américas, com mais
de 15 mil competidores em 28 modalidades, os 82º Jogos Abertos do Interior, em
São Carlos, revelam dados de tamanho e dimensão para os quais é difícil
encontrar adversários à altura. Um contingente que não joga, mas que determina
placares, é o de árbitros. Nesses Jogos Abertos 2018, estão ou já estivarem nas
quadras, campos, pistas, piscinas, canchas, tatames, aparelhos e ringues, entre
outros espaços de disputas – com aquele primeiro olhar disciplinador da regra e
do regulamento da modalidade e, depois disso, o da subjetividade que carrega
consigo qualquer disputa – nada mais, nada menos, do que 617: 444 homens e 173
mulheres.
A modalidade esportiva que mais reuniu árbitros nesta edição
dos Jogos Abertos em São Carlos foi a do atletismo: 55 (28 homens e 27
mulheres).
Logo atrás, o basquete, com 46 (33 homens e 13 mulheres). Em
seguida, dividem o “bronze” o judô e a natação com 45 cada um – no judô foram
38 homens e 7 mulheres, enquanto na natação estiveram 23 homens e 22 mulheres.
As modalidades com menor presença de árbitros foram xadrez,
tênis e supino RAW, com apenas quatro por modalidade. Outra curiosidade é que
na malha, capoeira e bocha, apesar das três modalidades juntas reunirem 49
árbitros, não há (e não havia) mulheres com o apito nessas disputas.
Das três, bocha (imagem acima) e malha são entre aspas “machistas”
até na categoria, já que são praticadas apenas por homens nos Jogos. Em
compensação, a ginástica rítmica só é praticada por mulheres, mas é mais
democrática, porque possui ambos os sexos na tomada de decisões.

