Esse é um texto claro e direto aos times amadores do futebol
jundiaiense. Por favor: deixem a Copa da Fé, esquecem a Copa da Fé, fiquem fora
da Copa da Fé por favor. A competição tem um propósito, que é a congregação da
fé entre as mais diversas religiões e profissões de fé.
Eu acompanho desde a 1ª competição a Copa da Fé, em 2011 - se
iniciou em 12 de março daquele ano, quando reuniu apenas times de entidade
religiosa. A primeira edição teve 17 equipes: todas de origem religiosa. A
edição de 2011 tinha jogos até aos domingos devido a presença do time da Igreja
Adventista do 7º dia.
Mas a cada ano o que percebo é times amadores usando as
paróquias ou entidades religiosas para jogar uma competição para ter um troféu na
mão e ter “espaço na mídia”.
A competição é promovida pela Prefeitura de Jundiaí não pode
vetar a presença de times amadores, pois pode gerar um “preconceito” - e
entidade pública municipal não pode criar regras de exclusão. As regras mínimas
pedidas pela organização são as mínimas que a Prefeitura pode fazer para
garantir a presença de um time de igreja - a autorização de um responsável pela
igreja. Mais do que isso, é impossível.
Os times de futebol amador de Jundiaí precisam colocar a mão
na consciência, ter um pouco de fé verdadeira e pensar: estão jogando a
competição realmente por motivos de fé, motivos religiosos e valorizar a união
entre as entidades das mais diversas profecias de fé; ou estão querendo
unicamente e exclusivamente uma taça.
Os clubes de futebol amador de Jundiaí têm que parar de
correr atrás de alimentar o seu ego, parar atrás de um troféu para colocar na
sua galeria, e deixar pelo menos a Copa da Fé para os times de igrejas
propriamente ditos, como foi na origem da competição, em 2011.
E quem quer uma taça a todo custo, deixo uma dica: passa numa
loja de esportes da cidade, compra um troféu, coloca um “nome qualquer de
torneio” e enfia na galeria do seu clube.
E deixa a Copa da Fé para quem deseja proliferar a união da
fé e das entidades religiosas.