Tido como grande expectativa pela diretoria, comissão técnica
e a torcida corintiana, o jovem lateral-esquerdo jundiaiense Lucas Piton, de 19
anos, vem despertando o interesse de diversos times da Europa. Recentemente, a
Sampdoria apareceu como um possível destino para o jogador.
Para aumentar os rumores de uma saída do Corinthians, o
atleta está finalizando o processo burocrático para obter o passaporte
italiano, o que facilitaria ainda mais uma futura transferência. O jogador que
é bisneto de italianos, minimizou essa busca pela cidadania. “É um direito que
eu e meus familiares temos e acho que é bom ter não somente para o futebol”,
explica ele, em entrevista ao site IG Esportes.
Sobre uma possível negociação na próxima janela, em um
momento em que ainda tenta se firmar no time principal alvinegro, o jogador
deixou em aberto essa possibilidade, mas alega ficar alheio a qualquer
negociação. “Acredito que tenho que pensar no melhor para minha carreira. Eu
não procuro saber sobre sondagens, negociações, etc. Busco focar totalmente
dentro de campo, nos treinamentos, e buscar meu espaço no Corinthians. No
futuro espero ter escrito uma história positiva e ser lembrado por onde atuei”,
comenta.
Uma saída, porém, não será fácil. Piton, que renovou o
contrato com o Corinthians em agosto do ano passado, conta com uma multa milionária.
Uma quebra do novo vínculo, que foi estendido até dezembro de 2022, custaria ao
interessado cerca de 35 milhões de euros, ou seja, quase R$ 219 milhões (pela
cotação atual). Além disso, o jogador tem 100% dos seus direitos econômicos
presos a equipe paulista.
Com boas apresentações e muita personalidade na temporada,
Piton já ganhou a confiança da torcida do Corinthians, que, antes da parada das
competições por conta da pandemia, cobrava a sua titularidade e criticava o
técnico Tiago Nunes pela insistência com o experiente Sidcley.
Diante desse cenário, o jogador caminha para repetir o
sucesso alcançado por outros laterais que vieram do “terrão” e deixaram
saudades na torcida corinthiana, como é o caso do hoje técnico Sylvinho, o
polêmico Kleber e, mais recentemente, o jovem Guilherme Arana, que atualmente
defende as cores do Atlético Mineiro.
“Com certeza (são jogadores que me inspiram). O mais recente
é o Arana e a lembrança é maior. Mas, claro que busco me espelhar nesses caras
que conseguiram a idolatria da Fiel”, diz ele, que segue treinando em casa para
não perder tanto o ritmo, mas, também aproveita a quarentena para curtir as
pessoas próximas.
“Tenho aproveitado esse tempo para estar com minha família,
em Jundiaí. Treino sozinho, busco seguir as atividades passadas pela comissão
técnica do Corinthians . É um período difícil, que sentimos falta da rotina de
treinos e jogos, mas que podemos aproveitar para fazer coisas que não
conseguimos quando estamos na temporada”, conclui.
Por Redação Esporte Jundiaí /// Foto: Divulgação
