Técnico com passagens por Corinthians, São Paulo e seleção
brasileira feminina, Oswaldo Fumeiro Alvarez, conhecido popularmente por Vadão,
faleceu no início da tarde desta segunda-feira, em São Paulo, decorrente de
complicações relacionadas a um câncer no fígado, o qual acabou evoluindo para
outros órgãos. Em São Paulo foi percursor do carrossel caipira, quando comandou
o Mogi Mirim, no inicio dos anos 90.
O treinador foi diagnosticado com a doença em dezembro do ano
passado, quando estava fazendo exames de rotina. Desde então, vinha realizando
tratamento, mas teve que ser internado no hospital Albert Einstein, em São
Paulo, no último dia 12. No entanto, o quadro de Vadão já era considerado grave
e ele acabou não resistindo ao tratamento via quimioterapia e radioterapia.
Oswaldo Alvares, de 63 anos, deixa sua esposa Ana Alvarez e
dois filhos, Adriano e Carolina Alvares, que fazia a parte da assessoria de imprensa
do pai. O velório e sepultamento acontecerá em Monte Azul Paulista, sua terra
natal.
Vadão nasceu no dia 21 de agosto de 1956. Ele começou a sua
carreira como meia-esquerda nas categorias de base do Guarani e rodou por
clubes como Noroeste, Catanduvense e Botafogo de Ribeirão Preto.
Ao mesmo tempo, ele se formou em Educação Física e acabou
aceitando o convite para ser preparador físico da Portuguesa. Iniciou a
carreira de treinador no Mogi Mirim por convite do histórico presidente Wilson
Barros. Lá foi responsável por montar o famoso “Carrossel Caipira” no início
dos anos 90.
Este time, na época, usava um esquema tático parecido com a
da seleção da Holanda, com troca de posições entre os jogadores, que
revolucionou o futebol em 1974 na Copa do Mundo da Alemanha sob a batuta do
meia Johan Cruyff. O Mogi Mirim contava ainda com bons jogadores como o trio
ofensivo formado por Rivaldo, Leto e Válber, além do zagueiro Capone, que
executava bem o papel de líbero.
O técnico ainda comandou Guarani, XV de Piracicaba,
Athetico-PR, Corinthians, São Paulo, Ponte Preta, Bahia, Goiás, Sport, dentre
muitos outros. Ele foi campeão do Torneio Rio-São Paulo em 2001 pelo São Paulo
com um time jovem e que tinha como destaque o meia Kaká, lançado por ele aos 16
anos.
Foi vice-campeão brasileiro da Série B em 2009 e vice do
Campeonato Paulista pelo Guarani em 2012. Ele teve cinco passagens pelo clube
de Campinas, em um total de 204 jogos. É tratado com idolatria também pela
arquirrival Ponte Preta, time no qual dirigiu em quatro oportunidades.
Seu último trabalho foi na seleção brasileira feminina.
Deixou o comando em meados do ano passado após o Mundial na França. Em suas
duas passagens, Vadão conquistou duas Copas Américas (2014 e 2018), a medalha
de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2015, dois Torneios Internacionais, além de
um quarto lugar nos Jogos Olímpicos do Rio-2016.
Por Redação Esporte Jundiaí /// Foto: Divulgação


