Rescisão acertada, mas não paga pelo Vasco. Pouco mais de
dois anos depois de se transferir ao São Paulo, o meia-atacante jundiaiense Nenê,
atualmente no Fluminense, decidiu processar judicialmente o clube de São
Januário. Cobra uma dívida de R$ 2,8 milhões.
A ação foi distribuída para a 26ª Vara do Trabalho do Rio e
apresentou uma relação tumultuada entre as partes. De acordo com o texto
assinado pelas advogadas Joana Costa Prado de Oliveira e Marllus Lito Freire, a
direção vascaína não assinou a rescisão contratual, perdeu a carteira de
trabalho do então camisa 10 e "se mostrou recalcitrante no cumprimento de
sua palavra" em duas tentativas de acordo - versão rebatida pelo clube.
O caso ainda não foi julgado pelo juiz Marcelo Segal. Após
uma audiência sem conciliação, ocorrida antes das restrições provocadas pela
pandemia do novo coronavírus, Nenê apresentou uma proposta para receber o que
entende ter direito. O Vasco ainda não se manifestou.
O caso é mais um problema a ser administrado pelo Vasco em um
momento de grave crise financeira. Por exemplo, alguns jogadores não receber
nenhum salário em 2020. Os funcionários também sofrem com os atrasos.
Por Redação Esporte Jundiaí /// Foto: Divulgação
