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Por Thiago Batista – Redação Esporte Paulista
Foto: Divulgação
O lateral-direito Marcinho não vestirá mais a camisa do Athletico-PR. O
jogador foi comunicado neste domingo que está liberado para procurar um novo clube.
O atleta tem problemas com a justiça brasileira, onde responde processo de homicídio
culposo, após atropelar duas pessoas em dezembro de 2020, que acabaram
morrendo.
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Isso ocorre 16 dias depois que o próprio clube ampliou por um ano o
contrato do atleta, que já foi até publicado no Boletim Informativo Diário
(BID), da CBF. Marcinho tinha vínculo até abril de 2023 e agora passou para
abril de 2024, com aumento salarial.
Na quarta-feira, Marcinho cometeu um pênalti que decretou o empate do
Palmeiras por 2 a 2, na Arena da Baixada, pelo jogo de ida da Recopa Sul-Americana.
A partida de volta ocorre na próxima quarta-feira, em São Paulo, às 21h30.
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Enquanto jogador do Botafogo, ele concretizou um acordo para pagar R$
200 mil aos quatro netos (R$ 50 mil para cada) dos professores Alexandre Silva
de Lima e Maria Cristina José Soares, que faleceram após terem sido atropelados
pelo carro que o jogador dirigia.
Marcinho responde por homicídio culposo (quando não há a intenção de
matar) pelo Ministério Público. Os educadores foram atropelados pelo atleta e
morreram pouco tempo depois, em 30 de dezembro de 2020, na Barra da Tijuca,
Zona Oeste do Rio. A acusação conta com o agravante de não ter prestado socorro
às vítimas. Marcinho ainda abandonou o carro Mini Cooper na Rua Professor
Hermes Lima, longe do ocorrido.
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De acordo com as buscas dos agentes, o ex-lateral-direito do Botafogo
teria bebido cinco chopes no dia do atropelamento e estaria dirigindo o carro
em alta velocidade. A perícia aponta que Marcinho estava entre 86 km/h e 110
km/h, totalizando uma média de 98 km/h. A velocidade máxima permitida na região
é de 70 km/h.