Muitos
torcedores, não apenas do Palmeiras, mas amantes do futebol se perguntaram:
quantas vezes Abel Ferreira foi expulso como treinador do Palmeiras. O Esporte
Paulista foi pesquisar e achou quantas vezes o comandante do Verdão recebeu
o cartão vermelho e não terminou uma partida no banco de reservas. E a quantidade
pode ser considerada alta.
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A
expulsão deste domingo foi a quinta dele no Verdão. Abel completará dois anos
de Palmeiras no mês de outubro. Entre a estreia até o último domingo são 713
dias do português no comando do Verdão, que está resultando em uma expulsão a
cada 142 dias.
Ou seja,
em média, a cada cinco meses, Abel Ferreira é “convidado pelo árbitro” a se
retirar do banco de reservas e não continuar seu trabalho de orientação ao
time.
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As cinco
expulsões foram as seguintes:
- Copa
do Brasil de 2020 – Jogo de volta das quartas de final – Palmeiras x Ceará
-
Supercopa do Brasil de 2021 – Palmeiras x Flamengo
-
Brasileirão de 2021 – 16ª rodada – Atlético-MG x Palmeiras
- Recopa
Sul-Americana de 2022 – Jogo da volta – Palmeiras x Athletico-PR
- Brasileirão
de 2022 – 27ª rodada - Palmeiras x Santos
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Na
súmula de Palmeiras 1 x 0 Santos, o árbitro Wilton Pereira Sampaio relatou
xingamentos proferidos pelo treinador palmeirense antes e depois da expulsão.
“Expulsei
em decorrência do segundo cartão amarelo, após ser informado pelo assistente 1
Bruno Boschilia que o referido treinador, foi em direção ao mesmo, afrontando e
proferindo aos gritos de maneira repetida as seguintes palavras, ‘é tudo contra
a gente c…, na dúvida sempre contra a gente c…”, escreveu o árbitro, que
continuou.
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“Informo
que o treinador após expulso retornou em direção ao assistente 1, de maneira
grosseira e ofensiva proferindo as seguintes palavras, ‘vai se f… mesmo
caralho, vocês são uma vergonha, tudo contra a gente, c…”, completou.
Abel e
Wilton tiveram problemas em um jogo deste Brasileirão. No empate por 0 a 0
contra o Atlético-MG, pela 9ª rodada, em entrevista coletiva, o comandante do
Verdão não poupou o árbitro e disse que havia algo pessoal.
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“Me deu
um amarelo por reclamar de falta, só isso. Só disse que era falta. E veio com
aquela arrogância toda. E o capitão (Hulk), que joguei contra ele e tenho todo
o respeito, xingou o fiscal de linha e ele não teve coragem de dar amarelo. É
fácil dar amarelo para mim. Começo a sentir que é perseguição. Me sinto
perseguido pelos árbitros brasileiros e, principalmente, por esse senhor”,
disse naquele dia.
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“Hoje
senti intencionalidade na ação dele. O Zé Rafael caiu no chão e ele deixou
seguir. O jogador do Atlético caiu e ele deu falta. O jogo tinha acabado e ele
deixou o escanteio. Não quero que nos ajude, mas não quero que nos prejudique.
E eu falei: 'Cadê o critério?'. O quarto árbitro disse: 'É com o Wilton'. Não
gostei da forma que me deu o amarelo. Era amarelo para quem fez falta. Me deu
cartão com intenção e arrogância. E aí xingaram o assistente e ele não viu? Meu
amarelo foi bem dado contra o Juventude, mas hoje foi por arrogância do árbitro”,
completou na coletiva após o jogo contra o Galo Mineiro.
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Com a
expulsão, o treinador palmeirense será desfalque no próximo compromisso do
Verdão, contra o Atlético-MG, pela 28ª rodada. O Palmeiras não terá os
suspensos Gustavo Gómez, Danilo, Gabriel Menino e Zé Rafael, além de Weverton,
convocado pela seleção brasileira.
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