A
Federação Paulista de Futebol publicou nesta quinta-feira uma nota oficial para
se posicionar sobre as críticas realizadas por Arthur Elias, técnico do
Corinthians, sobre a organização do Campeonato Paulista de futebol feminino,
especialmente sobre a tabela da competição, que colocou os clássicos durante a
fase final do Brasileirão feminino. A nota ainda traz contradições e não traz
soluções para o problema que ocorreu. Para piorar, ninguém assina a nota. Nem
presidente, nem nenhum diretor.
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Arthur fez
as suas críticas em uma entrevista oficial de jogo, antes da derrota para o Palmeiras
por 2 a 0. Só que a Federação não explicou direito quem fica responsável pelo
canal de Youtube, o Paulistão, pois conteúdo oficial da própria Federação é
postado por lá. Foi neste canal que o jogo foi transmitido.
O
treinador acusou a entidade, através das redes sociais, de ter cortado a
entrevista da transmissão oficial, e que tenha sido censurado. Diante do
calendário, o Corinthians esteve durante o Estadual enviando uma equipe
alternativa para os jogos contra os adversários da classificação estadual. O
resultado foi três derrotas e apenas uma vitória no período, conquistada sobre
o Pinda, por 2 a 0.
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A Federação
por sua vez negou que tenha ocorrido qualquer tipo de censura. Só que foi “sínica”
ao dizer que reclamações devem ser feitas no congresso técnico – quando não é
discutido a tabela.
“Sugestões
de melhorias e críticas são sempre consideradas, a fim de que as competições
sejam cada vez mais relevantes aos clubes, torcedores, parceiros de mídia e
patrocinadores. O objetivo é apenas um: fortalecer o futebol feminino e sua
coletividade, que há décadas busca este espaço”, disse em nota.
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“Diante
de uma grave acusação de censura por parte do treinador do Corinthians, Arthur
Elias, a FPF esclarece que cabe à entidade a captação de todas as imagens das
partidas e as entrevistas. Esse conteúdo é disponibilizado integralmente aos
detentores de direitos da competição, que utilizam da forma como for
conveniente. Não cabe à FPF vetar ou obrigar nenhum parceiro a exibir
determinado conteúdo”, continuou, sem explicar se o canal de Youtube, o
Paulistão, é da Federação – pois o jogo foi transmitido neste veículo.
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“Todas
as decisões relativas à competição pertencem aos clubes, que definem as regras
em conselho técnico prévio ao início do torneio. A FPF reforça que continuará
trabalhando pelo desenvolvimento do futebol feminino de forma coletiva e
integrada, valorizando seus clubes, competições e parceiros”, também disse na
nota.
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