Sem assinatura, FPF rebate críticas (com contradições) e nega censura a treinador do Corinthians

23/09/2022 - 02:34

A Federação Paulista de Futebol publicou nesta quinta-feira uma nota oficial para se posicionar sobre as críticas realizadas por Arthur Elias, técnico do Corinthians, sobre a organização do Campeonato Paulista de futebol feminino, especialmente sobre a tabela da competição, que colocou os clássicos durante a fase final do Brasileirão feminino. A nota ainda traz contradições e não traz soluções para o problema que ocorreu. Para piorar, ninguém assina a nota. Nem presidente, nem nenhum diretor.

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Arthur fez as suas críticas em uma entrevista oficial de jogo, antes da derrota para o Palmeiras por 2 a 0. Só que a Federação não explicou direito quem fica responsável pelo canal de Youtube, o Paulistão, pois conteúdo oficial da própria Federação é postado por lá. Foi neste canal que o jogo foi transmitido.

O treinador acusou a entidade, através das redes sociais, de ter cortado a entrevista da transmissão oficial, e que tenha sido censurado. Diante do calendário, o Corinthians esteve durante o Estadual enviando uma equipe alternativa para os jogos contra os adversários da classificação estadual. O resultado foi três derrotas e apenas uma vitória no período, conquistada sobre o Pinda, por 2 a 0.

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A Federação por sua vez negou que tenha ocorrido qualquer tipo de censura. Só que foi “sínica” ao dizer que reclamações devem ser feitas no congresso técnico – quando não é discutido a tabela.

“Sugestões de melhorias e críticas são sempre consideradas, a fim de que as competições sejam cada vez mais relevantes aos clubes, torcedores, parceiros de mídia e patrocinadores. O objetivo é apenas um: fortalecer o futebol feminino e sua coletividade, que há décadas busca este espaço”, disse em nota.

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“Diante de uma grave acusação de censura por parte do treinador do Corinthians, Arthur Elias, a FPF esclarece que cabe à entidade a captação de todas as imagens das partidas e as entrevistas. Esse conteúdo é disponibilizado integralmente aos detentores de direitos da competição, que utilizam da forma como for conveniente. Não cabe à FPF vetar ou obrigar nenhum parceiro a exibir determinado conteúdo”, continuou, sem explicar se o canal de Youtube, o Paulistão, é da Federação – pois o jogo foi transmitido neste veículo.

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“Todas as decisões relativas à competição pertencem aos clubes, que definem as regras em conselho técnico prévio ao início do torneio. A FPF reforça que continuará trabalhando pelo desenvolvimento do futebol feminino de forma coletiva e integrada, valorizando seus clubes, competições e parceiros”, também disse na nota.

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