A CBF liberou nesta quarta-feira, que as competições amadoras e de base no Brasil podem ter homens e mulheres jogando juntos, na mesma categoria. É a liberação para a prática do chamado futebol misto.
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Isto
significa que as atletas mulheres poderão fazer parte de equipes masculinas e
que equipes exclusivamente femininas poderão participar de competições
masculinas, a critério de cada entidade organizadora.
A nova regra
poderá ser aplicada em todas as categorias, da iniciação esportiva ao futebol
amador adulto. O futebol profissional ainda prevalece a separação por sexo (homens
jogando apenas no masculino; e mulheres atuando apenas no feminino).
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Um exemplo:
caso a Liga Jundiaiense de Futebol podem liberar a participação de mulheres no
Amador de Jundiaí nas Séries A e B, que são desde 1930 disputada por homens.
Outro
exemplo, caso a Federação Paulista queira, o Paulistão sub-11 e 13, categorias que
não tem até o momento competições exclusivamente femininas na Federação (somente
a partir do sub-14), a participação de meninas.
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“Com esta
mudança, pretendemos democratizar e massificar a prática do futebol pelas
atletas, removendo barreiras para o surgimento e o desenvolvimento de novos
talentos. A CBF tem investido muito nas seleções e nas competições femininas de
alto rendimento, que contam hoje com um calendário de competições nacionais a
partir da categoria sub-17. O topo da pirâmide está relativamente bem
estruturado, mas assentado sobre uma base frágil”, afirmou o presidente da CBF,
Ednaldo Rodrigues, que assinou a regulamentação nesta quarta-feira por meio de
uma resolução da presidência.
“É
importante destacar que o futebol misto trabalha com a massificação e a
inclusão. Faltam equipes e, sobretudo, competições amadoras em nível local e
regional nas primeiras categorias de iniciação e formação desportiva, como a sub-10,
sub-12, sub-14. Acredito firmemente que a regulamentação do futebol misto
ajudará a corrigir este problema, incentivando a participação de milhares de
jogadoras em equipes e competições mistas. Com o tempo, o aumento no número de
atletas registradas também poderá levar à criação de equipes e competições
exclusivamente femininas nas categorias mais jovens”, acrescentou o dirigente.
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Além de
oficializar a prática do futebol misto em competições de caráter amador, a CBF
inovou ao instituir o “Mecanismo de Dispensa Etária do Futebol Misto” (MDE).
Por meio
deste instrumento, atletas e equipes femininas de uma determinada categoria
poderão participar de competições mistas em uma faixa etária inferior. Por
exemplo, meninas com até 17 anos (sub-17) podem ser autorizadas a participar de
competições mistas, com meninos de até 13 anos (sub-13), a critério da entidade
organizadora que utilizar o MEC como referência no regulamento específico de
suas competições
A implementação
do mecanismo tem o objetivo de promover a igualdade de oportunidades para as
jovens atletas, compensando diferenças no desempenho inerentes ao processo de
maturação biológica e às especificidades de cada sexo, especialmente com o
início da puberdade.
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A partir de
agora, a CBF fará campanha pela adoção do futebol misto e do mecanismo de
dispensa etária nas competições organizadas pelas Federações filiadas e ligas
amadoras, assim como por todos os entes governamentais, como, por exemplo, as
Secretarias Estaduais e Municipais de Educação e de Esporte, os gestores de
escolas públicas e privadas e os organizadores de competições amadoras no
âmbito do desporto educacional e de participação.
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