Após declarar intenção de se candidatar à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ronaldo Fenômeno retirou, publicamente, a candidatura. Ele revelou ter recebido negativa de reunião de 23 das 27 federações de futebol nacionais. Para ser candidato, Ronaldo precisaria do apoio de pelo menos 4 Federações Estaduais.
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Ex-jogador anunciou fim de sua campanha em post nas redes sociais: " No meu primeiro contato com as 27 filiadas, encontrei 23 portas fechadas. As federações se recusaram a me receber em suas casas, sob o argumento de satisfação com a atual gestão e apoio à reeleição. Não pude apresentar meu projeto, levar minhas ideias e ouvi-las como gostaria. Não houve qualquer abertura para o diálogo”, escreveu Ronaldo.
Amapá, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo não responderam ao contato feito por Ronaldo. As demais retornaram com a mesma resposta e de forma simultânea, mostrando apoio a Ednaldo Rodrigues e inviabilizando a candidatura do ex-jogador.
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Além da negativa das federações, um conflito de interesse também foi entrave para a candidatura de Ronaldo à CBF. O ex-jogador tem R$ 27,5 milhões para receber do Cruzeiro (MG) por ano pela venda do clube, o que reforça a vinculação dele com a Raposa.
O elo entre o time mineiro e o ex-atleta é um empecilho para as aspirações políticas do ex-craque no futebol brasileiro. O total da negociação foi de R$ 302 milhões.
Apesar da intenção de se candidatar à presidência da entidade máxima do futebol brasileiro, Ronaldo Fenômeno ficou impossibilitado pela cláusula de barreira. A CBF exige que um candidato tenha o apoio de, pelo menos quatro federações, além de quatro clubes, para registrar oficialmente uma candidatura.
