Por Thiago Batista – Jundiaí (SP)
O departamento de saúde do Paulista divulgou nesta terça-feira a sua análise de relatório de lesões da temporada 2026 da Série A3 do Campeonato Paulista. O documento, segundo o próprio departamento, reforçou o impacto positivo do trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Excelência em Performance e Prevenção (NEP). Mesmo inserido em um cenário considerado desafiador, o clube conseguiu manter índices abaixo da média internacional, evidenciando eficiência no controle físico dos atletas.
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Segundo o departamento, a Série A3 apresenta características que elevam o risco de lesões, como jogos em horários de calor intenso, gramados irregulares, sequência de partidas com pouco tempo de recuperação e elencos com menor profundidade. Diante desse contexto, o Paulista estruturou estratégias específicas de prevenção e monitoramento de carga, fundamentais para minimizar impactos ao longo da competição. E segundo o departamento formado por médicos e fisioterapeutas, os números comprovam a eficiência do trabalho.
A incidência total de lesões foi de 2,20 por 1000 horas de exposição, considerada baixa dentro dos padrões da literatura internacional. Nos treinamentos, o índice foi ainda menor, com 1,21/1000h, abaixo do intervalo de referência, demonstrando controle eficaz das cargas. Já em jogos, a taxa de 11,83/1000h ficou dentro do esperado para situações competitivas, refletindo o risco natural das partidas.
Ao todo, 33,3% do elenco sofreu algum tipo de lesão, com 10 ocorrências entre os 30 atletas. Na comparação com referências internacionais, os dados do Paulista se destacam de forma positiva: enquanto os treinos ficaram abaixo da média global, os jogos permaneceram dentro da faixa prevista, e o índice geral se manteve inferior ao padrão internacional, que varia entre 2,5 e 9,4 lesões por 1000 horas.
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O resultado posiciona o clube em um patamar de excelência, mesmo diante das adversidades típicas da divisão.
Internamente, o Núcleo de Excelência em Performance e Prevenção é apontado como peça-chave nesse desempenho, com atuação direta na prevenção, monitoramento e tomada de decisão baseada em dados. A integração entre comissão técnica, departamento médico e área de performance tem sido determinante para reduzir riscos e potencializar o rendimento dos atletas.
Principais pontos observados:
- Criação do NEP: Um departamento especializado, com direção médica e coordenação técnica, voltado para prevenção de lesões e otimização da performance dos atletas.
- Contexto competitivo da Série A3: Jogos em horários quentes, gramados irregulares e elencos enxutos aumentam o risco de lesões musculares.
-Incidência de lesões: Total de 10 lesões entre novembro de 2025 e abril de 2026. Taxa geral de 2,20 lesões/1000h, considerada baixa em comparação com referências da FIFA e UEFA. Distribuição equilibrada entre treinos (5) e jogos (5).
- Tipos de lesões: Predomínio de lesões musculares (60%), principalmente posteriores. Lesões traumáticas (40%), como LCM e LCA, ligadas a contato físico.
- Relatórios médicos detalhados: Previsões de recuperação variando de dias a meses, com casos graves como LCA (9 a 12 meses).
- Situação individual dos atletas acompanhada com ícones de status (retorno, transição, afastado).
- Atendimentos médicos: Média de 16 atendimentos diários, 96 semanais e 384 mensais, totalizando cerca de 1920 na temporada.
-Análises comparativas: Jogos apresentam maior risco (11,83 lesões/1000h) em relação a treinos (1,21/1000h).
- Mais dias de recuperação entre partidas reduzem significativamente o risco muscular.
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Lesões registradas (tempo afastado):
- Lesão muscular no posterior → 7 dias (previsão inicial)
- Ligamento Cruzado Medial → 10 semanas
- Lesão muscular no posterior → 6 semanas
- Lesão muscular no Posterior → 12 semanas
- Lesão muscular no Posterior → 17 semanas
- Ligamento Cruzado Medial → 13 semanas (em transição)
- Ligamento Cruzado Anterior → 9 a 12 meses (afastado)
- Ligamento Cruzado Anterior → 9 a 12 meses (afastado)
- Lesão de adutor → 5 semanas
- Lesão muscular no Posterior → 3 semanas
Previsão de recuperação:
- Varia de curto prazo (7 dias) até longo prazo (9–12 meses).
- Lesões musculares posteriores predominam, com diferentes graus de gravidade.
- Casos de Ligamento Cruzado Anterior representam os afastamentos mais prolongados.
Confira abaixo os dados apresentados no relatório:
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