Destaque no Paulista, ex-atleta do Divino revela Rio 2016 e WNBA como metas

06/11/2012 - 01:54


Uma das apostas da geração que irá buscar uma medalha nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, é a pivô Nádia Gomes Colhado, revelada no Divino/Coc. Aos 23 anos e com 1,93m, a paranaense da cidade de Marialva defendeu o Brasil nas Olimpíadas de Londres e foi um dos destaques na primeira fase do Campeonato Paulista. A jogadora atualmente no São José é a melhor reboteira e a quinta cestinha da competição, com as médias de 12.5 e 17.4 pontos por partida.

“Meu principal incentivo na temporada 2012 foi defender o Brasil nos Jogos de Londres. Treinei duro com as principais jogadoras do Brasil e aprendi muito com a pivô Érika, de quem sou fã. Ela me ensinou e ajudou em tudo. Retornei mais madura e estou colocando em pratica o que aprendi. Estou muito feliz em São José dos Campos, onde tenho apoio do técnico, das companheiras e meu jogo está fluindo normalmente”, conta.

Nádia garante também que vai se empenhar ainda mais para continuar jogando na Seleção Brasileira, mas também tem outras metas. “Quero me tornar titular da equipe nacional e jogar as Olimpíadas do Rio. Mas também tenho muita vontade de atuar na WNBA. Não vou negar que tenho esse sonho e vou lutar muito por ele”, afirma.

Mas antes Nádia quer deixar seu nome gravado em São José dos Campos. “Estou muito à vontade para dizer que estou adorando jogar na equipe. É um grupo muito legal e vamos entrar em todos os campeonatos para ganhar. Sabemos que temos muitos adversários fortes pela frente, mas nossa meta é brigar pelos títulos”.

O basquete para Nádia começou bem cedo. Na pequena cidade de Marialva, ela praticava o basquete apenas como recreação. Aos 12 anos, quando disputou um torneio estudantil em Maringá, foi descoberta por um olheiro que a enviou para Jundiaí. “Posso garantir que aprendi tudo em Jundiaí. Não sabia sequer bater bola. Tinha só tamanho e o pessoal de lá, especialmente o técnico Tarallo (Luiz Cláudio) me ensinou tudo”, recorda.

Fora das quadras uma pessoa foi muito especial na vida de Nádia, sua mãe D. Regina, que ainda mora em Marialva. “É verdade. Ela me levava aos treinos, ficava assistindo, muitas vezes me esperava um tempão e nunca reclamava de nada. Devo muito a ela essa dedicação no início da minha carreira”.

Matéria: Painel do Basquete Feminino

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