Uma
das apostas da geração que irá buscar uma medalha nos Jogos Olímpicos do Rio de
Janeiro, em 2016, é a pivô Nádia Gomes Colhado, revelada no Divino/Coc. Aos 23
anos e com 1,93m, a paranaense da cidade de Marialva defendeu o Brasil nas
Olimpíadas de Londres e foi um dos destaques na primeira fase do Campeonato Paulista.
A jogadora atualmente no São José é a melhor reboteira e a quinta cestinha da
competição, com as médias de 12.5 e 17.4 pontos por partida.
“Meu
principal incentivo na temporada 2012 foi defender o Brasil nos Jogos de
Londres. Treinei duro com as principais jogadoras do Brasil e aprendi muito com
a pivô Érika, de quem sou fã. Ela me ensinou e ajudou em tudo. Retornei mais
madura e estou colocando em pratica o que aprendi. Estou muito feliz em São
José dos Campos, onde tenho apoio do técnico, das companheiras e meu jogo está
fluindo normalmente”, conta.
Nádia
garante também que vai se empenhar ainda mais para continuar jogando na Seleção
Brasileira, mas também tem outras metas. “Quero me tornar titular da equipe
nacional e jogar as Olimpíadas do Rio. Mas também tenho muita vontade de atuar
na WNBA. Não vou negar que tenho esse sonho e vou lutar muito por ele”, afirma.
Mas
antes Nádia quer deixar seu nome gravado em São José dos Campos. “Estou muito à
vontade para dizer que estou adorando jogar na equipe. É um grupo muito legal e
vamos entrar em todos os campeonatos para ganhar. Sabemos que temos muitos
adversários fortes pela frente, mas nossa meta é brigar pelos títulos”.
O
basquete para Nádia começou bem cedo. Na pequena cidade de Marialva, ela
praticava o basquete apenas como recreação. Aos 12 anos, quando disputou um
torneio estudantil em Maringá, foi descoberta por um olheiro que a enviou para
Jundiaí. “Posso garantir que aprendi tudo em Jundiaí. Não sabia sequer bater
bola. Tinha só tamanho e o pessoal de lá, especialmente o técnico Tarallo (Luiz
Cláudio) me ensinou tudo”, recorda.
Fora
das quadras uma pessoa foi muito especial na vida de Nádia, sua mãe D. Regina,
que ainda mora em Marialva. “É verdade. Ela me levava aos treinos, ficava
assistindo, muitas vezes me esperava um tempão e nunca reclamava de nada. Devo
muito a ela essa dedicação no início da minha carreira”.
Matéria: Painel do Basquete
Feminino
