Thiago Batista: Beisebol - Um esporte que imita o que ocorre no dia-a-dia da vida

03/11/2016 - 02:57

Por Thiago Batista – criador e responsável pelo Esporte Jundiaí

Quem acompanha as minhas redes sociais, sabe que o beisebol é um dos esportes que mais adoro, curto. É uma das minhas paixões (tenho várias, mas não é o momento de cita-las...). Nas duas últimas semanas ocorreram a World Series, a grande final da MLB – a liga norte-americana. Foi uma série espetacular, vencida pelo Chicago Cubs, ao superar o Cleveland Indians, por 4 jogos a 3. E a decisão mostrou muito o que podemos sentir em nossas vidas: muitas idas e vindas - às vezes inesperadas; altos e baixos que podem mudar de acordo com uma atitude que ocorre; sair do inferno e ir para o céu em questão de segundos, minutos, horas, dias ou anos; e ter paciência para conquistar o seu objetivo seja pessoal, profissional, familiar e etc....

Calma é a palavra que mais ouvem os torcedores dos dois times finalistas da World Series. O torcedor dos Cubs esperou 108 anos para soltar o grito de campeão. 108 anos! Um século para voltar a conquistar o título da MLB. O Cleveland Indians está há 68 na fila, e terá que aguardar mais um pouco.

Só que para pegar que o beisebol é uma imitação das nossas vidas, vou usar como exemplo apenas o jogo 7, que ocorreu na noite desta quarta-feira, em Cleveland (encerrado na madrugada de quinta-feira). O shortstop Baez, dos Cubs, cometeu um erro grosseiro na 2ª entrada, onde deixou a bola escapulir das suas mãos, sendo responsável para os Indians anotarem a corrida do empate (1 a 1) minutinhos depois. Duas entradas depois, já com seu time no ataque, Baez mandou a bolinha pra arquibancada, anotando um home-run deixando sua equipe na frente por 5 a 1.

Na quinta entrada, o catcher Ross, também de Chicago, não conseguiu segurar a bolinha no home-plate, sendo responsável por duas corridas dos Indians, 5 a 3. No turno seguinte de ataque, ele foi para o bastão e acertou um home-run deixando seu time na frente por 6 a 3.

Dois exemplos individuais, que uma pessoa pode sair do buraco e ir para o céu em segundos.  Então, jogo decidido, e Cubs campeões, certo? Que nada. Aí entrou o exemplo que um grupo pode-se levantar e lutar até o fim pelo seu objetivo. Foi o que fizeram os Indians que no turno de ataque na 8ª
entrada, mostraram uma força e superaram o melhor arremessador dos Cubs, Champmann -  manda bolas a 100 milhas por hora (160km/h). Cleveland anotou três corridas, empatou a partida (6 a 6), levando para a “prorrogação” (entradas extras).

Antes das entradas extras começarem, veio a chuva, que fez o jogo parar por mais ou menos 20 minutos. Tempo para reflexão, para os Cubs novamente mostrarem a sua força neste decisão, pois chegaram a estar perdendo a série por 3 jogos a 1. Na 10ª entrada anotaram duas corridas, e novamente ficar na frente, 8 a 6. Os Indians ainda tiveram a chance no seu turno de ataque na 10ª, anotaram uma corrida, e tiveram a chance do empate e até da virada, com um homem em base e outro no bastão. Mas para quem ficou 108 anos sem ganhar um título, tinha que ser sofrido, e para o time de Chicago, veio quando o time conseguiu a eliminação final, levando a partida por 8 a 7, conquistando o título da MLB de forma épica, vencendo a série de virada. 

O título dos Cubs apenas mostra como é a vida: de baixos e altos. Você pode sair do inferno e ir para o céu. Os torcedores, jogadores, diretores e comissão técnica da franquia de Chicago sentiram este gosto na quarta-feira, e no fim estão sorrindo a alegria da conquista. Beisebol = imitação da vida! 



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