Por
Thiago Batista – criador e responsável pelo Esporte Jundiaí
Faltam apenas quatro rodadas para o encerramento do
Campeonato Brasileiro de 2016. A competição neste momento está no encerramento
do seu “show”, com vários times com estilos “musicais” bastante definidos.
O líder do Brasileirão, o Palmeiras, está mais para banda de
rock de som muito pesado, mas aquele muito pesado (tipo Sepultura ou Metallica
– vai do gosto do freguês). É um time elétrico, onde sempre começa as partidas
com tudo, com bastante energia, e construiu cedo as suas vitórias,
principalmente com o baterista Gabriel Jesus. Começou com “energia” grande na
competição, só que nesta reta final, mesmo com “shows” muito criticados, com a
bateria de Jesus falhando, ainda mostra que está no topo da lista.
O Santos está com o estilo sertanejo, o universitário com
algumas pitadas do estilo consagrados nos anos 90 e 2000. O Peixe sempre tem
gente nova, fazendo sucesso, caindo nas graças da mídia e povo, como Vitor
Bueno por exemplo. Mas a equipe precisa de alguns “Sérgio Reis”, para dar um
toque de qualidade final nas apresentações, pois na Vila Belmiro, “Panela Velha
sempre faz comida boa”, casos de Renato e Ricardo Oliveira.
O Atlético Mineiro desde 2013 tem um estilo musical
definido: o funk do “Galo Doido”. Só que este ano, o estilo está bem “doidão”,
já que algumas músicas do álbum do CD lançando este ano pelo seu novo cantor,
“MC Marcelo Oliveira”, saltam do 1min30 para 3min de forma direta. Trazendo
para o futebol, a bola não passa pelos meio-campistas atleticanos, já que
ocorre muita ligação direta, quando não tentam o cruzamento direto para a área.
Por ser do Rio de Janeiro, em 2016, o Flamengo adotou o samba.
Começou cadenciado, como as grandes escolas de samba da cidade fazem nos seus
desfiles, mas no meio do percurso, começou a tocar mais forte, e fez a sua
torcida cantar o principal refrão do seu samba-enredo “Cheirinho do Hepta”. Só
que acidentes nas alegorias “Palestino” e “Corinthians” mucharam os seus
fanáticos e no fim os seus ritmistas não estão encontrando a batida perfeita na
bateria, e devem perder alguns décimos precisos, que podem custar ficar de fora
do “Desfile das Campeãs”, que traduzindo para o futebol é ter que disputar a
fase preliminar da Libertadores.
Botafogo e Atlético-PR podem dizer que adotaram o Funk do
Furacão 2000, pois quando todos foram observar, estavam já no topo da parada do
sucesso. Fluminense parece estar procurando ainda o seu estilo musical na
temporada. Hora adotam rock, depois samba, sertanejo. Mas no fundo esperam é
encontrar uma trilha relaxante, para entrarem em paz com 2017.
O Grêmio que começou com samba bem cadenciado, encontrou no
samba do malandro a melhor maneira de mostrar a sua alegria, executando ótimos
shows, principalmente fora de Porto Alegre. Cruzeiro e Inter diferentemente
encontram quase sempre na sua porta a música da marcha fúnebre, mas no atual
momento estão longe.
Para finalizar, São Paulo e Corinthians parecem ter
encontrado os seus estilos musicais no sábado. O clube do Morumbi está mais
para músicas no estilo marchinha do Silvio Santos, sendo que após o sábado a
sua torcida está no “Ritmo de Festa”. O Corinthians está mais para o jazz, já
que o instrumento favorito de 10 a cada 10 dos seus torcedores é a corneta....
Que deve tocar bastante forte no Parque São Jorge nesta segunda-feira (7 de
novembro) ....
Até a próxima