Thiago Batista: Brasileirão = Músicas. Times variam do rock até a corneta

07/11/2016 - 01:07



Por Thiago Batista – criador e responsável pelo Esporte Jundiaí

Faltam apenas quatro rodadas para o encerramento do Campeonato Brasileiro de 2016. A competição neste momento está no encerramento do seu “show”, com vários times com estilos “musicais” bastante definidos.

O líder do Brasileirão, o Palmeiras, está mais para banda de rock de som muito pesado, mas aquele muito pesado (tipo Sepultura ou Metallica – vai do gosto do freguês). É um time elétrico, onde sempre começa as partidas com tudo, com bastante energia, e construiu cedo as suas vitórias, principalmente com o baterista Gabriel Jesus. Começou com “energia” grande na competição, só que nesta reta final, mesmo com “shows” muito criticados, com a bateria de Jesus falhando, ainda mostra que está no topo da lista.

O Santos está com o estilo sertanejo, o universitário com algumas pitadas do estilo consagrados nos anos 90 e 2000. O Peixe sempre tem gente nova, fazendo sucesso, caindo nas graças da mídia e povo, como Vitor Bueno por exemplo. Mas a equipe precisa de alguns “Sérgio Reis”, para dar um toque de qualidade final nas apresentações, pois na Vila Belmiro, “Panela Velha sempre faz comida boa”, casos de Renato e Ricardo Oliveira.

O Atlético Mineiro desde 2013 tem um estilo musical definido: o funk do “Galo Doido”. Só que este ano, o estilo está bem “doidão”, já que algumas músicas do álbum do CD lançando este ano pelo seu novo cantor, “MC Marcelo Oliveira”, saltam do 1min30 para 3min de forma direta. Trazendo para o futebol, a bola não passa pelos meio-campistas atleticanos, já que ocorre muita ligação direta, quando não tentam o cruzamento direto para a área.

Por ser do Rio de Janeiro, em 2016, o Flamengo adotou o samba. Começou cadenciado, como as grandes escolas de samba da cidade fazem nos seus desfiles, mas no meio do percurso, começou a tocar mais forte, e fez a sua torcida cantar o principal refrão do seu samba-enredo “Cheirinho do Hepta”. Só que acidentes nas alegorias “Palestino” e “Corinthians” mucharam os seus fanáticos e no fim os seus ritmistas não estão encontrando a batida perfeita na bateria, e devem perder alguns décimos precisos, que podem custar ficar de fora do “Desfile das Campeãs”, que traduzindo para o futebol é ter que disputar a fase preliminar da Libertadores.

Botafogo e Atlético-PR podem dizer que adotaram o Funk do Furacão 2000, pois quando todos foram observar, estavam já no topo da parada do sucesso. Fluminense parece estar procurando ainda o seu estilo musical na temporada. Hora adotam rock, depois samba, sertanejo. Mas no fundo esperam é encontrar uma trilha relaxante, para entrarem em paz com 2017.

O Grêmio que começou com samba bem cadenciado, encontrou no samba do malandro a melhor maneira de mostrar a sua alegria, executando ótimos shows, principalmente fora de Porto Alegre. Cruzeiro e Inter diferentemente encontram quase sempre na sua porta a música da marcha fúnebre, mas no atual momento estão longe.

Para finalizar, São Paulo e Corinthians parecem ter encontrado os seus estilos musicais no sábado. O clube do Morumbi está mais para músicas no estilo marchinha do Silvio Santos, sendo que após o sábado a sua torcida está no “Ritmo de Festa”. O Corinthians está mais para o jazz, já que o instrumento favorito de 10 a cada 10 dos seus torcedores é a corneta.... Que deve tocar bastante forte no Parque São Jorge nesta segunda-feira (7 de novembro) ....


Até a próxima



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