O empresário Maurício Sampaio, condenado pela morte do radialista Valério Luiz, se apresentou à Polícia Civil nesta quinta-feira, em Goiânia. A Justiça expediu um mandado de prisão definitiva contra Sampaio na sexta-feira. Após voltar de viagem, o empresário se apresentou na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Goiânia, no início desta tarde.
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No mesmo dia em que mandou prender Sampaio, a Justiça também expediu um mandado de prisão contra o policial militar da reserva Ademá Figueiredo Aguiar Filho, condenado por ter sido responsável por atirar contra o radialista. Figueiredo se entregou no presídio militar, no Setor Marista, em Goiânia, no mesmo dia.
O caso se arrasta desde o dia 5 de julho de 2012, quando Valério Luiz, de 49 anos, foi morto enquanto saía da emissora de rádio em que trabalhava, no Setor Serrinha, em Goiânia. Ele era filho do também comentarista esportivo Manoel de Oliveira, conhecido como Mané de Oliveira.
Segundo o Ministério Público, o crime foi motivado pelas críticas de Valério Luiz à diretoria do Atlético Goianiense, da qual Maurício Sampaio, um dos réus, era vice-diretor.
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Urbano de Carvalho, Maurício Sampaio, Djalma da Silva e Ademá Figueredo, réus no caso, foram condenados pelo tribunal do júri em Goiânia no dia 9 de novembro de 2022 e, em seguida, as respectivas defesas entraram com recurso no TJ-GO. As condenações foram anuladas pelo STJ, em fevereiro deste ano, após o órgão reconhecer que o interrogatório de Marcus Vinícius Pereira Xavier, acusado de ter ajudado os demais a planejar o homicídio, foi feito de forma irregular por estar sem a presença da defesa dos outros réus.
No dia 12 de abril, a ministra Daniela Teixeira reconsiderou a decisão e o órgão superior reverteu essa anulação e negou habeas corpus a Maurício Sampaio. O julgamento no TJ-GO foi retomado após a decisão do STJ e manteve as condenações iniciais realizadas no tribunal do júri em 2022.
